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Carol Morais

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Dicas

Pesquisa com bactérias traz nova descoberta para tratar e prevenir a diabetes

A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença que atinge vários sistemas do organismo e é relacionada com o nosso metabolismo. A Diabetes surge quando a insulina, hormônio responsável por “guardar” a glicose dentro das células, não trabalha direito e assim acumulamos glicose no sangue.

Existem dois tipos de diabetes, o mais comum é o tipo 2 e está relacionado a obesidade, sedentarismo e acúmulo de gordura na região abdominal que irão levar à resistência à ação da insulina. Ou seja, mesmo estando presente no organismo ela não consegue trabalhar. O tipo 1, mais comum entre os jovens e ocorre quando o pâncreas sofre lesões e não consegue produzir quantidade suficiente de hormônio, por isso os portadores deste tipo precisam receber doses de insulina diariamente.

Dolce Vita: açúcar faz mal?

Recentemente, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP descobriram que algumas bactérias intestinais podem lesionar o pâncreas e contribuir para o desenvolvimento do tipo 1 da diabetes. Estes microrganismos rompem a barreira do intestino e chegam aos linfonodos presentes no pâncreas, lá são reconhecidos como ameaças pelo sistema imunológico que responde causando uma inflamação que leva à destruição dos locais de produção de insulina.

Além das bactérias ruins citadas no estudo, nosso organismo está repleto de bactérias do bem, principalmente as localizadas no trato digestório. Esses microrganismos são os probióticos que juntos formam a microbiota intestinal e produzem inúmeros benefícios para o homem como o controle do nível de colesterol, melhora a absorção de minerais, aumenta a digestibilidade de lactose, previne alguns tipos de câncer, entre outros.

Por que não usar adoçante?

Para que os probióticos trabalhem de maneira saudável, é importante a ingestão de certos alimentos prébioticos como chicória, alho-poró, alho, bananas, cebola, tomate e beterraba. Estes componentes alimentares não são digeridos pelo organismo, mas alimentam as bactérias do bem e ainda podem inibir a multiplicação dos microorganismos, patogênicos, ou seja, podem inibir o crescimento das bactérias que causaram o diabetes na pesquisa.

Nesta pesquisa, os animais diabéticos foram tratados apenas com antibióticos de grande abrangência, porém, outros pesquisadores já estudaram o uso de probióticos e prébioticos no controle das bactérias causadoras de diabetes tipo 1, como um artigo publicado no Jornal da Associação Americana de Médicos Pediatras que afirma que o uso de probióticos durante o primeiro ano da criança pode prevenir o diabetes tipo 1 e melhorar a função do pâncreas. A Associação Americana de Diabetes (ADA) também estudou esta relação e viu que um tipo modificado de probiótico foi capaz de melhorar os níveis de glicose em adultos.

Diante disso, temos uma enorme janela de oportunidades para prevenção da doença e melhora da qualidade de vida dos pacientes diabéticos através de tratamentos que poderão ser feitos com o uso de medicamentos antibióticos específicos ou através da alimentação saudável contendo pré e probióticos naturais.

 

Referências:

ADA – AMERICAN DIABETIC ASSOCIATION. Classification and Diagnosis of Diabetes. Diabetes Care. 2015.

NICODEMUS, K. K.; FOLSOM, A. R. Type 1 and type 2 diabetes and incident hip fractures in postmenopausal women. Diabetes Care. 2001.

COSTA, F. R. C; FRANÇOZO, M. C. S.; OLIVEIRA, G. G.; IGNACIO, A.; CASTOLDI, A.; ZAMBONI, D. S.; RAMOS, S. G.; CÂMARA, N. O.; ZOETE, M. R.; PALM, N. W.; FLAVELL, R. A.; SILVA, J. S.; CARLOS, D. Gut microbiota translocation to the pancreatic lymph nodes triggers NOD2 activation and contributes to T1D onset. The Journal of Experimental Medicine. 2016.

SAAD, Susana Marta Isay. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Rev. Bras. Cienc. Farm. 2006 .

UUSITALO, U.; LIU, X.; YANG, J. Association of Early Exposure of Probiotics and Islet Autoimmunity in the TEDDY Study. JAMA Pediatr. 2016.

DUAN, F. F.; LIU, J. H.; MARCH, J. C.; Engineered Commensal Bacteria Reprogram Intestinal Cells Into Glucose-Responsive Insulin-Secreting Cells for the Treatment of Diabetes. Diabetes. 2015.

 

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luiza amorimAutora: Luiza de Amorim é graduada em nutrição e mestranda em Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Goiás. Trabalha como pesquisadora da relação entre do chá verde com diabetes e a densidade óssea. É professora de cursos técnicos em cozinha na área de controle de qualidade de alimentos e nutrição e dietética. Adora comida, gente e ensinar!

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Projeto Verão Pra Vida Toda

Tempos de ócio ou I’m not busy!

Não se sei vocês sentem isso, mas eu sinto uma trend meio “quanto mais ocupada, mais importante a pessoa é” no ar já há muito tempo…

Parece que quanto mais cheia é a agenda com compromissos inadiáveis de trabalho entre outros compromissos sociais de trabalho com muitas pessoas para impressionar, e o celular tocando toda hora mais importante é a vida e a pessoa…

Aí, seguindo essa ideia, para mim super equivocada, muita gente se ocupa com tudo e qualquer coisa para ter sempre esse status: I’m busy! E a gente vê tantas pessoas correndo para um lado e para outro, apressadas, gastando tempo e energia com coisas que não deveriam ter relevância e se mantendo busy, busy, busy. Ai que cansaço e aflição só de falar! Para mim, é muito barulho para pouca música!

O tempo é o que temos de mais valioso na vida porque o tempo é a nossa própria vida. Viver ocupado com trabalho é estar sempre com a vida fechada par as coisas que simplesmente acontecem.

Para mim, bom mesmo é ter a vida cheia, cheinha de pessoas legais, interessantes e boas, ter a vida cheia de afetos, de atividades que a gente ama, que faz com amor e sinceridade, ter a vida cheia de sonhos, de lugares para onde se quer ir, pousar por um tempo e partir, mas não estar ocupada, não estar fechada.

É claro que a gente precisa trabalhar, mas é mais importante ser produtivo do que passar a vida toda ocupada. E já sabemos que a produtividade não está diretamente relacionada com 10h ou 12h de ocupação com o trabalho por dia.

Vamos parar de glorificar o “busy”! O ócio é fundamental para a cabeça funcionar bem, para a alma ficar leve, para o sorriso aparecer no rosto e para ser produtivo! Vamos nos permitir! #projetoveraopravidatoda

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Beijos, Carol

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Receitas

Como fazer manteiga de amendoim

Não sei o que aconteceu hoje, mas tive uma vontade louca de comer manteiga de amendoim. Na verdade, estava pensando em opções para o biscoito de arroz integral que, normalmente, como no café da manhã ou lanches. Foi quando lembrei dessa opção e, mais que isso, minha mente de nutricionista bioquímica obcecada (chata) já veio listando todas as vantagens. Pah, esse negócio é bom.

Em primeiro lugar, é bom porque é gostoso e, depois, porque é rico em gordura do bem: fundamental, indispensável para nosso metabolismo, células, cérebro, hormônios e conta bancária (rs) funcionar direitinho. Essa gordura, aliada ao teor proteíco, é interessante pois consegue estimular a sensação de saciedade, de maneira neuroendócrina, direto no intestino, com regulação hormonal, conversando com nosso cérebro, deixando a gente satisfeita por muito mais tempo. Esqueci disso e comi o biscoito do cenário do post antes do almoço e passei um tempão cheia. Só consegui almoçar muuito tempo depois. E olha que eu sou um buraco sem fundo, esfomeada, comilona, boa de garfo, linda e gostosa (rs).

Fui atrás de algumas receitinhas do tal creme, pasta ou manteiga, porque as do supermercado eram do tipo sem chance, por causa das gorduras ruins e conservantes adicionados que, como sabem, não trabalhamos!

Basicamente o amendoim já é uma OLEAginosa, ou seja, não é difícil que ele se transforme em manteiga. Para facilitar, normalmente, se adiciona algum emulsificante. No meu caso utilizei óleo de gergelim, mas acho que óleo de coco vai ficar mais gostoso. Ainda adicionei rapadura para adoçar. (Ando a loka da rapadura. Sempre gostei mas, como tem uma anemia que me persegue, ela é uma fonte interessante de ferro. Além de ser delícia doce da vida ao infinito com gosto de fazenda e amor de vó. Apesar de ser açúcar, possui nutrientes envolvidos no metabolismo da glicose. Vejam que loucura a bioquímica da coisa: açúcar que ajuda a metabolizar açúcar. Bioquímica, te amo!!! E pensar que ainda tem gente contando caloria… qua qua qua…),

Bom vamos à receita que, pra variar, tá meio no olhômetro.

Receita de manteiga de amendoim

Ingredientes

  • 200 gramas de amendoim torrado sem pele
  • 1 pedaço pequeno de rapadura, mais ou menos um cubo de dois dedos (não sei como medir isso gente. Vai pelo gosto e bom senso)
  • 1 pitadinha de sal
  • Mais ou menos umas 3 colheres (sopa) de óleo de gergelim

Modo de preparo

Colocar tudo no processador e ter paciência que a mistura vai se transformando. Vira uma farofa primeiro, o que penso eu também pode dar um jogo em outras receitas, e depois vai virando uma pasta linda.

Com a pasta pronta me surgiram mil idéias, além de passar na bolachinha de arroz integral, por ela ter uma textura que dá pra manipular pensei logo em docinhos, tipo “brigadeiro”. Aí enrolei, passei no coco ralado e virou uma sobremesa / lanche para dar saciedade e adoçar a vida…

Beijinhos,
Carol!
biscoito de arroz

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Dicas

Toda bebida com gás faz mal?

Que refrigerantes não acrescentam nada para uma alimentação saudável é ponto pacífico, certo?! Bem, minha filha tem 9 anos e cresceu ouvindo isso! Ela não toma por horror ao que ouviu da mãe e da escola, quase um terrorismo! *tadinha*
Claro que não vou absolver as marcas tão conhecidas e muito menos dizer que a Coca-Cola verde com Stevia é a solução dos nossos problemas. Mas o fato é que muita gente começou a generalizar que toda bebida com gás faz mal. Há uma confusão até mesmo entre refrigerantes e água com gás! Tem gente perguntando se água com gás engorda ou causa osteoporose.

Não gente, não. Para conseguirmos formar uma opinião é importante sabermos que a água gaseificada artificialmente contém gás carbônico e isso não é terrível como parece. Especialistas dizem que ele se une a água de maneira natural. E ele também não é absorvido no organismo. Existem as que são carbonatadas naturalmente, historicamente muito procuradas por suas propriedades medicinais, por conterem mais minerais e serem alcalinas. Elas são de lugares com solos vulcânicos normalmente. Existe uma teoria que o corpo precisa estar alcalinizado para evitar crescimento bacteriano.

De qualquer maneira, todas as águas gasosas, naturais ou artificiais, contém os benefícios dos minerais, por transitarem profundamente pelos subsolos, incorporando-os nesse percurso. Além de cumprir perfeitamente com a hidratação que tanto precisamos, tanto quanto as águas sem gás. O lance é que a água com gás dá uma efervescência refrescante e interessante, e ela pode ficar ainda mais gostosa se adicionarmos suco de frutas. Já experimentou colocar uma dose de suco de limão? Não precisa nem adoçar!

Minha relação com água com gás começou quando mergulhei no mundo do café e me ensinaram que ela é muito importante para limpar as papilas gustativas. De fato, é uma valiosa utilização para ela também.
Há quem sinta-se inchado, ou sinta um desconforto gastrointestinal consumindo-a em excesso (tudo em excesso faz mal, vale lembrar), mas há uma grande vantagem para aqueles que querem emagrecer: como o gás acabada dilatando um pouco o estômago, traz uma sensação de saciedade.

Refrigerante orgânico

A outra boa notícia, é que a indústria tem novidades bem legais nesse segmento, como uma opção de refrigerante sem corantes, açúcar de cana ou adoçante. Trata-se de uma água com gás e suco natural. Já provei e é bem gostosa. Além da embalagem ser uma graça, o propósito é bem legal! Dá pra conhecer mais a história no site da marca Gloops. O preço médio é R$ 5,10/269ml.

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Tem também uma linha de refrigerantes orgânicos! São bem legais!! É livre de transgênicos, zero sódio na porção e com menos aditivos. Porém a quantidade de açúcar é alta também! É melhor tomar de vez em quando e pode ser uma ponte para uma alimentação mais saudável para aqueles que são viciados nos refrigerantes comuns. O preço médio é R$ 4,40/350ml.

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gattiAutora: Graciette Breuer é nutricionista em São Paulo, formada pelo Centro Universitário São Camilo, trabalha há 14 anos no varejo, desenvolvendo produtos, conversando com clientes, juntando gastronomia, saúde, novas tecnologias e tendências de mercado. Já foi juíza no Campeonato Brasileiro de Barista e ama cervejas especiais. É mãe e adora trocar ideias sobre a rotina power que vivemos.

 

Projeto Verão Pra Vida Toda

O perigo dos refrigerantes

The Real Bears é uma campanha do Centro para a Ciência no Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês), por iniciativa do publicitário americano Alex Bogusky. Detalhe: por causa dos ossos do ofício, ele já atendeu a Coca-Cola e, atualmente, é contra a indústria dos refrigerantes.

Curtinha, a animação mostra os danos provocados pelo consumo deste tipo de produto. A música tema, do cantor pop Jason Mraz, diz Sugar, sugar. You really make me happy. Impossível não lembrar dos dados apresentados no outro vídeo e das mães que colocam refrigerantes na mamadeira dos filhos, antecipando males antes reservados apenas a idosos, como diabetes e hipertensão.

Mas não pensem que a solução é tomar refrigerantes sem açúcar. Eles são muitas vezes piores por causa dos tipos de adoçantes adicionados que, comprovadamente, além de outras coisas, podem favorecer doenças como o mal de Alzheimer.

O melhor ainda é não consumir. Vamos combinar que nem gostoso é. Trata-se mais de uma questão de hábito. Acostuma-se com o sabor e, em especial, o efeito causado pela quantidade de açúcar e cafeína. Enfim, assista ao vídeo e pense no seu #projetoverãopravidatoda. O que você está plantando diariamente?

Agora vamos aos fatos. Acompanhe abaixo as informações apresentadas no vídeo e conclua por si mesmo:

  • Refrigerantes e outras bebidas adoçadas são a maior fonte de calorias da sua alimentação. Fonte: 2011 Dietary Guidelines for Americans;
  • Uma porção extra de bebidas adoçadas por dia eleva o risco de obesidade de uma criança em 60%. Fonte: The Lancet, 2001;
  • Um ou dois copos de bebidas adoçadas por dia aumenta o risco de diabetes tipo 2 em cerca de 25%. Fonte: Diabetes Care, 2010;
  • Cerca de metade dos homens com diabetes vai ter problemas de ereção. Fonte: Current Diabetes Reports, 2005;
  • O açúcar e ácidos contidos em refrigerantes favorecem a queda dos dentes. Fonte: Surgeon General’s Report On Oral Health, 2010;
  • A diabetes é a causa de mais de 60 mil amputações por ano, US Centers for Disease Control (CDC)

Beijinhos, Carol!

cafetreira
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Menos cápsula, mais coador por favor

E de repente, café em cápsula virou mais do que moda! Virou necessidade. É prático, é rápido, é gourmet!

O café em cápsula é uma metáfora da vida nos dias de hoje. Aperta-se um botão e lá está um shot de café a ser bebido num gole só.

O café coado leva tempo para passar. Esperamos a água ferver e enquanto isso a conversa vai e vem… é coar, ver a alquimia acontecer e a água ser tingida pelo pó… sentar e beber, bater papo com café. Há narrativas nas entrelinhas do costume de passar um café.

O coador, com o uso, vai deixando o sabor do café mais puro e intenso. A cápsula enche o mundo com mais lixo plástico.

O café em cápsula é individualista, é racional. O café coado é coletivo, é emocional. O café em cápsula é descartável. O coador tem história! Quantos cafés ele já não passou…

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alimentação sustentável
Dicas

6 ideias de alimentação sustentável

Separar o lixo para reciclagem, reaproveitar embalagens, economizar água e reduzir o uso de carros são atitudes conhecidas para contribuir para um mundo sustentável. Mas sabia que na alimentação também podemos fazer (e muito!) para reduzir os impactos no meio ambiente?

Nós nos alimentamos várias vezes ao dia, todos os dias. Logo, o fato de nossas escolhas alimentares influenciarem o meio ambiente e a sociedade não é uma surpresa.

Veja algumas ideias e  atitudes que devemos incorporar no nosso dia a dia para tonar o mundo mais sustentável:

1. Consumir alimentos da safra

Consumir alimentos na época certa favorece o meio ambiente e tem outras vantagens: na safra, os alimentos são mais nutritivos, mais saborosos e custam menos! Nesse período, o cultivo do alimento pode dispensar o uso de agrotóxicos.

A produção de alimentos fora da safra também custa mais caro e implica na utilização de mais recursos naturais. Alimentos fora da safra necessitam ser cultivados em um local com clima próprio, que costuma ser distante do seu ponto de venda e isso aumenta os custos com transportes.

2. Consumir alimentos cultivados na nossa região

Ao consumir localmente geramos riquezas e incentivamos o crescimento de nossas comunidades, bairros ou cidades. Busque feiras e outros estabelecimentos locais.

O consumo de alimentos produzidos localmente gera um menor custo com combustível e outros recursos naturais. A maioria do transporte rodoviário destina-se ao transporte de bens de consumo, como alimentos, o que contribui fortemente para a emissão de gases de efeito estufa!

3. Consumir alimentos orgânicos

A produção orgânica de alimentos favorece o meio ambiente e a biodiversidade, além de valorizar o pequeno agricultor. A não utilização de agrotóxicos preserva a qualidade da água usada na irrigação e o solo.

4. Comer menos carne, principalmente carne vermelha

A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa, tanto pela emissão de metano pelo animal quanto pela emissão de CO2 devido às queimadas para desmatar áreas para criação do gado. A produção de carne ainda demanda uma quantidade enorme de água! Segundo o site waterfootprint.org para produzir 1kg de carne vermelha, gasta-se cerca de 15.400 litros de água!

5. Utilizar os alimentos integralmente

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente no mundo causando não somente grandes perdas econômicas, como também tem impacto significativo nos recursos naturais dos quais a humanidade depende para se alimentar. Grande parte desse desperdício ocorre já nas casas dos consumidores!

Partes de alimentos que não devemos desperdiçar:

  • Folhas de: cenoura, beterraba, batata doce, nabo, couve-flor, abóbora, mostarda, hortelã e rabanete;
  • Cascas de: batata inglesa, banana, tangerina, laranja, mamão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, maracujá, goiaba, manga, abóbora;
  • Talos de: couve-flor, brócolis e beterraba;
  • Entrecascas de melancia e maracujá;
  • Sementes de: abóbora, melão e jaca.

6. Outra dica importante é aproveitar as sobras! Sobrou arroz? Faça uma bolinho no dia seguinte, ou um charutinho de repolho com recheio de arroz. Sobrou legumes? Junte tudo numa sopa deliciosa!

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juliana francoAutora: Juliana Franco é nutricionista formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Seu interesse pela relação entre nutrição e a prevenção de doenças a fez dedicar grande parte de sua carreira à pesquisa. Durante o mestrado e o doutorado, na UERJ e o pós doutorado, nos Estados Unidos e na UFRJ, pesquisou a importância da nutrição da gestante e da criança na primeira infância sobre a o comportamento alimentar e a obesidade no futuro. É apreciadora de comida regional, faz questão de experimentar tudo em qualquer lugar que visita. Juliana não sai da cozinha e gosta de prato cheio e colorido.

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Dicas

Obesidade infantil: a responsabilidade é de quem?

A obesidade infantil é um problema sério. Hoje, uma em cada três crianças brasileiras com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso. A obesidade na infância traz consequências sérias como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, entre outras que podem se manifestar ainda na infância ou na idade adulta.

Um dos principais motivos para o aumento na epidemia da obesidade é o aumento do consumo de alimentos industrializados ricos em açúcar, gordura e sódio. Estamos falando de biscoitos salgados e doces, chocolates, balas, refrigerante, suco de caixinha e fast food, as chamadas “guloseimas” ou “junk food”.

Muitos fatores estão envolvidos na epidemia de obesidade infantil que vivemos hoje, dentre eles a publicidade destes “alimentos” industrializados. Por isso, a regulação de publicidade de “alimentos” destinados a crianças é proposta por órgãos como a Organização Mundial de Saúde como estratégia para a redução da epidemia de obesidade infantil.

O tema é polêmico. Há quem discorde que o Estado deve interferir nessa regulação, cabendo aos pais ou responsáveis a tarefa de educar as crianças e moderar o tipo de informação que chega aos pequenos. Por outro lado, muitos acreditam que o Estado deve interferir no que a indústria alimentícia anuncia para crianças, pois elas não têm maturidade para decidir o que devem consumir.

Na minha opinião, o papel dos pais em escolher e comprar os alimentos que serão consumidos em casa é muito importante para garantir a formação de hábitos saudáveis nas crianças. Talvez mais importante do que a regulamentação do que é anunciado para elas. Entretanto, a educação não exclui o dever do Estado em regular os anúncios direcionados aos pequenos.

Os anunciantes são espertos e sabem que as crianças influenciam a maior parte das decisões de compra das famílias e que anunciar para o público infantil significa fidelização de futuros consumidores. Não podemos negar que é tarefa difícil para os pais lutar contra personagens coloridos e chamativos estampados nestes “alimentos” (que de alimentos não tem nada segundo a definição do nosso Guia Alimentar) ou fast food que vem com o personagem do filme de sucesso no cinema.

A regulamentação da publicidade infantil já acontece em outros países. Na Suécia é vetada qualquer tipo de publicidade para crianças. Outros países, como Alemanha, Inglaterra, , Espanha e Canadá também têm restrições severas contra a publicidade para crianças. O Chile proibiu, recentemente, qualquer publicidade de junk food destinada a crianças menores de 14 anos, como venda casada – que é quando um ovo de chocolate vem com brinde dentro, por exemplo.

Para quem quer saber mais sobre o assunto e conhecer gente que luta pelo fim da publicidade infantil, visite o site Criança e Consumo.

Saiba mais:

 

juliana francoAutora: Juliana Franco é nutricionista formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Seu interesse pela relação entre nutrição e a prevenção de doenças a fez dedicar grande parte de sua carreira à pesquisa.  Durante o mestrado e o doutorado, na UERJ e o pós doutorado, nos Estados Unidos e na UFRJ, pesquisou a importância da nutrição da gestante e da criança na primeira infância sobre a o comportamento alimentar e a obesidade no futuro. É apreciadora de comida regional, faz questão de experimentar tudo em qualquer lugar que visita. Juliana não sai da cozinha e gosta de prato cheio e colorido.

pré e pós treino
Dicas, Projeto Verão Pra Vida Toda

Pré e pós-treino: o que comer

“Doutora, mas o que eu como antes de treinar? ” Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório. Aliás, o que comer pré e pós-treino são muito questionados! Bom, a resposta vai depender do objetivo de cada um, é claro! Além de “O QUÊ”, temos que pensar em “COMO”, “QUANTO”, “QUANTO TEMPO ANTES”… tudo isso irá influenciar a sua performance no treino.

Alimentação pré-treino

De um modo geral temos que pensar que a alimentação pré-treino é para fornecer energia para você treinar, certo? Então todo o processo de digestão (degradação e absorção dos alimentos, a começar pela mastigação) deve acontecer, o que demanda algum tempo. Se temos mais tempo, podemos fazer uma refeição mais caprichada. Se estamos com o tempo curto (e quem não está?), temos que pegar mais leve com o pré-treino. Esse intervalo pode ser de 1h30 até 40 minutos até a hora de treinar, dependendo do que você comer. Lembrando que todas as refeições anteriores no dia também influenciarão seu desempenho. Inclusive se você treina pela manhã cedinho, o seu “ontem” à noite influenciará também! Daí a importância de se manter refeições em horários regulares.

A refeição que antecede o seu treino deve ser rica em carboidratos de boa qualidade, pode conter alguma proteína e não deve contar muitas fibras – as fibras e proteínas demoram mais para serem digeridas, atrasando o processo. Tanto pode ser uma simples banana como pode ser uma panqueca de banana com ovo e aveia em flocos, geleia 100% fruta ou mel (essa eu amo!). Outro exemplo que eu adoro é torrada integral com uma fatia de queijo minas, um fio de mel e um copo pequeno de suco de uva integral orgânico. Isso tudo, é claro, deve estar incluído no seu planejamento alimentar, conciliando com as outras refeições. Também considero importante aumentar o aporte de antioxidantes nesse momento: uma xícara de chá verde ou de gengibre faz isso muito bem! Sucos antioxidantes também são bem-vindos!

Alimentação pós-treino

Já o pós-treino irá depender do objetivo de cada um. Se você está querendo perder alguns quilinhos, é bom esperar uma hora após o treino para se alimentar. Caso contrário, pode alimentar-se logo após o treino. Sempre gosto que esta refeição seja completa, com proteínas magras, carboidratos de boa qualidade (para auxiliar na absorção de proteínas), gorduras boas e se possível, vegetais (nem que seja uma frutinha). E também irá depender do momento do dia em que você treina, se volta em casa ou não, se vai direto para o trabalho… aí é um trabalho para os super nutris: conciliar o melhor alimento com o melhor momento, inclusive se é necessário suplementar ou não.

Tanto pode ser um jantar com salada, carne magra e tubérculos (como fonte de carboidratos) como pode ser um shake com frutas, cereais, iogurte natural integral e óleo de coco. Você pode inclusive deixar pronto de véspera (ex. sanduíche natural com salada, frango desfiado ou atum, azeite no pão integral; ovos cozidos e rodelas de batata doce com azeite). Se voltar em casa, pode optar por ovos mexidos com aveia em flocos, tomatinhos, azeite e temperos ou até uma tapioca com os ovos mexidos.

Um detalhe importante: durante o dia devemos manter a ingestão de alimentos de baixo e médio índices glicêmicos (carboidratos integrais, tubérculos, alimentos ricos em fibras, etc.). O único momento do dia em que é recomendável a ingestão de alimentos de alto índice glicêmico (carboidratos refinados, açúcares simples, etc.) é no pós-treino, devido ao anabolismo que acontece, e aos picos de insulina – assunto que podemos aprofundar em outro momento. Então, se sobrou aquela canjica da festa junina e você quer porque quer comer, que seja no seu pós-treino, ok?

Para ter sucesso total no seu treino, encare a alimentação como um cuidado, e preste atenção ao processo desde o início: planeje suas refeições, de preferência orientadas por um profissional, coma com calma, prestando atenção ao que está fazendo, contemple esse momento, mastigue bem para auxiliar sua digestão, dê o tempo necessário até o treino, treine com afinco, capriche no pós-treino, e lembre-se: o repouso também faz parte do treino! Não adianta comer, treinar e não descansar! Beijo carinhoso e bons treinos!

 

Fernanda MonteiroAutor: Fernanda Monteiro

Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Goiás, especialista em Nutrição Esportiva Funcional pela VP (Instituto Valéria Pascoal, em Parceria com a UNICSUL). Apaixonada por esportes, principalmente corrida de rua, atende em consultório na Clínica do Esporte, em Goiânia, e ama cuidar de atletas e praticantes de atividades físicas.

 

Veja também:

 

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Projeto Verão Pra Vida Toda, Receitas

Receita de banana assada

Uma receita que sempre faz sucesso e que é super funcional é essa de banana assada com óleo de coco, mel e canela. Simples, fácil de fazer e mata aquela vontade de comer um doce, além de dar saciedade por muito tempo.

Você pode usar como sobremesa ou mesmo como lanche da tarde, naquela hora que dá vontade de comer um docinho, sabe?

Ingredientes:

  • 1 banana prata cortada em fatias
  • 1 colher de sopa de óleo de coco
  • 1 colher de chá de mel
  • 1 colher de café de canela
  • 4 amêndoas

Modo de fazer:

Coloque a banana em uma forma antiaderente ou de vidro regue com o óleo de coco, o mel e jogue a canela. Leve para assar em forno em temperatura baixa por aproximadamente 20 minutos e sirva com amêndoas picadas.

Beijos,
Carol

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Projeto Verão Pra Vida Toda, Receitas

Pêra assada com azeite e vinagre balsâmico

Adoro fruta assada… banana, maçã e pêra são as minhas preferidas. Gosto de fazer banana assada com canela e mel para sobremesa, para matar aquela vontade de doce de uma forma saudável, sabe?! Aí comecei a explorar mais os sabores e cheguei a essa receita de salada de pêra assada com azeite e vinagre balsâmico, mas esta salada vai muito bem como entradinha e não como sobremesa! É super fácil, bonita e a cara do verão 😉

Receita

Ingredientes
1 pires de folhas variadas
1 pêra fatiada
1 xícara de nozes
1 xícara de balsâmico (aproximadamente)
1 colher de sopa de azeite extra virgem
Suco de limão siciliano
Mel de abelhas
Sal a gosto

Como fazer

Coloque as fatias de pêra bem fininhas numa forma, regue com o azeite e o balsâmico e leve ao forno baixo por aproximadamente 10 minutos. Quando estiverem cozidas, quase queimando, retire, adicione as nozes, misture e volte para o forno desligado. Para o molho, retire do forno e misture a pêra assada com o suco do limão e mel. Depois é só juntar com as folhas e nham!

Beijos,
Carol

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Gastronomia molecular: curso teoria e prática

Gastronomia molecular, culinária molecular ou tecno-emocional – são termos que expressam os conflitos e contradições surgidos em torno do movimento de inovação ocorrido na cozinha a partir dos anos 1990 e que transformou o processo de criação nesse domínio.

Vulgarmente esse processo é visto apenas através das técnicas e ferramentas criadas para alterar o modo de produzir na cozinha; contudo, trata-se de uma autêntica revolução de mentalidade que remonta ao peso excessivo da tradição na cozinha doméstica e de restaurantes, ao longo do século XX, enquanto a industria alimentar, em paralelo, dava passos enormes em direção a um futuro diferente.

A gastronomia molecular iniciou a revolução no entendimento dos processos físico-químicos que se dão nas panelas, possibilitando a renovação acelerada da cultura gastronômica. O curso que se oferece visa permitir ao aluno a correta compreensão desse amplo movimento e como ele modificou as possibilidades de inovação/invenção hoje à disposição dos cozinheiros.

O curso, de 5 horas de duração, cumprirá os seguintes tópicos entre teoria, prática com degustação:

1. O que é a gastronomia molecular

2. Breve histórico da gastronomia molecular: dos “seminários de Erice” à “cozinha nota a nota”

3. Os principais focos de atenção da gastronomia molecular: redefinição do gosto, revisão de conceitos estabelecidos na culminaria tradicional, as possibilidades de inovação

4. A análise de receitas:
a) a receita como narrativa;
b) o enfoque formalista das receitas

5. A disputa de liderança entre Ferran Adrià e Hervé This

6. Exemplos práticos com degustação por Ian Baiocchi
a) Emulsões: tipos e técnicas
b) Esferificação
c) Cocção a baixa temperatura (a vácuo) o ovo perfeito e as carnes
d) Espessantes e gelificantes

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Dicas

Ingredientes juninos saudáveis para comprar no supermercado

A gente adora festa junina! E adora também as comidinhas típicas de festa junina! Mas tentar reviver a tradição da roça na cidade nem sempre é tão fácil, porque para resgatar aquele sabor genuíno da comida da roça é preciso usar ingredientes naturais, fresquinhos, tirados da terra. Então a gente se vira como pode, improvisa aqui e ali, mas acaba passando pelo supermercado mesmo… E agora, José? O que comprar? O que tem de bom por aí nos supermercados? Fizemos uma lista de comidinhas mais saudáveis. Anota aí!

Ingredientes juninos para comprar no supermercado

  • Milho para pipoca orgânico Ecobio, para preparar no melhor estilo: usando panela! Nada de micro-ondas! Preço médio: R$6,60 por 500g.
  • Canjica de milho branco Retratos do Gosto – é uma marca bem legal que garimpa pequenos produtores e os traz para a cena gastronômica, de forma sustentável. O Alex Atala é um dos sócios. Segue o site pra quem quiser conhecer o movimento: www.retratosdogosto.com.br. Preço médio: R$21,40 por 500g
  • Fubá da Fazenda, também da Retratos do Gosto – de milho caipira, não transgênico. Promete sabor adocicado e aroma intenso. Preço médio: R$12,00 por 500g.
  • Milho em espiga orgânicos, Direto da Serra e Bee Organic: parece que já sinto o cheiro deles quentinhos! Preço médio: R$7,70 por 500g.
  • Aipim (ou mandioca para os mais íntimos) orgânico já descascado Rio de Una: imagina um bolo de mandioca com coco ou só ela cozida na manteiga!!! Imaginou?!! Preço médio: R$14,60 por 1kg
  • Doce de leite de búfala La Bufalina: esse é para dar uma variada. Se a mussarela é das mais famosas e cremosas de São Paulo, o doce de leite não deve ficar para trás. Preço médio: R$20,90 por 480g.
  • Doce de leite, Do Pé ao Pote. Orgânico. Achei interessante que leva massa de banana verde. Tem ainda os outros doces com a cara de festa junina: doce de abóbora com coco, doce de leite com coco, goiabada cascão cremosa e doce de leite com caramelo de café. Preço médio: R$16,90 por 300g.
  • Gengibre orgânico Taeq, pois se não tiver quentão não é festa junina! Preço médio: R$13,00 por 300g.
  • Caldinho de milho Tui. Pareceu uma delicinha prática que vai só fubá integral, alho, cebola, cenoura, abobrinha, salsão e sal. Preço médio: R$2,50 por 46g.
    E por que não uma cerveja de pinhão?! A cervejaria Insana do Paraná fez! Preço médio: R$18,70 por 500 ml.
  • Pinhão orgânico quentinho vai bem também! Quem resiste? Preço médio: R$7,80 por 400g.

Gostou? Você pode usar esses ingredientes mais saudáveis e de confiança para preparar as suas receitas preferidas de festa junina! Aproveita!

1. Gengibre orgânico Taeq; 2. Doce de leite do Pé ao Pote; 3. Milho orgânico Direto da Serra

4. Doces do Pé ao Pote; 5. Pinhão orgânico; 6. Cerveja de Pinhão Insana;

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8. Caldinho de Milho Tropical; 9. Pipoca orgânica Ecobio

 

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Autor: Graciette Breuer é nutricionista em São Paulo, formada pelo Centro Universitário São Camilo, trabalha há 14 anos no varejo, desenvolvendo produtos, conversando com clientes, juntando gastronomia, saúde, novas tecnologias e tendências de mercado. Já foi juíza no Campeonato Brasileiro de Barista e ama cervejas especiais. É mãe e adora trocar ideias sobre a rotina power que vivemos.

Close up of Granola Bar
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Dicas de snacks saudáveis para o dia a dia

Se alimentar é preciso , mas muitas vezes o que falta é tempo para fazê-lo de forma mais cuidadosa! Para resolver o famigerado problema da nossa falta de tempo (será que falta mesmo assim tanto tempo?!), os supermercados estão cheios de oferta de comidas rápidas, mas o duro é achar comida saudável! Como nem todos podem ou se sentem disponíveis e dispostos para investir um tempinho a mais em busca de soluções mais saudáveis de alimentação rápida para o a dia a dia, acabam fazendo escolhas não muito boas… Às vezes até pensando que estão ahazando porque escolheram uma bolachinha sem glúten e sem lactose.
Para quem tem um tempinho, sugiro preparar os chips de abóbora ou outros chips e receitinhas sensa daqui do blog. Mas se você precisar apelar para um snack industrializado, a grande dica é: leia os rótulos. Se você ler alguma lista de ingredientes que tudo ali é comida , bingo! Siga em frente (com moderação)! O simples fato de não ter corante, conservante, realçador de sabor ou outros aditivos é maravilhoso!
A indústria, felizmente, está antenada e cada vez mais busca produzir alimentos assim. Mas ainda são pouquinhas opções de lanches inocentes e industrializados. Procurei algumas oferecidas atualmente no varejo:

  • Biscoito de arroz integral Camil (tem zip – deixo no carro – parece pipoca pra mim). Preço médio: R$5,00/150g;
  • Biscoito de tapioca e quinoa Fhomm (o pacote é maiorzinho e precisa de um pregador básico depois de aberto, ou passar para um pote que vede bem – é mais macio ainda que o de arroz – há quem ache um isoporzinho mas eu adoro). Preço médio: R$14,80/ 100g.
  • Atum Calipo (delicioso e vem numa latinha pequena, bom para fazer um sanduichinho ou saladinha);
  • Biscoito Sembei Miyako (aquele biscoito japa – pelo menos essa marca não tem aditivos). Preço médio: R$29,40/ 3x80g;
  • Cenourinha da Turma da Mônica (é aquela cenourinha processada pra ficar pequena, mas tem a sua vitamina e é prático pra carregar. É um pacotinho pequeno). Preço médio: R$3,50/ 100g;
  • Barrinha Love (só 3 ingredientes – coisa rara pra uma barrinha). Preço médio: R$3,10 cada;
  • Biscoito de polvilho Globo (a maioria dos polvilhos não usa uma gordura legal, normalmente é hidrogenada – essa marca usa gordura de coco). Preço médio R$4,00/ 30g;
  • Pipoca Mais Pura com milho não transgênico (essa tem uma graça de ter um tempero diferente, como lemon e pepper). Preço médio: R$11,20/ 50g;
  • Chocolate orgânico Chokolah (se encontrar mais amargo, melhor ainda. É um tabletinho legal pra carregar na bolsa). Preço médio: R$22,50/ 60g;
  • Granola Monama (porção pequenininha, também fácil de carregar). Preço médio: R$3,90/ 30g.

 

1. Biscoito de Polvilho Globo 2. Atum Calipo 3. Biscoito Integral Camil, 4. Cenourinha da Turma da Mônica 5. Biscoito de tapioca e quinoa Fhom

 

Leia também:

 

gattiAutor: Graciette Breuer é nutricionista em São Paulo, formada pelo Centro Universitário São Camilo, trabalha há 14 anos no varejo, desenvolvendo produtos, conversando com clientes, juntando gastronomia, saúde, novas tecnologias e tendências de mercado. Já foi juíza no Campeonato Brasileiro de Barista e ama cervejas especiais. É mãe e adora trocar ideias sobre a rotina power que vivemos.

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Dicas

Comidas típicas de festa junina

Comer é um ato social, cultural, afetivo e nutritivo (ou ao menos deveria ser). Mas em determinadas datas, esse caráter cultural e afetivo da comida fica ainda mais evidente, como nas festas juninas! Nas comidas típicas de festa junina aparece e resplandece um Brasil lindo de se ver.

Festa junina é brasilidade pura nos sabores, nos cheiros, nas cores. Festa junina é baião de dois, é cravo e canela, é muito amor! E tem gostinho de infância, por isso todo esse afeto quando a gente lembra das comidas típicas de festa junina. Maçã do amor, pipoca, milho cozido e assado, pamonha, curau, canjica, amendoim, quentão, bolo de fubá, cuscuz, é tudo “bão demais da conta”…

A festa junina é uma celebração da roça, do sertão, do caipira, por isso fica mais bonita e saborosa ainda quando a gente faz a coisa do modo mais tradicional possível e tenta preparar todos esses pratos típicos com ingredientes in natura e de maneira tradicional. Para deixar o seu “arraiá” mais saboroso e saudável, você pode adotar algumas medidas e substituições simples. Dá uma olhada:

  • Pipoca boa é de panela e não de microondas;
  • Substitua o leite de vaca pelo leite de coco nas  receitas (dilua em água, para cada xícara de leite de coco, use meia de água);
  • Prefira ovo orgânico;
  • Use açúcar mascavo ou rapadura no lugar do leite condensado;
  • No preparo do quentão, use açúcar mascavo ou rapadura;
  • Observe qual a procedência dos alimentos que comprar;
  • Escolha orgânicos, integrais, fresquinhos e naturais.

Aí tem gente que vai questionar, nossa mas e as calorias dessa comilança toda? Não preciso nem dizer que essa preocupação com calorias não me pertence, né?! Acho que o que é realmente importante é a gente se preocupar, por exemplo, com o milho transgênico ou com a maçã do amor envenenada com agrotóxico.

maçã podre
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Tem comida virando lixo

Quando me formei a maior certeza que eu tinha era que eu não iria atender em consultório. Essa clareza nasceu do meu senso de organização que se “encontrou” na qualidade, assim, fui buscar meu caminho.

Aprendi que quando encontro um problema, só tenho três opções: resolver na hora (ação imediata), ou descobrir o motivo do problema e resolver (ação corretiva) ou não deixar o problema acontecer (ação preventiva). E como isso funciona muito bem, acabei usando na minha vida, pois como diria minha avó: “não adianta chorar o leite derramado”! E leite é comida, e comida não dá pra desperdiçar.

Uma das “bandeiras” que carrego é a que não devemos desperdiçar comida. Precisamos agir preventivamente e não deixar comida boa ir para o lixo. Me inquieta saber que nós jogamos tanta coisa fora, enquanto muitos não têm o que comer. No mundo 870 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar e todos os dias, uma de cada 8 pessoas vai dormir com fome.

Ao mesmo tempo que somos o País da fartura, somos o País do desperdício.

Reduzir o desperdício pode mudar isso, porque o problema da fome não é a falta do alimento. É a falta de gestão pública e privada. Com base nos dados do IBGE, o instituto Akatu fez umas contas: uma família brasileira gasta em média R$ 478 por mês pra comprar comida. Se não tivesse o desperdício de 20% na nossa casa, R$90,00 seriam economizados mensalmente. Cada um pode fazer a sua parte para uma conta mais justa.

Imagine que hoje 30% de tudo o que é produzido vai para o lixo. Há perdas no campo, no transporte, no armazenamento e dentro da nossa cozinha. Esse número fica camuflado nos nossos hábitos de consumo… apertar as frutas, quebrar a pontinha da vagem e do quiabo, escolher só os perfeitos e grandes, jogar talos e folhas fora.

O desperdício em nossas casas é muito grande, mas supermercados, feiras, restaurantes também não ficam de fora. Precisamos adotar um modelo de consumo consciente, mas enquanto o mundo não muda, podemos fazer a nossa parte:

Dois passos para não desperdiçar comida:

Saber escolher

– Tamanho não é documento! Frutas e verduras maiores não significam que estão melhores. Existe um padrão de beleza no mercado (o preço depende disso, a qualidade não!)

– Não amasse, não aperte, não quebre os alimentos. Tudo o que você estragar irá para o lixo, pois os outros também buscam frutos perfeitos.

– Alimentos feios e tortinhos, nasceram livres! São nutritivos e saborosos também

Não deixar estragar

– Compre somente o necessário. Não deixe a comida estragar dentro da sua geladeira.
Faça listas, monte um cardápio semanal. Experimente fazer em casa o planejamento que faz na sua vida profissional

– Resista às promoções. Se sabe que não vai consumir 1kg de fruta, não compre só porque esta barato

– Doe os alimentos que não serão consumidos!

– Utilize os alimentos integralmente, não descarte as cascas e talos.

Quer fazer mais?

Quer conhecer gente que luta contra o desperdício de alimentos?

Acesse aqui e participe!

Até +
Karla

 

karla ananias

Autor: Karla Ananias é nutricionista e colaboradora do Fale com a Nutricionista. É apaixonada pela área de qualidade. Atua como consultora no Programa ALI (SEBRAE/CNPq) e em outras empresas organizando processos e aumentando a produtividade. Sonha e trabalha pra ver as empresas mais engajadas com a qualidade. É fã do movimento Slow Food, ama abelhas e comida de verdade.

 

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Dicas, Receitas

Tipos de arroz e como preparar

O arroz é um ingrediente que está diariamente no prato dos brasileiros, geralmente acompanhado do seu fiel escudeiro, o feijão. Mas infelizmente, acabamos por nos restringir ao arroz agulhinha branco, o tipo de arroz mais popular no Brasil. E quando variamos, no geral, escolhemos o arroz integral ou fazemos um risotto.

É uma pena, porque há uma diversidade grande de tipos de arroz que podem tornar as nossas refeições muito mais interessantes, nutritivas e saborosas. O arroz não precisa ser encarado quase como uma “ração” para acompanhar aquilo que realmente importa. O arroz pode sim entrar no prato como protagonista. E para você deixar o arroz brilhar na cozinha, é bom conhecer diferentes tipos de arroz e como prepará-los. Vamos nessa?

Um pouco sobre o arroz…

O arroz, em suas variedades, é um ingrediente presente na cultura gastronômica de mais da metade do mundo, do oriente ao ocidente. Com uma presença muito marcante na mesa dos asiáticos, diferentes variedades de arroz já são cultivadas no Japão há mais de 7 mil anos, mas estudos indicam que o arroz foi cultivado pela primeira vez no território chinês. Aliás, a China é o país onde mais se produz e se consome arroz no mundo. Já o Brasil aparece em 9º lugar no ranking dos países que mais consomem arroz. E a gente sabe bem disso, porque prato sem arroz é como passar em branco a hora do almoço ou jantar.

O arroz é rico em carboidrato, mas não só. Dependendo da sua variedade e de como foi processado pode ser também rico em proteínas, vitaminas e minerais essenciais ao bom funcionamento do organismo, além de ser rico em fibras. O problema é que o tipo de arroz que mais consumimos, o arroz branco, é o mais pobre de todos, porque está no seu estado mais processado. Depois de ser polido, praticamente só sobra amido. Por isso, indico sempre o arroz integral.

Muito bem, mas para começar a variar o nosso cardápio com diferentes tipos de arroz, vamos ver quais são os mais conhecidos e fáceis de achar no Brasil e conferir algumas dicas de preparo. Não inclui na lista o arroz branco, porque já estamos todos amarelos de conhecer, né?!

Tipos de arroz mais comuns

Arroz integral

arroz-integral

O arroz integral já é nosso bom e velho conhecido. Como a gente já falou por aqui, o arroz integral não é propriamente uma variedade de arroz e sim uma forma de utilização dos grãos. O arroz integral não é polido. Como tem mais fibras, tem mais textura ao mastigar, diferente do arroz branco que vira uma massa na boca.

Dicas para preparar integral:

– Colocar de molho por pelo menos 3h
– Não refogar
– Usar duas medidas de água para uma de arroz
– Cozinhar por 20 minutos em fogo médio com a panela tampada. Se achar preciso, adicione um pouco mais de água e cozinhe um pouco mais. O ponto é al dente.

Arroz basmati

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O arroz basmati é proveniente da Índia, tem um grão longo, delicado e perfumado, e tanto pode ser branco como um pouco castanho. Também pode ser encontrado na sua versão integral. O arroz basmati é muito usado para fazer o kheer, um tipo de arroz-doce à moda indiana. É bem fácil de confundir com o arroz de jasmim porque os dois são parecido e bastante aromáticos. O arroz basmati harmoniza muito bem em preparos com curry, legumes, e strognoff.

Dicas para preparar arroz basmati:

– Não é preciso refogar e nem usar óleo, mas se quiser pode usar um fiozinho de azeite
– Use duas medidas de água para uma de arroz
– Coloque o arroz junto com a água e leve ao fogo
– Deixe o fogo mais alto e quando a água começar a ferver abaixe o fogo e tampe
– Deixe cozinhar por 10 minutos em fogo baixo e depois de apagar do forno deixe descansar no vapor com a panela tampada por pelo menos mais 5 minutos antes de servir
– Tempere a gosto. Experimente colocar um pau de canela ou uma moeda de gengibre no arroz e se surpreenda com o sabor.

Arroz selvagem

Top view of Wild Rice In Wooden Spoon ** Note: Shallow depth of field

O arroz selvagem possui um grão longo que pode ser bem negro ou mais castanho, tem um sabor levemente adocicado e textura marcante. É típico do norte dos Estados Unidos, mas também está muito presente em algumas regiões da China e na Nova Zelândia. O arroz selvagem é muito rico em fibras, e combina muito bem com sabores mais fortes. Na frança, por exemplo, usa-se muito para acompanhar pato e outras carnes de caça, mas harmoniza muito bem com vegetais também.

Dicas para preparar arroz selvagem

– Lave e não refogue
– Use uma medida de arroz para três de água
– Coloque o arroz na água já fervendo
– Adicione um fio de azeite e tempere a gosto
– Deixe cozinhar por 30 minutos em fogo médio com a panela tampada. Adicione água e deixe cozinhar por mais tempo se o grão ainda estiver duro
– Fica muito interessante se misturar o arroz selvagem negro com o castanho, ou com outro tipo de arroz

Arroz preto

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O arroz preto é de origem chinesa e, ao contrário do que muitos pensam, ele já nasce dessa cor, não é tingido (como o macarrão linguine preto que é tingido com tinta de lula). O arroz preto se tornou bastante popular na Itália, e no Brasil já pode ser encontrado com alguma facilidade. O arroz preto tem um sabor amadeirado, um aroma de castanhas e textura fibrosa. Harmoniza muito bem com peixes, frutos do mar e vegetais, e não combina bem carne bovina, suína ou aves. Apesar de ser parecido, o arroz preto é diferente do arroz selvagem negro. O arroz preto tem o grão mais curto e mais arredondado.

Dicas para preparar arroz preto

– Não refogar
– Usar uma medida de arroz para três de água
– Adicionar um fio de azeite e tempero a gosto
– Tempo de cozimento é de cerca de 20 minutos, em fogo médio e panela tampada. Pode ser preciso um pouco mais de tempo. O ponto ideal é al dente

Arroz arbóreo

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O arroz arbóreo é o tipo de arroz mais utilizado no preparo de risottos e é uma variedade italiana de arroz. Os grãos do arroz arbóreo são curtos e gordinhos, e possuem uma textura cremosa e firme.

Dicas para preparar arroz arbóreo

– Lave e refogue o arroz arbóreo
– O arroz arbóreo libera bastante amido durante o cozimento, e o sue ponto ideal é al dente
– Para cada medida de arroz usar uma de água
– Como o arroz arbóreo é muito usado em risottos, a dica é usar o método do risotto. Ou seja, ir acrescentando uma medida do caldo por vez para cozinhar o arroz
– O tempo de cozimento é cerca de 30 minutos

Gostou? E ainda tem muito mais, mas fica para outro post 😉

Veja também:

abacate
Projeto Verão Pra Vida Toda

Abacate engorda? Desconstruindo mitos…

Durante muito tempo o abacate foi um vilão e para muitos ainda é. Muita gente, que ainda conta calorias, considera o abacate proibidão. Como eu sempre digo, não podemos pensar somente nas calorias dos alimentos, é preciso pensar em tudo de bom que um alimento tem a nos oferecer.

Benefícios do abacate

É verdade que o abacate tem alto teor de gordura. Mas o abacate é gordura boa, além de ser muito mais do que isso, pois o abacate tem propriedades super benéficas para o organismo. E é justamente por esta característica, que ele é considerado a “manteiga da mãe natureza”, e a mãe natureza sabe das coisas. A gente é que teima em não ouvir os conselhos dela…

Vamos relembrar que a boa gordura alimentar não engorda mais e nem prejudica mais a sua saúde do que açúcar, farinhas brancas e os alimentos industrializados. Já foi mais do que comprovado cientificamente que o nosso corpo precisa de gordura alimentar para funcionar bem, mas é preciso pensar muito bem no tipo de gordura que ingerimos. A nossa tendência, devido à comodidade, é usar gorduras processadas, e é aí que mora o perigo, não no abacate, nas castanhas, nozes, etc.

A verdade é que a gordura do abacate, diferente das gorduras processadas e hidrogenadas, é uma gordura natural, é gordura monoinsaturada, e esta gordura em vez de causar danos ao organismo e engordar, ajuda a equilibrar o colesterol ruim e a fazer o organismo funcionar melhor, além de ser rico em vitamina E, sais minerais esseciais, potássio, ser antioxidante e ter propriedades anti-inflamatórias.

Mas não é porque o abacate é gordura boa e outras coisas boas que você vai comer até se esbaldar. Para tudo é preciso moderação. Aliás, a natureza é tão sábia que deu ao abacate um super poder de saciar, o que vai lhe ajudar a ser moderado no seu consumo 😉

O consumo do abacate também ajuda o corpo a absorver e processar melhor os nutrientes de outros alimentos, melhorando também o metabolismo. Por isso, tire já o abacate da lista dos proibidos, dos malvados e dos vilões.

O abacate na cozinha

O abacate é super versátil. Ele pode ser usado como um tipo de manteiga natural no pão integral, etc. Aliás, o abacate substitui super bem a maionese, basta amassar e fazer tipo um purê temperado como quiser.

O abacate pode ser usado também em saladas, cortado em fatias finas ou cubos na salada, ou para fazer molhos, cremes, enfim, abuse da textura macia do abacate! E o abacate fica muito bem se temperado com um pouco de suco de limão, azeite, pimenta do reino, sala marinho ou páprica. Dá para fazer tanta coisa com abacate, explore o seu paladar!

Beijos,
Carol

matcha
Dicas

Matchá: o que é, e quais as suas propriedades e benefícios

Depois da água, as infusões (que nós, equivocadamente, chamamos de chás. Sim, porque chá mesmo é só o que é feito a partir da camellia sinensis) são provavelmente as bebidas mais populares no mundo. Em terras tupiniquins, o “chá” está muito relacionado com o uso medicinal, e quando falamos de um consumo mais social do chá, pensamos logo no famoso chá das 5 com a rainha… Mas a verdade é que em muitas culturas, orientais sobretudo, o chá é uma bebida social bastante comum, tomada a qualquer hora do dia. Mas nem por isso os seus atributos terapêuticos são ignorados!

De tradição milenar oriental, o chá pode ser feito a partir de uma variedade incontável de ervas, frutos, folhas, flores e raízes de plantas, e tem diferentes formas de preparo ao redor do mundo. Pelo que se sabe, o uso social do chá surgiu no Japão, na dinastia Tang, no séc. I d.C. Foi também no Japão, precisamente nas cerimônias do chá, que o matchá se popularizou, o nosso “ingrediente da vez”.

Para descobrir um pouco mais sobre o matchá, um tipo de chá verde pulverizado que traz uma série de benefícios para o organismo, vamos entrar no maravilhoso mundo dos chás. Vem comigo!

O que é o matchá

O matchá é derivado da mesma planta que o chá verde. Por isso, para chegarmos ao matchá, vamos falar primeiro do chá verde, que acabou virando uma das bebidas mais ingeridas nas dietas por causa das suas propriedades termogênicas e antioxidantes.

O que você (talvez) não sabe sobre o chá verde…
O chá verde, assim como o oolong e o chá preto, é derivado da camellia sinensis. uma estirpe vegetal de origem chinesa e que cresce principalmente em regiões tropicais e temperadas da Ásia, principalmente China, Índia, Sri Lanka, Japão e alguns países da África e América.

De acordo com o nível de oxidação da camellia sinensis, os chás são categorizados em três principais tipos: verde, oolong ou chá preto. Cada um dos níveis de oxidação dá um sabor diferente ao vegetal, além de tornar proeminente diferentes componentes bioativos, trazendo distintos benefícios terapêuticos para o organismo.

No preparo do chá verde, a camellia sinensis sofre o mais baixo nível de oxidação, inclusive originalmente, o chá verde é feito a partir das folhas frescas, retiradas diretamente do arbusto.

O chá verde tem um sabor muito característico, amargo, adstringente, com uma leve doçura e acidez. Há uma série de estudos científicos que comprovam as fortes propriedades antioxidantes do extrato de chá verde, e estudos que apontam para o caráter preventivo do chá verde contra a incidência de câncer.

Propriedades e benefícios do matchá

Muito bem, e onde entra o matchá nesta história toda? O matchá é derivado da mesma planta do chá verde, então tudo isso que a gente falou vale para o matchá… Mas então, qual a diferença? Para o preparo do matchá, a camellia sinensis é cultivada pelo menos 90% do tempo na sombra, enquanto para o chá verde comum, ela cresce a maior parte do tempo sob a luz solar. Isso faz com que alguns componentes da planta tenham um nível de concentração muito maior no matchá, como é o caso do EGCG, ou epigallocatechin-3-gallate, o fitoquímico antioxidante que pode trazer uma série de benefícios para a saúde do cérebro e do coração, impedindo a ação dos radicais livres que aceleram o envelhecimento, além de ter efeitos preventivos contra o câncer, contribuir para equilibrar os níveis do colesterol e para a perda de peso.

Além disso, o modo de preparo também vai interferir nos resultados. Enquanto o chá verde é preparado a partir da infusão do extrato da planta na água, o matchá é preparado adicionando água às folhas secas pulverizadas.

Conclusão: o matchá possui pelo menos 100 vezes mais EGCG, com isso a ação dos antioxidantes e os demais benefícios são mais concentrados do que no chá verde comum.

Como preparar o matchá

Use 1.5 gramas de matcha para 70ml de água mineral. Ferva a água, deixe a água numa temperatura média de 75º e adicione o matchá. O matchá precisa ser vigorosamente misturado. Tradicionalmente, usa-se uma espécie de “escovinha”, como essa da foto.

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Beijos colaborativos,

Carol Morais e Luiza de Amorim

Fontes:

S.P.J. Namal Senanayake*, Green tea extract: Chemistry, antioxidant properties and food applications – A review – JOURNAL OF FUNCTIONAL FOODS 5 (2013) 1529 – 1541

Ping Xu,*a Le Ying,a Gaojie Hongb and Yuefei Wang*a, (2016)  The effects of the aqueous extract and residue of Matcha on the antioxidant status and lipid and glucose levels in mice fed a high-fat diet – Food Funct, 7, 294.

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Projeto Verão Pra Vida Toda

O Fale com a nutricionista agora é colaborativo

É uma vontade antiga fazer do Fale com a Nutricionista, blog que cuido e acarinho já há tanto tempo, um espaço colaborativo, onde possamos reunir esforços e conhecimentos, e compartilhar com uma rede mais vasta de pessoas informações e dicas úteis, credíveis, saborosas e nutritivas para o dia a dia.

Aqui não tem espaço para modismos, para terrorismo nutricional, para neuroses. Aqui é lugar de olhar para a tela, puxar o ar e deixar sair lentamente o stress, culpa e a pressão de tudo que está relacionado com a comida, com o ato de comer e com a tal da boa forma, mentalizando que as coisas podem ser descomplicadas, maravilhosas, gostosas e ainda podem fazer bem.

Aqui é lugar de generosidade, “de gente simples, elegante e sincera com habilidades para dizer mais sim do que não”, e que de um jeito delicado nos faz refletir. E se dessa reflexão vier uma mudança, que seja porque na nossa vida faz sentido.

E sabe quando falo: “pega na minha mão e vem comigo”? Pois é, fico muito feliz de dizer que agora tem mais gente para entrar nessa ciranda, que espero que cresça ainda mais, com gente que faz a diferença e que tem coisas boas para dizer.

Então, minha gente, o Fale com a Nutricionista é igual cozinha de vó: quanto mais cheia, mais gostosa fica! Quer saber quem está mexendo panela e batendo papo com a gente? Dá uma olhada aqui.