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Carol Morais

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Projeto Verão Pra Vida Toda

O Fale com a nutricionista agora é colaborativo

É uma vontade antiga fazer do Fale com a Nutricionista, blog que cuido e acarinho já há tanto tempo, um espaço colaborativo, onde possamos reunir esforços e conhecimentos, e compartilhar com uma rede mais vasta de pessoas informações e dicas úteis, credíveis, saborosas e nutritivas para o dia a dia.

Aqui não tem espaço para modismos, para terrorismo nutricional, para neuroses. Aqui é lugar de olhar para a tela, puxar o ar e deixar sair lentamente o stress, culpa e a pressão de tudo que está relacionado com a comida, com o ato de comer e com a tal da boa forma, mentalizando que as coisas podem ser descomplicadas, maravilhosas, gostosas e ainda podem fazer bem.

Aqui é lugar de generosidade, “de gente simples, elegante e sincera com habilidades para dizer mais sim do que não”, e que de um jeito delicado nos faz refletir. E se dessa reflexão vier uma mudança, que seja porque na nossa vida faz sentido.

E sabe quando falo: “pega na minha mão e vem comigo”? Pois é, fico muito feliz de dizer que agora tem mais gente para entrar nessa ciranda, que espero que cresça ainda mais, com gente que faz a diferença e que tem coisas boas para dizer.

Então, minha gente, o Fale com a Nutricionista é igual cozinha de vó: quanto mais cheia, mais gostosa fica! Apresento para vocês, as nossas queridas colaboradoras.

karla ananias

Karla Ananias

Nutricionista apaixonada pela área de qualidade. Entre idas e vindas, fez mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos/UFG, atuou na área de Hospitalidade na Copa do Mundo FIFA 2014 planejando e acompanhando ações para a segurança de alimentos. Atua como consultora no Programa ALI (SEBRAE/CNPq) e em outras empresas organizando processos e aumentando a produtividade. Sonha e trabalha pra ver as empresas mais engajadas com a qualidade. É fã do movimento Slow Food, ama abelhas e comida de verdade.

 

luiza amorimLuiza de Amorim

Luiza de Amorim, graduada em nutrição e mestranda em Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Goiás. Trabalha como pesquisadora da relação entre do chá verde com diabetes e a densidade óssea. É professora de cursos técnicos em cozinha na área de controle de qualidade de alimentos e nutrição e dietética. Adora comida, gente e ensinar!

 

mel
Dicas

Tudo que você queria saber sobre mel

Tenho dois alimentos preferidos… mel e café. E eles me fascinam pelo mesmo motivo: a variedade de tipos e sabores, pois é um infinito de possibilidades em um mesmo alimento.

Minha paixão pelo mel começou quando fui pesquisar sobre a qualidade dos méis produzidos na Região da Estrada de Ferro em Goiás, e a partir daí minha mente e meu coração se abriram para o mundo das abelhas e produtos da colmeia.

Cada colmeia aberta era uma surpresa, porque a variação era enorme de cores, sabores e textura – em uma mesma região. Tinha até mel cristalizado no favo em Luziânia!

O mel que consumimos no dia a dia, encontrado nas feiras e supermercados é produzido por abelhas da espécie Apis mellifera, elas são chamadas de “europeias africanizadas”. O sabor do mel que elas produzem depende principalmente do tipo de flor em que esta abelha esteve.

Considerando a diversidade da nossa flora, isso faz com que este o mel seja um produto fascinante quando comparado aos méis produzidos mundo afora. Ele é rico em sabores, nutrientes e cores, pois cada tipo de florada produz um mel de cor diferente. E é no cerrado brasiliense que isso se torna mais evidente, este bioma diversificado produz um mel com características únicas no mundo e que já foi reconhecido internacionalmente (o mel o brasiliense é considerado o melhor do País, leia aqui).

O mel recebe vários “nomes”, já reparou? Laranjeira, cipó uva, silvestre… Estes nomes se referem as plantas em que as abelhas foram coletar o néctar. Quando é possível identificar a florada e existe uma flor predominante, o mel recebe o nome desta planta, como por exemplo: assa-peixe, cipó uva, angico, aroeira, etc… Mas quando não é possível identificar de qual flor as abelhas coletaram o néctar, ele é chamado de silvestre.

São sabores incríveis, mas infelizmente o consumo do mel no Brasil ainda é muito baixo, são menos de 100g por pessoa/ano e um dos motivos é que ainda associamos o mel como medicamento e muito pouco como alimento. Ainda precisamos descobrir o quanto ele é um ingrediente versátil na cozinha e que pode facilmente substituir o açúcar branco.

Como saber se o mel é verdadeiro

Outro motivo que faz o consumo do mel ainda ser reduzido por aqui, é que na hora de comprar sempre vem a dúvida: “Como sei que este mel é verdadeiro ou falso?” Não dá para ter 100% certeza só olhando! Mas tenho algumas dicas que podem ajudar:

1. O mel comprado diretamente do produtor tem mais chance de ser puro. Você os encontrará facilmente nas feiras livres da sua cidade. Comprar direto do produtor garante a procedência e reforça o comércio local.

2. Se comprar em supermercados ou mercearias, verifique o rótulo, pois ele deve ter um Selo de Inspeção. Procure na embalagem alguma destas siglas: S.I.F., S.I.E, S.I.M, pois elas significam que esse produto foi fiscalizado por um órgão do governo.

3. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o mel de verdade pode cristalizar. A cristalização é um processo natural em que o mel se transforma numa pasta granulada, macia e uniforme. Isso ocorre porque entre os componentes do mel, temos água e açúcares (glicose e frutose), que dependendo da umidade, temperatura e concentração de açúcares, as partículas de glicose que são menos solúveis, começam a formar pequenos cristais. A cristalização acontece por inteiro no mel e ao ser aquecido em banho maria (40°C) ele volta a ser líquido. No caso do mel falsificado o que ocorre é o endurecimento, ele fica como uma pedra de açúcar desigual com manchas brancas, pois foi “fabricado” com xarope de açúcar. O mel açucarado forma apenas uma faixa de açúcar no fundo da embalagem e esse processo não pode ser revertido (os cristais não se dissolvem na boca).

Viu que não é difícil? Só não esqueça que mel também é comida, e como tudo nessa vida, tem que dosar: nem muito, nem pouco, consuma só o suficiente.

Até!
Karla Ananias

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Receitas

Massa de talharim de cenoura

Matar a vontade de comer massa, sem comer massa… Como faz? Seguindo a linha do espaguete de abobrinha, segue abaixo a receita de um talharim de cenoura, matando a vontade de uma massinha à noite, comendo vegetais e mantendo a forma, tudo ao mesmo tempo agora.

Ingredientes para 2 pessoas:
4 cenouras lavadas
1 colher de sopa de azeite extra virgem ou óleo de coco
4 dentes de alho

Molho de tomate caseiro (fiz a receita do molho basílico do livrinho de molhos da Dedo de Moça):

O segredinho está em fatiar a cenoura em forma de talharim. Eu utilizei um descascador de legumes, que nem na abóbora assada lembra?!

Após fatiar, é só cortar as fatias em formato de talharim com largura de aproximadamente 1 centímetro, colocar para cozinhar no vapor (só até amolecer), e depois refogar o alho no azeite, e então dar um “susto” no talharim. Pronto! Monte lindamente no prato, jogue o molho de tomate por cima e seja ser feliz!

mel no lugar do adoçante
Dicas

Por que não usar adoçante – e o que usar no lugar do adoçante artificial

O uso de adoçante é muito comum quando as pessoas pensam em “cortar açúcar” da dieta. Resolvi desenvolver o tema por aqui, esclarecendo porque recomendo não usar adoçantes artificiais e aproveito para sugerir algumas alternativas para uma doçura mais segura.

Porque não usar adoçante

Grosso modo, sou contra usar adoçante primeiro porque é ruim mesmo, modifica os sabores das preparações. Acho de verdade, um desrespeito com os alimentos. Imagine uma manga, maravilhosa, orgânica, na safra, ou seja, que oferece o máximo de sabor e suculência. Imaginou? Vamos supor que você resolva não comê-la ao natural (o que, diga-se de passagem, acho um desperdício), mas fazer um suco. E aí, pah, adiciona um adoçante desses horrorosos. Pronto: acabou com a manga. Se é para comer que seja de forma inteligente, que seja gostoso, que dê prazer.

Os outros motivos pelos quais eu não curto adoçantes (e logo não compartilho, rs) é porque diversas pesquisas já concluíram que esses produtos alimentícios têm efeitos nocivos sobre a saúde.

Em primeiro lugar, a quantidade que você usa provavelmente é maior do que a que usava algum tempo atrás. Ou seja, você está ingerindo cada vez mais aditivos sem perceber e isso já faz um mal danado. Substâncias que a gente não metaboliza, leia-se toxinas, vão inundando nosso corpo. Bom de jeito nenhum, né? (Nota mental: coma comida!)

Esses adoçantes estão relacionados sim a alguns tipos de câncer, doenças degenerativas, problemas renais, alterações no funcionamento da tireoide, Alzheimer e Parkinson e por aí vai. Tá bom ou quer mais?

E antes que comece a “perguntação” que já rolou lá no insta, os que utilizo são apenas os que citei. Não curto sucralose, pois ela possui cloro em sua composição o que pode alterar o funcionamento da tireoide. Xarope de agave também não é legal, apesar de ser “natural”. O seu método de extração é agressivo e pode ser tóxico. No caso do agave vale a lógica dos óleos, quanto mais simples a extração, melhor. Tenta aí plantar um cacto e tirar mel dele… Han? rsrsrs

O que usar no lugar do adoçante? 

O que fazer, então? Em primeiro lugar, sempre é melhor utilizar um pouquinho do bom adoçante apenas quando precisar e ir se acostumando com o mínimo até encontrar prazer no sabor natural dos alimentos. Em segundo, usar um dos cinco nessas ocasiões. Um pouco sobre cada um:

Mel
Uma lindeza produzida a partir do néctar recolhido das flores e processado pelas enzimas digestivas das abelhas. O mel adoça e contém proteínas, sais minerais e vitaminas, além de propriedades medicinais como a ação antibacteriana. Mel é um alimento terapeutico e por isso deve ser usado com parcimônia e sempre que possível ir rodiziando os tipos de floradas.

Rapadura e açúcar mascavo
Ela é o produto final da cana-de-açúcar após os processos de moagem, fervura do caldo, moldagem e secagem. Também tem alto valor nutritivo, com vitaminas, minerais e proteínas. Já o açúcar mascavo é extraído da cana-de-açúcar depois do processo de cozimento e antes de refinar. Confio mais na rapadura ralada, do que na qualidade, muitas vezes questionável, dos açúcares disponíveis no mercado.

Melado de cana
O líquido escuro é extraído da cana-de-açúcar e contém sais minerais como ferro, cálcio, potássio e fósforo, entre outros. Além de alimento, no interior ele é usado para auxiliar na melhora dos quadros de anemia e prisão de ventre.

Açúcar de coco
Produzido a partir da seiva dos botões das flores de coco. Experimentei recentemente e gostei muito.

Beijinhos,
Carol!

individualidade-bioquimica
Dicas

Individualidade bioquímica ou por que você não deve seguir a dieta da sua amiga

Você viu a sua amiga, muita disciplinada e determinada, seguir uma dieta para emagrecer durante algumas semanas. A sua amiga foi a uma consulta com uma nutricionista, que elaborou a dieta para ela e a orientou, tudo direitinho. E não é que a danadinha da sua amiga emagreceu aqueles 8kg que ela precisava/queria?! Você pensa: eba, essa dieta dela funciona! Vou fazer também! Aí você passa o whatsapp para amiga e pede para ela enviar a dieta por email. Quem nunca?

Desculpa te dizer, mas seguir a dieta da sua amiga pode não ser uma boa ideia. Não é bem assim que as coisas funcionam… Existe uma coisa que se chama individualidade bioquímica. Cada um de nós tem necessidades nutricionais específicas, que variam de acordo com fatores genéticos, com o estilo de vida e com a história de cada um. Isso que dizer que a forma como cada um de nós digere, assimila e metaboliza os alimentos é diferente.

Veja 10 dicas para ter uma alimentação mais saudável

Essa individualidade bioquímica é uma rede complexa de interações que controla a maneira como o seu corpo vai usar as vitaminas, minerais, gorduras, carboidratos, aminoácidos, calorias, etc para todas as funções do seu organismo. Quando a sua individualidade bioquimímica é respeitada, o seu corpo recebe as quantidades específicas de nutrientes que ele requer para funcionar bem. Por isso, quando você segue uma dieta que não é sua, você pode não estar nutrindo o seu corpo com o que ele precisa para ter uma boa saúde, disposição e energia para fazer tudo que você precisa e quer fazer, de acordo com o funcionamento do seu corpo e com a sua vida.

É por essas e outras que devemos esquecer a tal contagem de calorias também. Uma pessoa pode ter a mesma ingestão calórica que outra, mas os metabolismos são diferentes. Além disso, há alimentos e alimentos, e calorias e calorias. As calorias de uma banana não são recebidas pelo nosso corpo da mesma forma que as calorias de um pão francês com margarina. Isso tem a ver também com a quantidade de fitoquímicos que cada alimento possui, porque são eles que regulam o funcionamento das células. Tá vendo só quantos elementos tem nessa equação? A sua natureza, a natureza do alimento e como tudo isso vai se cruzar num determinado momento da sua vida. É muito redutor focar nas calorias!

Entenda melhor por que não devemos contar calorias

Se você seguir a dieta da sua amiga, pode até ser que você emagreça. Ou pode até ser que você engorde. Claro que se a dieta for muito restritiva, possivelmente você vai emagrecer. Mas será que vale realmente a pena colocar a sua saúde bem estar em risco para se encaixar em padrões que não foram criados para o seu biotipo? Por que devemos respeitar padrões de “beleza e boa forma” que não nos respeitam?

A gente sabe que fazer dieta atrás de dieta, uma mais maluca que a outra, não é uma medida sustentável e nem deixa ninguém feliz a médio e longo prazo. Além disso, gera muito stress, ansiedade e frustração viver em conflito com a comida e fazendo dieta. O melhor é passar por uma reeducação alimentar e viver em paz com o que você come e com o seu corpo.

Vamos abolir do nosso imaginário e do nosso vocabulário essa história de contar calorias e fazer Projeto Verão! O nosso corpo está com a gente o ano todo. Então se é para ser assim, vamos viver um projeto verão o ano todo, para a vida toda. E o nosso corpo fica firme, forte e saudável com a gente para viver tudo que a gente quer e precisa.

Referências:

Abordagem ortomolecular da obesidade
The Important Role of Biochemical Individuality

teste sabor
Dicas

Desafie o seu paladar

Vamos abrir a mente, a boca e o coração para novos sabores? Todo mundo tem as suas restrições… tipo: “não gosto de cebola”, “detesto pepino”, “quiabo nem pensar”, ah café é bem docinho, etc. Muitos vezes ficamos acomodados nesses mesmos gostos e sabores a vida toda e nem tentamos experimentar para descobrirmos se gostamos ou não, ficamos no preconceito, às vezes criado ainda na infância. Mas sabia que você pode mudar de gosto e de opinião?!

Então vamos lá a um pequeno desafio?! A ideia é experimentar sempre algo novo, quando o seu impulso natural disser não, você respira fundo e diz: sim, vou provar! Seja uma comida que você nunca comeu, um jeito diferente de preparar o mesmo prato, um ingrediente novo, uma troca, etc. Quer ver algumas ideias:

  • Experimente alguma coisa que você sempre disse não gostar, mas na verdade nunca experimentou direito, como pimentão, abóbora, jiló, quiabo, brócolis, couve, cominho, gergelim, etc. Mas faça isso de coração aberto e paladar receptivo!
  •  Cozinhe de um jeito diferente! Não use os ingredientes que costuma usar e nem os temperos. Nada de coentro, salsinha, ou cebolinha na comida. Explore o poder das hortaliças.
  •  Não adoce o seu café, chá, suco (aliás, porque não comer a fruta em vez de fazer suco dela?), etc. Sinta o real sabor das bebidas.
  • Coma, de olhos vendados, uma comida não preparada por você (mas por alguém que você confie! rss), e vá descrevendo detalhadamente todos os sabores e texturas, tentando adivinhar os ingredientes do prato.
  • Pense fora da caixa e mude o seu cardápio… imagine o que você pode comer de diferente (e saudável) desde o café da manhã.
  • Durante esses dias, o desafio maior é evitar ao máximo alimentos processados. Então é colocar a cabeça para funcionar e pensar: hummm o que eu vou comer no lugar da bisnaquinha ou da bolacha recheada?

Divirta-se!

Beijos,
Carol

chips de jilo
Receitas

Chips de jiló

Tenho a sorte (eu acho) de comer de tudo e achar bom (azar?). E quando quero exemplificar sempre digo: AMO JILÓ. E amo mesmo. Tanto que sempre que vou almoçar na casa da minha avó, minha tia faz farofa de jiló “em minha homenagem” (e o chips de jiló é uma homenagem a minha avó).

Talvez seja porque eu tenha aprendido a comer na fazenda, onde morei quase o meu primeiro ano de vida inteiro e sido criada no interior, até os 8 ou 9 anos. Me lembro bem do meu avô dizendo pra gente comer bastante abóbora, pois era bom pra engrossar as pernas. Nesse caso acho que exagerei no consumo… Hehehe. Mas valeu o estímulo: hoje amo e como feliz, eu e minhas pernas grossas.

O fato é que comida que me faz FELIZ DE VERDADE é COMIDA SIMPLES. Um exemplo é famoso prato feito, o PF = arroz, feijão, salada, uma “mistura” (jeito simples, que adoro, do povo chamar o acompanhamento: uma verdura cozida ou refogada, normalmente.) e uma proteína (jeito chato da gente chamar a comida pelo nutriente e não pelo verdadeiro nome dela), que pode ser um OVO frito.

Mas é isso! De quiabo a jurubeba eu encaro tudo e acho “bom demais da conta” – como se diz aqui em Goiás – especialmente os amargos. E olhem que coisa. Como os antigos diziam, a ciência vem comprovando: eles estimulam o fígado a produzir enzimas, entre outras funções. 😉

Fato é que tá na época de jiló, ou pelo menos ele anda dando as caras entre os orgânicos. E eu comprei, claro. Apesar de “amar de paixão”, nunca havia tido a audácia de preparar em casa. Achava que era comidinha só da casa da minha avó. Então fiz do meu jeito e virou chips. Sou a rainha louca dos chips. Porque é simples. Corta fininho, fio de azeite às vezes sim, às vezes não, sal e forno. Claro que a primeira fornada eu queimei. É  que a praticidade do forno me deixa fazer outras coisas, me faz esquecer que algo está rolando lá também… A segunda ficou MARAVILHOSA.

Abaixo a receita mais besta do mundo, sem quantidades mesmo, porque foi no olho e né? O que mais importante aqui é a ideia.

Como fazer chips de jiló

Ingredientes

  • Jiló
  • Azeite
  • Sal

Modo de preparo

Fatie o jiló finamente, coloque em uma forma antiaderente, adicione um fio de azeite, o sal e leve ao forno até ficar sequinho.

Beijo no fígado,

Carol!

manteiga ou margarina
Dicas

Manteiga ou margarina: o que é melhor?

Nada parece ser tão polêmico há tanto tempo como as gorduras – e a dúvida manteiga ou margarina está no meio dessa polêmica. Hoje, já sabemos que existem duas categorias delas: as que ajudam nosso corpo a funcionar melhor e, por isso, são indispensáveis, e aquelas que realmente não fazem bem.

Há tempos, tornou-se hábito adotar a margarina no lugar da manteiga porque acreditava-se que fazia menos mal por ser de origem vegetal. O que era ótimo ontem, pode não ser amanhã e há estamos acostumados com isso. Veja os casos do ovo, do abacate e do próprio coco: antigamente condenados, hoje queridíssimos da nossa saúde!

Lendo uma revista que herdei da minha avó, de outubro de 1956, vejo uma foto com um texto que narra a visita de nutricionistas à fábrica de margarina e como elas ficaram impressionadas com o valor nutricional do produto. Provavelmente, se eu vivesse naquela época é possível que eu tivesse pensado o mesmo, diante das pesquisas.

Com o tempo, a manteiga foi sendo deixada de lado, cedendo seu espaço na mesa do café da manhã para a margarina que, por sua vez, ganhou o rótulo de alimento saudável, deixando para a primeira o estigma de vilã. Mas seria mesmo ela assim tão melhor?

Qual a diferença entre manteiga e margarina?

Em resumo, a manteiga é de origem animal e feita da nata de leite batida. Ponto final. E a margarina? Bem, a margarina… Ela vai precisar de mais de uma linha para a explicação de como é produzida.

De origem vegetal, a margarina é resultado de um processo chamado hidrogenação. Nele, as moléculas de hidrogênio são incorporadas às de gordura de maneira artificial, em altas temperaturas. É o calor que transforma a gordura insaturada em parcialmente saturada. Também durante a hidrogenação, as moléculas de gordura viram gordura trans e saturadas.

Manteiga ou margarina? Manteiga!

Em especial, por causa das calorias (você ainda conta calorias?!), e das gorduras saturadas, a coitada da manteiga ficou ali esquecida, no canto, pois supostamente engordaria e provocaria doenças cardíacas. Mas hoje ela começa a reconquistar seu espaço.  Sabe-se, por exemplo, que o consumo de gordura trans (da margarina) é nocivo, tanto que hoje é obrigatório (mas tem como burlar) ser identificado no rótulo. – e ele está na maioria das margarinas! (para se ter ideia, a tal gordura é quase igual ao plástico!).

Já sobre a manteiga, descobriu-se que além do sabor, ela contém muito mais que se imaginava. Passeando no blog da Pat Feldman podemos ver em alguns posts que a manteiga contém ácido burítico (bom para a saúde metabólica e intestinal), vitamina A (antioxidante e facilitadora da digestão das proteínas) e ainda ajuda a prevenir a artrite e osteoporose, além de doenças na tiroide e outras. Ufa!

Só é preciso prestar atenção, porque como a maioria dos produtos industrializados, estão colocando aditivos que não são nada legais. Por isso, é sempre bom olhar os ingredientes. Além da manteiga, eu utilizo no meu dia a dia as seguintes fontes de gordura (boas): azeite extra virgem, óleo de coco e ghee (manteiga clarificada), além das frutas como abacate e coco, assim como as oleaginosas.

Mas como tudo na vida, vale o equilíbrio na hora de consumir, principalmente para quem segue algum tipo de dieta restritiva. O importante, acima de tudo, é pensar na origem do que se come. O seu projeto é verão pra vida toda, não é? Portanto, COMA COMIDA.

Beijinhos,
Carol!

diferença entre comida natural e orgânica
Dicas

Qual a diferença entre comida natural e comida orgânica?

Muita gente pensa que não há diferença entre comida natural e comida orgânica, mas há sim, e muita! Quando falamos em comida orgânica estamos falando de alimentos que são manufaturados e que, desde o cultivo, seguem uma série de parâmetros que definem o que pode ser considerado um alimento orgânico. A produção de alimentos orgânicos não utiliza agrotóxicos, transgênicos, pesticidas e fertilizantes sintéticos. Além de serem mais saudáveis para o nosso organismo, também ajudam a preservar os recursos naturais, e saúde de quem trabalha na agricultura.

Mas é muito comum vermos por aí, em feiras e supermercados, oferta de produtos ditos orgânicos, mas que infelizmente muitas vezes não são… E podemos estar pagando mais e levando gato por lebre. Sim, porque os produtos orgânicos, infelizmente, ainda são mais caros e acabam sendo um nicho de mercado.

Para ser devidamente comercializado como orgânico,  os produtos devem ser certificados por uma certificadora credenciada pelo Ministério da Agricultura, que garante as normas e práticas de produção.

Já a comida natural, diz respeito a alimentos em seu estado mais natural possível, não alterados quimicamente ou sintetizados, de origem vegetal ou animal, Ou seja, a comida natural é a comida não processada. Mas a comida natural não é necessariamente orgânica, e vice versa.

Por que escolher comida natural e orgânica?

Sabemos que a comida processada perde parte de seus nutrientes, propriedades e benefícios. Quando comemos comida natural e orgânica, estamos aproveitando tudo que o alimento tem de melhor, sem qualquer tipo de aditivo químico.

Sabemos que o Brasil é um dos países do mundo mais permissivos no que diz respeito ao uso de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Muitos dos agrotóxicos já banidos há anos em países da União Européia e Estados Unidos ainda são usados no Brasil.Por isso, optar pela comida natural, infelizmente, no nosso caso não é uma garantia de estar se alimentando de forma mais saudável. Temos ainda uma important luta para travar.

Como lavar frutas e outros vegetais

É muito importante lavar bem os alimentos, mesmo os orgânicos. Lavar bem com água normal, já ajuda a remover cerca de 70% a 80% de resíduos agrotóxicos da superfície das frutas e vegetais. No entanto, parte dos agrotóxicos pode ser absorvido pelos alimentos, permanecendo neles mesmo se lavados.

Usar uma colher de bicarbonato por litro de água é uma boa solução para lavar vegetais. Deixar de molho por alguns minutos também ajuda. Há também quem indique uma mistura de vinagre branco e água (900ml de água + 100ml de vinagre branco ) para deixar as frutas e verduras de molho por 15 minutos.

Escolher sempre alimentos da estação também é uma forma de evitar o excesso de agrotóxicos. Prefira também sempre alimentos com certificação de origem, que de alguma forma demonstram alum comprometimento por parte dos produtores.

Referências:

Manual Anvisa
Portal Orgânico
Difference between organic and natural food

Veja também:

mousse-de-cacau
Receitas

Mousse de cacau: receita vegana

Essa receita de Mousse de Cacau é curinga para várias ocasiões, seja para servir de sobremesa, seja para matar aquela vontade de doce e chocolate que aparece de repente. Uma amiga para quem havia indicado a receita antes de postar aqui disse que achou a “massa” muito espessa e a diluiu com duas colheres de sopa de leite de coco. Fica a dica! Outro amigo leu o post e contou que faz receita semelhante, usando tâmaras no lugar do mel e nozes em vez do coco. Adorei! E vamo que vamo, tudo-junto-e-colado inventando e reinventando as nossas receitas saborosas e nutritivas para comer sem culpa de ser feliz 😉

Receita de Mousse de cacau

Ingredientes
1/2 abacate
2 colheres (sobremesa) de cacau em pó
2 colheres (sobremesa) de coco ralado (conferir se não tem conservantes e aditivos, hein?)
1 colher (sopa) de mel de abelhas

Modo de fazer
Liquidificar ou bater com o mixer e levar a geladeira.

Beijos,
Carol

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Dicas

Dieta sem glúten: para quem é?

Quando eu falo em dieta sem glúten, muitas pessoas questionam: “Mas se eu não tenho doença celíaca, intolerância, alergia, hipersensibilidade, whatever, ao glúten, por que cortá-lo do meu cardápio?”.

Como as minhas receitas são livres de glúten,  eu achei que era hora de escrever um post falando um pouco sobre este assunto controverso, até mesmo entre os profissionais da área. Mas vamos começar pelo começo…

O que é glúten?

O glúten é uma proteína que encontramos em cereais como o trigo,  centeio, cevada e aveia. Ou seja, está presente em muitas das coisas que comemos no dia a dia… no pão, na pizza, em bolachas, no macarrão, e por aí vai! Ele é o responsável por “dar a liga” nas massas.

O glúten presente nos diferentes cereais possui certos componentes alergênicos, como a gliadina encontrada no trigo, que estão relacionados à ocorrência de certos males, até mesmo para quem não tem doença celíaca. Para quem não sabe, a doença celíaca é uma intolerância ao glúten que causa um processo inflamatório intestinal crônico, podendo levar à atrofia do intestino delgado, prejudicando a absorção de diversos nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Quando falamos em glúten, falamos muito da gliadina, porque é o composto alergênico presente no trigo, um dos cereais que está na base da nossa alimentação. Mas outros cereais como o centeio e a cevada, possuem compostos quimicamente similares à gliadina que também são alergênicos, como a hordeína e a secalina.

Por isso, é tão importante sabermos exatamente o que vai nos produtos alimentícios industrializados que compramos! Para quem é celíaco ou alérgico, a falta de informação na embalagem pode ser muito grave! #poenorotulo.

Todos os cereais possuem glúten?

Não! O arroz (integral, de preferência) não possui glúten, e nem o milho, por exemplo. Além disso, há formas saudáveis e saborosas de substituir os alimentos com glúten. A farinha de coco pode ser usada no lugar da farinha de trigo, por exemplo. Você também pode introduzir mais batata, mandioca, oleaginosas, como as amêndoas, nozes, e castanhas, quinoa e mais sementes na sua dieta. E mesmo o milho, que é rico em proteínas (couscous! huuummmm).

O glúten engorda?

Outra confusão. Muitas pessoas associam a dieta livre de glúten ao emagrecimento, acreditando que o emagrecimento é causado simplesmente pela retirada do carboidrato, que possui glúten. Mas a questão não é bem esta. É claro que a gente sabe que carboidrato em excesso engorda, mas por outros motivos, que não estão relacionados ao glúten! A relação entre o consumo de glúten e a obesidade tem a ver com a questão inflamatória da proteína.

Mas se eu não tenho doença celíca, por que devo seguir uma dieta sem glúten?

Já foi observado em vários estudos, a relação entre doenças inflamatórias intestinais,  enxaqueca, bronquite, sinusite, asma, entre outras, e o consumo de glúten. Quando o consumo de glúten é reduzido observa-se, em muitos casos, que no geral há uma minimização significativa destes males.

O glúten, quando consumido em excesso, pode virar um espécie de cola no intestino, fazendo com que os nutrientes essenciais para o corpo não sejam bem absorvidos, e isto pode causar uma série de males, como obesidade, dores nas articulações, dores de cabeça, entre outras.

As pessoas que têm uma dieta muito marcada pela presença de produtos alimentícios industrializados, com massas em geral, podem sofrer a redução da produção de serotonina, um neurotransmissor que regula o humor, a disposição, o sono, o apetite, e pode até levar a uma depressão.

Mas isto não significa que o glúten é um veneno, e que todo mundo deve cortar o glúten para sempre da vida! Cada caso é um caso, cada organismo é diferente e tem predisposições genéticas diferentes. É preciso entender que cada um possui uma individualidade bioquímica… Tem gente que NÃO PODE MESMO COM O GLÚTEN. Mas para outros é uma questão de opção. Há quem simplesmente decida viver livre de glúten, há quem prefira comer moderamente, e há quem ignore completamente a existência do glúten… E leva a vida numa boa!

O mais importante é você saber o que pode lhe causar mal. Por exemplo, se você perceber que depois de uma noitada de massas, no dia seguinte bate aquela enxaqueca, talvez seja hora de rever a sua relação com o glúten, para tratar a causa e não os sintomas. Mas para isso, você precisará de orientação nutricional.

A necessidade de retirar completamente o glúten da dieta só existe para quem tem intolerância ou alergia. Mas vale a pena repensar a sua dieta se quiser levar uma vida mais saudável. Geralmente, os produtos alimentícios industrializados que contêm glúten são pobres em nutrientes e outros compostos de qualidade para o bom funcionamento do organismo.

Por isso, a resposta é sempre a moderação. Não precisa dizer adeus ao pão, à pizza, à macarronada, aos bolos, e etc. Mas sempre que possível, tente fazer trocas saudáveis na alimentação. Substitua algumas vezes na semana o pão por tapioca, o bolo da sobremesa por uma fruta, o macarrão comum, por macarrão integral sem glúten, o trigo por farinha de coco… Para tudo tem solução nesta vida, basta ter informação 😉

E se decidir, por vontade própria, seguir uma dieta sem glúten, não faça isto sem orientação profissional! Fale com um nutricionista, ele vai saber lhe orientar como fazer isto da maneira mais segura.

Beijos,
Carol

Referências: Dieta sem glúten: há riscos? A new approach to the isolation and characterization of wheat flour allergens.

Outros artigos:
World J Gastroenterol 2010 June 14; 16(22): 2780-2787
J Gastrointestin Liver Dis.2011 Sep; 20(3):241-5
Captura de ecrã 2016-03-17, às 07.46.00
Dicas

Allure: pães e doces funcionais

A Allure nasceu através de uma necessidade pessoal em encontrar alimentos que se adequassem a determinadas restrições alimentares, mas que acima de tudo fossem saborosos e nutritivos.

Começamos a estudar sobre alimentação natural e sobre gastronomia funcional, o poder dos alimentos e a energia de cada um. Testamos inúmeras receitas, baseadas em diversos cursos e consultorias. Foi então que começamos a vender o que produziamos. O amor pela comida foi aumentando e tudo foi tomando uma proporção maior. Resolvemos então, montar uma empresa onde pudéssemos levar saúde e sabor para as pessoas e hoje essa é a nossa missão!

Hoje fabricamos produtos artesanais, livres de glúten, lácteos, açúcar branco e aditivos. Mas, muito além de só retirar o glúten e os lácteos, preocupamos com a biodisponibilidade dos alimentos. Por que de nada adianta retirar esses insumos e fazer um bolo cheio de farinhas brancas, com calorias vazias. Por que, farinha é farinha, mesmo sendo sem glúten, ela não tem benefícios sozinha para a saúde. Pensando sempre nisso, buscamos fabricar produtos com nutrientes que irão fazer bem ao organismo. Utilizamos ao máximo alimentos vivos, orgânicos e fazemos tudo no dia da entrega. Carregamos essa filosofia no nosso próprio slogan “Feito no dia para o seu dia a dia”.

Estamos sempre em busca de qualidade e sempre atentando as novidades. E acima de tudo, oferecemos uma alimentação genuína, honesta, saudável e saborosa!! Nosso intuito não é só atender à necessidade da retirada dos alimentos alergênicos, embora atendemos celíacos e pessoas alérgicas a proteína do leite, mas queremos levar uma alimentação saudável, um novo estilo de vidas a todos!

Hoje damos o primeiro passo da nossa nova jornada, apostando em uma nova identidade, condizente com o nosso segmento. Apresentamos a nova marca da Allure – Pães e Doces Funcionais. O visual é novo, mas a qualidade é a mesma de sempre! O nosso site ainda está em desenvolvimento, mas você pode acompanhar o nosso instagram e conhecer um pouco do nosso trabalho.

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Pão de ló de nozes recheado com abacaxi e doce de leite de castanhas com cobertura de creme de coco

*Publieditorial
Domingo de chuva, café na cama... Livro, música e preguiça... Esse livro "A arte de comer" faz parte da coleção "Mindfulness essentials", do monge zen budista Thich Nhat Hanh, que ilumina a prática da meditação no sentido de estado de ---atenção plena--- São várias reflexões de como podemos aproveitar os momentos meditando sobre eles, estou achando de uma lindeza sem fim! A coleção tb tem "A arte de amar" e a "A arte de sentar". Parece fácil, mas é difícil, não impossível, estar inteiro em um momento! 
#DicaDeLivroCarolMorais 
Snap: carolmoraisnut
Receitas

Receita de torta sem glúten e nem lácteos: banana, maçã e castanhas

Essa receita é uma delícia e perfeita para matar a vontade de comer doce com toda a leveza e sem espaço para qualquer tipo de culpa! É uma receita de torta sem glúten e sem lácteos, com muito sabor e nutrientes.

Torta de banana, maçã e castanhas

Ingredientes:
1 banana nanica madura fatiada em fatias bem fininhas
2 maçãs raladas com casca
1 colher de sopa de uva passa branca
2 colheres de sopa de castanhas trituradas variadas (usei a do Pará, caju, macadâmia, amêndoa e nozes)
Canela a gosto (pode abusar)
1 colher de chá de mel

Modo de fazer:
1. Forre o refratário com as fatias de banana e polvilhe canela.
2. Misture a uva passa na maçã ralada e adicione canela.
3. Coloque essa misture sobre a banana apertando para compactar e leve ao forno até ficar dourado.
4. Tire do forno, adicione a farofinha de castanhas com 1 fio de mel por cima e volte ao forno, tomando cuidado para não queimar.
Pode servir quente ou gelada. Eu amo canela e por isso coloco muuuita que também ajuda a adoçar.

Essa receita rende duas porções. Pode ser uma sobremesa ou mesmo um lanchinho para adoçar a sua tarde.

Beijinhos,
Carol

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Receitas

Como fazer caldo caseiro

Muitas vezes me pego pensando nos ingredientes que fazem a real diferença na vida, para melhor ou pior, do ponto de vista nutricional (claro) e, também, do sabor. Não são raras as vezes que estamos muito atentos aos itens principais das receitas e esquecemos aqueles que fazem parte de todas preparações. Um bom exemplo são os caldos.

Quase todo mundo acha que só existem as versões em tabletes (argh!). Só que os de verdade são feitos a partir de vegetais, carcaças, carnes e ervas, entre outros itens. Um bom caldo CASEIRO faz toda a diferença no resultado final de um bom prato e ainda na saúde, pois é super nutritivo!

Nossa proposta é reduzir aos poucos até conseguir abandonar de vez os caldos industrializados que, além de darem um gosto super artificial aos pratos, destroem o sabor dos ingredientes orgânicos que você escolheu com tanto amor – e ainda fazem um mal danado pra sua saúde! Por todas as razões e emoções não vejo um só motivo pra continuar enfiando essas gororobas na panela.

Mas e aí, o que usar no lugar? Vamos voltar ao conceito mais maravilhoso da vida: o da simplicidade e usar caldos caseiros, ou mesmo apenas ervas (mesmo que secas) e sal (flor de sal) para sentir o verdadeiro sabor dos alimentos.

E, se é esse o assunto, eu não poderia deixar de usar uma receita da musa dos caldos caseiros, Pat Feldman. Pat entrou na minha vida pela internet mesmo. Comecei a ler o blog dela e pensar: “Gente que pessoa de bom senso alimentar, estudiosa e que compartilha da filosofia de comer comida de verdade”.

Ficou com água na boca? Abaixo vai a receitinha que você pode fazer um tantão, congelar e ir usando no que quiser.

Caldo de legumes caseiro da Pat Feldman

Ingredientes

  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem
  • 2 alhos-porós (somente as partes branca e verde-claro) lavados e picados
  • 4 cebolas (médias) picadas
  • 6 cenouras (grandes) descascadas e picadas
  • 3 talos de salsão picados
  • 1 maço (pequeno) de salsinha
  • 2 colheres (chá) de manjerona desidratada
  • 1/2 colher (chá) de tomilho desidratado
  • 1 folhas de louro
  • 6 litros de água filtrada

Modo de preparo

Numa panela grande, aqueça o azeite em fogo médio, adicione os legumes e refogue até começarem a dourar;
 Adicione as ervas e a água fria. Leve à fervura, baixe o fogo e cozinhe por uma hora com a panela parcialmente tampada;
Coe o caldo com uma peneira fina. Deixe esfriar e guarde em potes, que podem ser utilizados imediatamente ou congelados.

Com os legumes que restaram na peneira faça uma sopa para o seu bebê e toda a família:

Bata todos os ingredientes no liqüidificador, diluindo com um pouco de água ou caldo, até atingir a consistência desejada;
Tempere a gosto, aqueça à temperatura desejada e sirva.

A sopa pode ser congelada também, antes de ser temperada.

o que comer
Dicas

Vai comer o quê?

 Tenho escutado, não por acaso, a perguntinha, “mas e aí eu vou comer o que?”. Observando a angústia, e até desespero dos “perguntadores” comecei a ficar intrigada.

Não é estranho que estejamos tão confusos e angustiados para realizar um de nossos princípios básicos de sobrevivência? Quando foi que saber o que (quando, quanto e porque) comer passou a ser tão difícil e angustiante? Tenho alguns palpites…

A cada dia surge um novo alimento da moda e na mesma velocidade e regularidade um novo vilão. A ciência avança e a indústria alimentícia também. A Indústria tenta utilizar as descobertas da ciência para vender mais, e a ciência estuda os efeitos dos produtos alimentícios. Já não sabemos quem veio antes, ou quem se utiliza de quem.

De repente, começamos a separar os alimentos entre os que fazem bem para a saúde e os que fazem bem para a alma ou para o estômago. Eu não sei bem ao certo quando foi que isso começou a acontecer, sei que acho triste.

Não deveriam estar entremeados, ali juntinhos, o prazer de se cuidar e ter saúde com o prazer de comer?  Não seria por essa razão que alimentar-se é um ato social, de prazer, exatamente para que pudéssemos sobreviver, sem fazer disso um sacrifício ou uma redenção?

Confesso que começa a me incomodar essa neurose coletiva em busca do alimento pra cabelo, pra unha, pra barriga chapada. E olha que o alimento é a minha principal ferramenta de trabalho e a cada dia me encanto mais com o poder e a capacidade deles na saúde de todos nós. Fica parecendo que o estilo de vida só pode oscilar entre dois extremos, seja “health” ou seja “trash”. Não dá para encontrar um caminho (do meio) no qual ambos coexistam na medida da nossa necessidade e possibilidade?

Entre cursos, estudos, atendimento em consultório, convivência e observação da relação causal entre alimentos, nutrientes e saúde, cada vez mais, baseio a minha conduta no seguinte conselho: COMA COMIDA.

Surpreendentemente (ou não), a própria ciência vem demonstrando o quanto o efeito do alimento é mais eficaz (e menos arriscado) que o do nutriente isolado.

É a lógica da natureza, em um alimento existem tantos compostos que interagem entre si, em completa sinergia e que melhoram o aproveitamento dos nutrientes, que o uso de suplementos fica restrito ao seu local de origem, complementar aquilo que não conseguimos através da alimentação. Não é lindo?

Preferir alimentos aos produtos alimentícios já é uma mudança significativa na qualidade de vida.  Não se surpreenda se ao começar a observar sua alimentação, perceber que no seu dia a dia consome mais produtos do que alimentos, você não é o único. O mundo veio caminhando nessa direção e diante dos resultados nada favoráveis, como o alto índice de doenças crônicas como (obesidade, diabetes e hipertensão), começa a questionar o modelo do “fast”, do industrializado, do artificial e a trilhar um novo caminho, em direção ao funcional, ao orgânico e ao natural.

Acredito na observação e na consciência como passos importantes em direção ao equilíbrio e autoconhecimento, também no que diz respeito à alimentação.

Costumo dizer que embalagem de alimento deve ser casca, seu corpo e o meio ambiente agradecem. Partindo dessa ideia podemos começar a pensar em princípios de uma alimentação saudável e sim, prazerosa. Bom apetite e boa saúde!

Beijinhos,
Carol

cafe com açucar
Dicas

Como você adoça o seu café?

Quantos cafés você toma por dia? Como você adoça o seu café? Vamos fazer umas continhas rápidas? Imagine que você toma três cafés por dia e usa três colheres (de café, que são pequenininhas) para adoçar. Cada colher de café coloca na sua xícara cerca de 2g de açúcar, o que dá pelo menos 6g de açúcar por café (já as saquetas de açúcar que costumam servir nos cafés e restaurantes costumam ter entre 6g a 8g de açúcar cada uma). Multiplicando pelos cafés que toma por dia, você estaria consumindo cerca de 18g de açúcar por dia só no cafézinho.

Agora, fazendo mais uma continha e multplicando pelos dias do mês, dá 540g de açúcar. Ou seja, quase meio quilo só no café. E não, não estamos falando de calorias! Não se trata de contar as calorias do café, se trata de pensar numa alternativa mais saudável.

A gente sabe que o açúcar branco refinado é viciante e causa uma sensação imediata de bem estar, mas é muito prejudicial à saúde. Acontece que já habituamos o nosso paladar ao doce do açúcar. Muitas vezes, em vez e adoçar  suavemente, apenas para realçar o sabor, acabamos por adoçar tanto que já não conseguimos sentir o real sabor daquilo que estamos bebendo ou comendo.

Então o que fazer? Tomar café sem açúcar?! Não é preciso, claro que não… Mas você pode trocar o açúcar branco refinado por outras alternativas mais saudáveis. Você pode usar mel, açúcar mascavo, açúcar de coco, stevia, rapadura… e experimenta mexer com um pauzinho de canela. Ah, e lembra que o adoçante não é uma boa alternativa, ok?!

Beijos,
Carol

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Receitas

3 ideias de receitas para fazer com couve-flor

Ao contrário do que muita gente pensa, a couve-flor não é nada sem graça! Muito pelo contrário, é super versátil, tem uma textura interessante para ser usada de diferentes modos e em diferentes tipos de pratos e, gente, super pega sabor! Outro dia, falei aqui de uma massa de pizza feita com couve-flor, e depois vi um vídeo (do canal do muso Jamie Oliver) com ideia de três receitas bem bacanas usando couve-flor.

Ainda não testei as receitas e algumas coisas até faria de outro jeito, mas é legal para a gente se inspirar e ver que dá para fazer coisas bem diferentes com os mesmos ingredientes, tirando o máximo proveito dos nutrientes e sabor. Pois é, a couve-flor é uma alternativa super interessante para quem quer soluções sem glúten e para quem quer experimentar outros sabores.

steak de couve-flor

Steak de couve-flor

Ingrediente

  • ½ couve-flor
  • 2 colheres de sopa de azeite

Modo de preparo

Corte a couve-flor ao meio, e depois em fatias com cerca de 1,5 cm. Numa frigideira, coloque duas colheres de sopa de azeite e deixe aquecer no fogo alto.

Em seguida, coloque as fatias de couve-flor para grelhar. O fogo alto fará a couve-flor ficar caramelizada e deixará o sabor mais acentuado. Vire e deixe grelhar igualmente dos dois lados. Depois, leve ao forno numa temperatura média (170ºC) por 15 minutos.

Guarnição:

Para incrementar e dar mais sabor, prepare um acompanhamento especial. A sugestão do vídeo, é uma espécie de salada com cebola vermelha cortadinha e confitada, com alho,  salsa, alcaparras… Mas você pode usar a criatividade.

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Arroz de couve-flor

Ingredientes

  • ½ couve-flor
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo

Separe o caule e as flores da couve. Para fazer o arroz, você vai usar apenas as “flores”. Corte-as em pedaços e depois passe no processador. Atenção para não processar demais, deixe ficar triturada no tamanho aproximado de grãos de arroz.

Adicione duas colheres de sopa de azeite e em seguida adicione a couve-flor triturada e refogue. Retire do fogo e deixe a panela tampada por cerca de 5 minutos.

Você pode fazer uma misturinha usando a criatividade. As sugestões do vídeo são: adicionar cominho, milho, romã, salsa, noz, amêndoas laminadas… Parece bom!

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  • 200g de couve flor triturada (como fez para o arroz)
  • 8 colheres de farinha de amêndoas ou farinha de aveia
  • 4 ovos
  • 4 colheres de sopa de leite de castanhas ou de coco
  • 1 pitada de sal

Modo de fazer

Bata tudo no liquidificador até ficar uma massa homogênea, depois vai para a frigideira, como uma panqueca comum.

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Dicas

Ovo caipira e ovo de granja, o que escolher?

O ovo faz parte da nossa alimentação diária, está em várias receitas que fazemos no dia a dia e possui nutrientes importantes para a saúde. É uma fonte rica de proteínas, vitaminas e minerais.

Durante algum tempo o ovo ficou na prateleira dos vilões da alimentação, por causa do colesterol que se concentra na gema (mas não descarte a gema, muitas das riquezas do ovo estão na gema, a não ser que seja indicação do seu médico!). Mas nos últimos anos, vários estudos já livraram o ovo deste “peso” cármico, liberando o consumo regular, desde que seja feito com moderação e de modo mais saudável de acordo com o perfil de cada um (para mim, ovo cozido é a forma mais saudável de comer ovo!).

Além de trazer benefícios à saúde pelos nutrientes que possui, o ovo ainda ajuda o organismo a metabolizar vitaminas importantes, como as vitaminas do complexo B, entre outras.

Ok, mas se ovo é ovo… então, por que escolher ovo caipira ou ovo de granja? Eu escolho ovo caipira (e orgânico), e explico o porquê. Eu poderia focar os meus argumentos nas diferenças entre ovo caipira e ovo de granja, mas eu prefiro focar no modo de produção, porque acredito que este é o aspecto mais prejudicial de todos no ovo de granja, para o meio ambiente, para nós e, principalmente, para as galinhas…

Qual a diferença entre ovo caipira e ovo de granja?

A grande diferença está na qualidade de vida da galinha, que vai interferir nos ovos que ela produz, no sabor, na cor, na textura, etc. O ovo caipira é muito mais saboroso do que o ovo de granja, isso até os paladares mais insensíveis podem sentir. Mas há também um fator relevante que altera as propriedades dos ovos, o ovo de granja possui uma concentração de betacaroteno pelo menos cinco vezes menor do que no ovo caipira. O betacaroteno é importante na nossa alimentação diária, porque é convertido em vitamina A que, entre outras coisas, fortalece o sistema imunológico.

Mas o pior de tudo, é o modo como as galinhas de granja são criadas e como produzem os ovos, num sistema industrial. Sim, as galinhas, coitadas, estão lá na linha de produção, botando ovos até não poder mais!

O ovo caipira e orgânico é produto da criação de galinhas em modo natural, ao ar livre, respeitando as necessidades e o instintos das galinhas, passando inclusive pelo que elas comem – nada de transgênicos, hormônios, etc. Por isso, se o bem estar das galinhas, que me fornecem ovos, conta para mim e conta também para os donos das galinhas, esta será a minha escolha! Uma alimentação saudável é uma alimentação sustentável, orgânica, natural.

A galinha de granja não tem o tempo da natureza ao seu favor, não podem seguir o ciclo natural da vida. Elas existem apenas para botar ovos, são criadas exclusivamente para isso. Para os criadores, elas são verdadeiras máquinas poedeiras! Vivem em gaiolas minúsculas, sem espaço para se mexer, nem ciscar, quanto menos bater as asas!

Além das condições de vida das galinhas, há outro fator que pode interferir e muito no produto do trabalho delas (os ovos), que é a alimentação que recebem. Boa parte da ração que essas galinhas comem é alimentação transgênica. Se eu não como alimentos transgênicos, porque vou comer ovos de galinhas que são alimentadas com comida transgênica? No fundo, estarei comendo por tabela! Além disso, as galinhas de granja também podem receber hormônios e antibióticos para estimular o crescimento mais rápido para estarem prontas mais rápido para botar ovos.

Tudo isso em nome do capitalismo selvagem do mundo civilizado… Medo deste mundo! Às vezes até penso que nós, humanos, muitas vezes vivemos como galinhas de granja… Sobrevivemos, um dia após o outro, comemos mal, abrimos mão dos nossos instintos, do ciclo natural da vida, do nosso bem estar, dar mais e mais pelo trabalho. Para “botar” mais e mais “ovos”. A vida das galinhas de granja é quase uma metáfora da vida de muitas pessoas!

E eu, cada vez mais penso na música da Elis Regina… Eu quero uma casa no campo!

Beijos orgânicos,
Carol

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Dicas, Projeto Verão Pra Vida Toda

Os aditivos e seus efeitos no organismo

Você está no supermercado, toda focada no #projetoveraopravidatoda e dá de cara com aqueles ingredientes indecifráveis nos rótulos. Mas, afinal, o que são aqueles nomes que aparecem nas embalagens e o que causam no seu organismo?

A alimentação convencional, infelizmente, foi se tornando artificializada. A comida que compramos diariamente nos supermercados, em geral, está repleta de corantes químicos, aromatizantes e outros ingredientes aos quais tem se atribuído a causa de grande número de enfermidades. Dificilmente, sabe-se identificar quais são estes aditivos e os seus efeitos no  nosso organismo. Para lhe ajudar nesta tarefa de tentar identificar o que vem na comida que você encontra no supermercado, apresentamos alguns dos aditivos alimentares mais comuns que aparecem nos rótulos das embalagens e os danos que frequentemente são a eles associados.

Só gostaria de ressaltar que o intuito não é, de modo algum, fazer terrorismo nutricional! O nosso objetivo é informar e ajudar as pessoas a saberem o que estão escolhendo comer. Levamos sempre em consideração a individualidade bioquímica de cada um, o estilo de vida, o histórico, etc… A gente sabe que há uma série de fatores que interferem no impacto de determinado alimento na saúde de alguém, a coisa não é assim preto no branco. Tem gente que pode passar a vida toda comendo doces e doces e nunca ter diabetes, por exemplo. Mas a questão não é “apenas” essa. A gente quer viver muita saúde, bem estar e alegria, não quer “só evitar doenças crônicas e agudas. A gente quer fazer o melhor por nós, pelo nosso corpo, pelas nossas famílias, e pelo planeta onde vivemos.

O que você vê nos rótulos das embalagens

Antioxidantes
– Ácido fosfórico (H.III): aumento da ocorrência de cálculos renais.
– Ácido nordihidroguairético (AIV): interferência nas enzimas do metabolismo das gorduras.
– Butil-hidroxianisol BHA (AV); Butil-Hidroxitolueno BHT (AVI): ação tóxica sobre o fígado, interfere na reprodução de cobaias de laboratório.
– Fosfolipídios (AVIII): acréscimo do colesterol sangüíneo.
– Gelato de propila ou de octila (AIX): reações alérgicas, interfere na reprodução de animais de laboratório.
– Etilenodiaminote tetracetato de cálcio e dissódico EDTA (AXII): descalcificação e redução da absorção de ferro.

Antiumectantes
– Ferrociante de sódio, cálcio ou potássio (AU.VI): intoxicação dos rins.

Corantes
– Todos (CI) (CII): reações alérgicas, alguns possuem ações tóxicas sobre o feto ou são teratogênicos, ou seja, podem fazer nascer crianças-monstros; anemia hemolítica; o caramelo, quando preparado de modo inadequado, pode conter substâncias capazes de causar convulsões.

Conservadores
– Ácido Benzóico (PI): alergias, distúrbios gastrintestinais.
– Esteres do ácido hidroxibenzóico (P 111): dermatite; redução de atividade motora.
– Dióxido de enxofre e derivados (PV): redução do nível de vitaminas B1 nos alimentos; aumenta a frequência de mutações genéticas em animais de laboratório.
– Antibióticos (oxitetraciclina, clorestetraciclina e outros) (PVI): desenvolvimento de raças de bactérias resistentes aos antibióticos; reação de hiper- sensibilidade.

Edulcorantes
– Sacarina (DI): causa câncer na bexiga de animais de laboratório.

Espessantes
– Em geral: irritação da mucosa intestinal; ação laxante.

Estabilizantes
– Polifosfatos (ET XV ET XI XVIII): elevação da ocorrência de cálculos renais; distúrbios gastrintestinais.

Acidulantes
– Ácido acético em geral: cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos.

Aromatizantes
– Em geral: alergia; retardam o crescimento e produzem câncer em animais de laboratório.

Umectantes
– Dioctil sulfossuccinato de sódio (U 111): distúrbios gastrintestinais circulação pulmonar.

Principais alimentos que contêm aditivos relacionados a reações adversas

Corantes
Refrescos, refrigerantes, iogurtes, leites aromatizados e fermentados, gelatinas, pós para pudim e similares, sorvetes, chocolates, bolachas recheadas, balas, chicletes e pó para sucos.

Sulfitos (PV)
Refrescos (prontos e em pó), refrigerantes, xaropes para refrigerantes e refrescos e embutidos.

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Temperos prontos, caldo de carne e galinha, patês, salgadinhos, bolachas aromatizadas, alimentos prontos resfriados.

Antioxidantes (Butil hidroxianisol – AV, Butil hidroxitolueno – AVI)
Manteigas, creme vegetal e margarinas, coco ralado, leite de coco, óleos e gorduras, produtos de cacau, produtos desidratados de batata.

*FONTE: Relatório Orion – PUBLICADO POR: Transformação – Janeiro de 1992 – Uma publicação mensal da Visão Mundial e da Missão Editora.
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Receitas

Sopa de lentilha coral

Testei uma receita daquele livro que eu amo “Comer é um sentimento” e foi adaptada e aprovada. Na verdade peguei só a idéia da sopa, porque muitos dos ingredientes eu não tinha em casa ou não seguiam os meus princípios alimentares.

Aproveitei para incluir a sopa na semana de Spa em Casa na casa de uma cliente, e também no treinamento de 1 dia, que realizei na casa outra cliente no Rio (se você quiser aprender a cozinhar comidinhas saudáveis, ou que eu treine sua funcionária é só marcar uma aula de culinária comigo pelo email: falecomanutricionista@gmail.com).

Agora a receitinha delícia da sopa:

Ingredientes:

1 xícara e meia de lentilha coral (você vai encontrar em empórios árabes)
200ml leite de coco
1 cebola
4 dentes de alho
1 moeda de gengibre ralado
Suco de 1 limão siciliano
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de chá de curry
Sal a gosto

Modo de fazer:

Refoga a cebola, o alho e o gengibre. Adiciona o leite de coco, a lentilha e o curry. Quando já estiver cozida corrige o sal. Pode servir liquidificada como um creme, que é chique (hehehe) e por fim o suco de limao. Ah dei uma refogadinha em uma couve que estava de bobeira na geladeira e servi com ela por cima. Vem ser feliz e saudável vem… hehehe