All Posts By

Carol Morais

Captura de ecrã 2016-06-27, às 08.49.58
Projeto Verão Pra Vida Toda, Receitas

Pêra assada com azeite e vinagre balsâmico

Adoro fruta assada… banana, maçã e pêra são as minhas preferidas. Gosto de fazer banana assada com canela e mel para sobremesa, para matar aquela vontade de doce de uma forma saudável, sabe?! Aí comecei a explorar mais os sabores e cheguei a essa receita de salada de pêra assada com azeite e vinagre balsâmico, mas esta salada vai muito bem como entradinha e não como sobremesa! É super fácil, bonita e a cara do verão 😉

Receita

Ingredientes
1 pires de folhas variadas
1 pêra fatiada
1 xícara de nozes
1 xícara de balsâmico (aproximadamente)
1 colher de sopa de azeite extra virgem
Suco de limão siciliano
Mel de abelhas
Sal a gosto

Como fazer

Coloque as fatias de pêra bem fininhas numa forma, regue com o azeite e o balsâmico e leve ao forno baixo por aproximadamente 10 minutos. Quando estiverem cozidas, quase queimando, retire, adicione as nozes, misture e volte para o forno desligado. Para o molho, retire do forno e misture a pêra assada com o suco do limão e mel. Depois é só juntar com as folhas e nham!

Beijos,
Carol

molecular
Dicas

Gastronomia molecular: curso teoria e prática

Gastronomia molecular, culinária molecular ou tecno-emocional – são termos que expressam os conflitos e contradições surgidos em torno do movimento de inovação ocorrido na cozinha a partir dos anos 1990 e que transformou o processo de criação nesse domínio.

Vulgarmente esse processo é visto apenas através das técnicas e ferramentas criadas para alterar o modo de produzir na cozinha; contudo, trata-se de uma autêntica revolução de mentalidade que remonta ao peso excessivo da tradição na cozinha doméstica e de restaurantes, ao longo do século XX, enquanto a industria alimentar, em paralelo, dava passos enormes em direção a um futuro diferente.

A gastronomia molecular iniciou a revolução no entendimento dos processos físico-químicos que se dão nas panelas, possibilitando a renovação acelerada da cultura gastronômica. O curso que se oferece visa permitir ao aluno a correta compreensão desse amplo movimento e como ele modificou as possibilidades de inovação/invenção hoje à disposição dos cozinheiros.

O curso, de 5 horas de duração, cumprirá os seguintes tópicos entre teoria, prática com degustação:

1. O que é a gastronomia molecular

2. Breve histórico da gastronomia molecular: dos “seminários de Erice” à “cozinha nota a nota”

3. Os principais focos de atenção da gastronomia molecular: redefinição do gosto, revisão de conceitos estabelecidos na culminaria tradicional, as possibilidades de inovação

4. A análise de receitas:
a) a receita como narrativa;
b) o enfoque formalista das receitas

5. A disputa de liderança entre Ferran Adrià e Hervé This

6. Exemplos práticos com degustação por Ian Baiocchi
a) Emulsões: tipos e técnicas
b) Esferificação
c) Cocção a baixa temperatura (a vácuo) o ovo perfeito e as carnes
d) Espessantes e gelificantes

IMG_7654

festa-junina-quitutes
Dicas

Ingredientes juninos saudáveis para comprar no supermercado

A gente adora festa junina! E adora também as comidinhas típicas de festa junina! Mas tentar reviver a tradição da roça na cidade nem sempre é tão fácil, porque para resgatar aquele sabor genuíno da comida da roça é preciso usar ingredientes naturais, fresquinhos, tirados da terra. Então a gente se vira como pode, improvisa aqui e ali, mas acaba passando pelo supermercado mesmo… E agora, José? O que comprar? O que tem de bom por aí nos supermercados? Fizemos uma lista de comidinhas mais saudáveis. Anota aí!

Ingredientes juninos para comprar no supermercado

  • Milho para pipoca orgânico Ecobio, para preparar no melhor estilo: usando panela! Nada de micro-ondas! Preço médio: R$6,60 por 500g.
  • Canjica de milho branco Retratos do Gosto – é uma marca bem legal que garimpa pequenos produtores e os traz para a cena gastronômica, de forma sustentável. O Alex Atala é um dos sócios. Segue o site pra quem quiser conhecer o movimento: www.retratosdogosto.com.br. Preço médio: R$21,40 por 500g
  • Fubá da Fazenda, também da Retratos do Gosto – de milho caipira, não transgênico. Promete sabor adocicado e aroma intenso. Preço médio: R$12,00 por 500g.
  • Milho em espiga orgânicos, Direto da Serra e Bee Organic: parece que já sinto o cheiro deles quentinhos! Preço médio: R$7,70 por 500g.
  • Aipim (ou mandioca para os mais íntimos) orgânico já descascado Rio de Una: imagina um bolo de mandioca com coco ou só ela cozida na manteiga!!! Imaginou?!! Preço médio: R$14,60 por 1kg
  • Doce de leite de búfala La Bufalina: esse é para dar uma variada. Se a mussarela é das mais famosas e cremosas de São Paulo, o doce de leite não deve ficar para trás. Preço médio: R$20,90 por 480g.
  • Doce de leite, Do Pé ao Pote. Orgânico. Achei interessante que leva massa de banana verde. Tem ainda os outros doces com a cara de festa junina: doce de abóbora com coco, doce de leite com coco, goiabada cascão cremosa e doce de leite com caramelo de café. Preço médio: R$16,90 por 300g.
  • Gengibre orgânico Taeq, pois se não tiver quentão não é festa junina! Preço médio: R$13,00 por 300g.
  • Caldinho de milho Tui. Pareceu uma delicinha prática que vai só fubá integral, alho, cebola, cenoura, abobrinha, salsão e sal. Preço médio: R$2,50 por 46g.
    E por que não uma cerveja de pinhão?! A cervejaria Insana do Paraná fez! Preço médio: R$18,70 por 500 ml.
  • Pinhão orgânico quentinho vai bem também! Quem resiste? Preço médio: R$7,80 por 400g.

Gostou? Você pode usar esses ingredientes mais saudáveis e de confiança para preparar as suas receitas preferidas de festa junina! Aproveita!

1. Gengibre orgânico Taeq; 2. Doce de leite do Pé ao Pote; 3. Milho orgânico Direto da Serra

4. Doces do Pé ao Pote; 5. Pinhão orgânico; 6. Cerveja de Pinhão Insana;

junina5

8. Caldinho de Milho Tropical; 9. Pipoca orgânica Ecobio

 

gatti

Autor: Graciette Breuer é nutricionista em São Paulo, formada pelo Centro Universitário São Camilo, trabalha há 14 anos no varejo, desenvolvendo produtos, conversando com clientes, juntando gastronomia, saúde, novas tecnologias e tendências de mercado. Já foi juíza no Campeonato Brasileiro de Barista e ama cervejas especiais. É mãe e adora trocar ideias sobre a rotina power que vivemos.

Close up of Granola Bar
Dicas

Dicas de snacks saudáveis para o dia a dia

Se alimentar é preciso , mas muitas vezes o que falta é tempo para fazê-lo de forma mais cuidadosa! Para resolver o famigerado problema da nossa falta de tempo (será que falta mesmo assim tanto tempo?!), os supermercados estão cheios de oferta de comidas rápidas, mas o duro é achar comida saudável! Como nem todos podem ou se sentem disponíveis e dispostos para investir um tempinho a mais em busca de soluções mais saudáveis de alimentação rápida para o a dia a dia, acabam fazendo escolhas não muito boas… Às vezes até pensando que estão ahazando porque escolheram uma bolachinha sem glúten e sem lactose.
Para quem tem um tempinho, sugiro preparar os chips de abóbora ou outros chips e receitinhas sensa daqui do blog. Mas se você precisar apelar para um snack industrializado, a grande dica é: leia os rótulos. Se você ler alguma lista de ingredientes que tudo ali é comida , bingo! Siga em frente (com moderação)! O simples fato de não ter corante, conservante, realçador de sabor ou outros aditivos é maravilhoso!
A indústria, felizmente, está antenada e cada vez mais busca produzir alimentos assim. Mas ainda são pouquinhas opções de lanches inocentes e industrializados. Procurei algumas oferecidas atualmente no varejo:

  • Biscoito de arroz integral Camil (tem zip – deixo no carro – parece pipoca pra mim). Preço médio: R$5,00/150g;
  • Biscoito de tapioca e quinoa Fhomm (o pacote é maiorzinho e precisa de um pregador básico depois de aberto, ou passar para um pote que vede bem – é mais macio ainda que o de arroz – há quem ache um isoporzinho mas eu adoro). Preço médio: R$14,80/ 100g.
  • Atum Calipo (delicioso e vem numa latinha pequena, bom para fazer um sanduichinho ou saladinha);
  • Biscoito Sembei Miyako (aquele biscoito japa – pelo menos essa marca não tem aditivos). Preço médio: R$29,40/ 3x80g;
  • Cenourinha da Turma da Mônica (é aquela cenourinha processada pra ficar pequena, mas tem a sua vitamina e é prático pra carregar. É um pacotinho pequeno). Preço médio: R$3,50/ 100g;
  • Barrinha Love (só 3 ingredientes – coisa rara pra uma barrinha). Preço médio: R$3,10 cada;
  • Biscoito de polvilho Globo (a maioria dos polvilhos não usa uma gordura legal, normalmente é hidrogenada – essa marca usa gordura de coco). Preço médio R$4,00/ 30g;
  • Pipoca Mais Pura com milho não transgênico (essa tem uma graça de ter um tempero diferente, como lemon e pepper). Preço médio: R$11,20/ 50g;
  • Chocolate orgânico Chokolah (se encontrar mais amargo, melhor ainda. É um tabletinho legal pra carregar na bolsa). Preço médio: R$22,50/ 60g;
  • Granola Monama (porção pequenininha, também fácil de carregar). Preço médio: R$3,90/ 30g.

 

1. Biscoito de Polvilho Globo 2. Atum Calipo 3. Biscoito Integral Camil, 4. Cenourinha da Turma da Mônica 5. Biscoito de tapioca e quinoa Fhom

 

Leia também:

 

gattiAutor: Graciette Breuer é nutricionista em São Paulo, formada pelo Centro Universitário São Camilo, trabalha há 14 anos no varejo, desenvolvendo produtos, conversando com clientes, juntando gastronomia, saúde, novas tecnologias e tendências de mercado. Já foi juíza no Campeonato Brasileiro de Barista e ama cervejas especiais. É mãe e adora trocar ideias sobre a rotina power que vivemos.

comida-festa-junina
Dicas

Comidas típicas de festa junina

Comer é um ato social, cultural, afetivo e nutritivo (ou ao menos deveria ser). Mas em determinadas datas, esse caráter cultural e afetivo da comida fica ainda mais evidente, como nas festas juninas! Nas comidas típicas de festa junina aparece e resplandece um Brasil lindo de se ver.

Festa junina é brasilidade pura nos sabores, nos cheiros, nas cores. Festa junina é baião de dois, é cravo e canela, é muito amor! E tem gostinho de infância, por isso todo esse afeto quando a gente lembra das comidas típicas de festa junina. Maçã do amor, pipoca, milho cozido e assado, pamonha, curau, canjica, amendoim, quentão, bolo de fubá, cuscuz, é tudo “bão demais da conta”…

A festa junina é uma celebração da roça, do sertão, do caipira, por isso fica mais bonita e saborosa ainda quando a gente faz a coisa do modo mais tradicional possível e tenta preparar todos esses pratos típicos com ingredientes in natura e de maneira tradicional. Para deixar o seu “arraiá” mais saboroso e saudável, você pode adotar algumas medidas e substituições simples. Dá uma olhada:

  • Pipoca boa é de panela e não de microondas;
  • Substitua o leite de vaca pelo leite de coco nas  receitas (dilua em água, para cada xícara de leite de coco, use meia de água);
  • Prefira ovo orgânico;
  • Use açúcar mascavo ou rapadura no lugar do leite condensado;
  • No preparo do quentão, use açúcar mascavo ou rapadura;
  • Observe qual a procedência dos alimentos que comprar;
  • Escolha orgânicos, integrais, fresquinhos e naturais.

Aí tem gente que vai questionar, nossa mas e as calorias dessa comilança toda? Não preciso nem dizer que essa preocupação com calorias não me pertence, né?! Acho que o que é realmente importante é a gente se preocupar, por exemplo, com o milho transgênico ou com a maçã do amor envenenada com agrotóxico.

maçã podre
Dicas

Tem comida virando lixo

Quando me formei a maior certeza que eu tinha era que eu não iria atender em consultório. Essa clareza nasceu do meu senso de organização que se “encontrou” na qualidade, assim, fui buscar meu caminho.

Aprendi que quando encontro um problema, só tenho três opções: resolver na hora (ação imediata), ou descobrir o motivo do problema e resolver (ação corretiva) ou não deixar o problema acontecer (ação preventiva). E como isso funciona muito bem, acabei usando na minha vida, pois como diria minha avó: “não adianta chorar o leite derramado”! E leite é comida, e comida não dá pra desperdiçar.

Uma das “bandeiras” que carrego é a que não devemos desperdiçar comida. Precisamos agir preventivamente e não deixar comida boa ir para o lixo. Me inquieta saber que nós jogamos tanta coisa fora, enquanto muitos não têm o que comer. No mundo 870 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar e todos os dias, uma de cada 8 pessoas vai dormir com fome.

Ao mesmo tempo que somos o País da fartura, somos o País do desperdício.

Reduzir o desperdício pode mudar isso, porque o problema da fome não é a falta do alimento. É a falta de gestão pública e privada. Com base nos dados do IBGE, o instituto Akatu fez umas contas: uma família brasileira gasta em média R$ 478 por mês pra comprar comida. Se não tivesse o desperdício de 20% na nossa casa, R$90,00 seriam economizados mensalmente. Cada um pode fazer a sua parte para uma conta mais justa.

Imagine que hoje 30% de tudo o que é produzido vai para o lixo. Há perdas no campo, no transporte, no armazenamento e dentro da nossa cozinha. Esse número fica camuflado nos nossos hábitos de consumo… apertar as frutas, quebrar a pontinha da vagem e do quiabo, escolher só os perfeitos e grandes, jogar talos e folhas fora.

O desperdício em nossas casas é muito grande, mas supermercados, feiras, restaurantes também não ficam de fora. Precisamos adotar um modelo de consumo consciente, mas enquanto o mundo não muda, podemos fazer a nossa parte:

Dois passos para não desperdiçar comida:

Saber escolher

– Tamanho não é documento! Frutas e verduras maiores não significam que estão melhores. Existe um padrão de beleza no mercado (o preço depende disso, a qualidade não!)

– Não amasse, não aperte, não quebre os alimentos. Tudo o que você estragar irá para o lixo, pois os outros também buscam frutos perfeitos.

– Alimentos feios e tortinhos, nasceram livres! São nutritivos e saborosos também

Não deixar estragar

– Compre somente o necessário. Não deixe a comida estragar dentro da sua geladeira.
Faça listas, monte um cardápio semanal. Experimente fazer em casa o planejamento que faz na sua vida profissional

– Resista às promoções. Se sabe que não vai consumir 1kg de fruta, não compre só porque esta barato

– Doe os alimentos que não serão consumidos!

– Utilize os alimentos integralmente, não descarte as cascas e talos.

Quer fazer mais?

Quer conhecer gente que luta contra o desperdício de alimentos?

Acesse aqui e participe!

Até +
Karla

 

karla ananias

Autor: Karla Ananias é nutricionista e colaboradora do Fale com a Nutricionista. É apaixonada pela área de qualidade. Atua como consultora no Programa ALI (SEBRAE/CNPq) e em outras empresas organizando processos e aumentando a produtividade. Sonha e trabalha pra ver as empresas mais engajadas com a qualidade. É fã do movimento Slow Food, ama abelhas e comida de verdade.

 

tipos-de-arroz
Dicas, Receitas

Tipos de arroz e como preparar

O arroz é um ingrediente que está diariamente no prato dos brasileiros, geralmente acompanhado do seu fiel escudeiro, o feijão. Mas infelizmente, acabamos por nos restringir ao arroz agulhinha branco, o tipo de arroz mais popular no Brasil. E quando variamos, no geral, escolhemos o arroz integral ou fazemos um risotto.

É uma pena, porque há uma diversidade grande de tipos de arroz que podem tornar as nossas refeições muito mais interessantes, nutritivas e saborosas. O arroz não precisa ser encarado quase como uma “ração” para acompanhar aquilo que realmente importa. O arroz pode sim entrar no prato como protagonista. E para você deixar o arroz brilhar na cozinha, é bom conhecer diferentes tipos de arroz e como prepará-los. Vamos nessa?

Um pouco sobre o arroz…

O arroz, em suas variedades, é um ingrediente presente na cultura gastronômica de mais da metade do mundo, do oriente ao ocidente. Com uma presença muito marcante na mesa dos asiáticos, diferentes variedades de arroz já são cultivadas no Japão há mais de 7 mil anos, mas estudos indicam que o arroz foi cultivado pela primeira vez no território chinês. Aliás, a China é o país onde mais se produz e se consome arroz no mundo. Já o Brasil aparece em 9º lugar no ranking dos países que mais consomem arroz. E a gente sabe bem disso, porque prato sem arroz é como passar em branco a hora do almoço ou jantar.

O arroz é rico em carboidrato, mas não só. Dependendo da sua variedade e de como foi processado pode ser também rico em proteínas, vitaminas e minerais essenciais ao bom funcionamento do organismo, além de ser rico em fibras. O problema é que o tipo de arroz que mais consumimos, o arroz branco, é o mais pobre de todos, porque está no seu estado mais processado. Depois de ser polido, praticamente só sobra amido. Por isso, indico sempre o arroz integral.

Muito bem, mas para começar a variar o nosso cardápio com diferentes tipos de arroz, vamos ver quais são os mais conhecidos e fáceis de achar no Brasil e conferir algumas dicas de preparo. Não inclui na lista o arroz branco, porque já estamos todos amarelos de conhecer, né?!

Tipos de arroz mais comuns

Arroz integral

arroz-integral

O arroz integral já é nosso bom e velho conhecido. Como a gente já falou por aqui, o arroz integral não é propriamente uma variedade de arroz e sim uma forma de utilização dos grãos. O arroz integral não é polido. Como tem mais fibras, tem mais textura ao mastigar, diferente do arroz branco que vira uma massa na boca.

Dicas para preparar integral:

– Colocar de molho por pelo menos 3h
– Não refogar
– Usar duas medidas de água para uma de arroz
– Cozinhar por 20 minutos em fogo médio com a panela tampada. Se achar preciso, adicione um pouco mais de água e cozinhe um pouco mais. O ponto é al dente.

Arroz basmati

arroz-basmati

O arroz basmati é proveniente da Índia, tem um grão longo, delicado e perfumado, e tanto pode ser branco como um pouco castanho. Também pode ser encontrado na sua versão integral. O arroz basmati é muito usado para fazer o kheer, um tipo de arroz-doce à moda indiana. É bem fácil de confundir com o arroz de jasmim porque os dois são parecido e bastante aromáticos. O arroz basmati harmoniza muito bem em preparos com curry, legumes, e strognoff.

Dicas para preparar arroz basmati:

– Não é preciso refogar e nem usar óleo, mas se quiser pode usar um fiozinho de azeite
– Use duas medidas de água para uma de arroz
– Coloque o arroz junto com a água e leve ao fogo
– Deixe o fogo mais alto e quando a água começar a ferver abaixe o fogo e tampe
– Deixe cozinhar por 10 minutos em fogo baixo e depois de apagar do forno deixe descansar no vapor com a panela tampada por pelo menos mais 5 minutos antes de servir
– Tempere a gosto. Experimente colocar um pau de canela ou uma moeda de gengibre no arroz e se surpreenda com o sabor.

Arroz selvagem

Top view of Wild Rice In Wooden Spoon ** Note: Shallow depth of field

O arroz selvagem possui um grão longo que pode ser bem negro ou mais castanho, tem um sabor levemente adocicado e textura marcante. É típico do norte dos Estados Unidos, mas também está muito presente em algumas regiões da China e na Nova Zelândia. O arroz selvagem é muito rico em fibras, e combina muito bem com sabores mais fortes. Na frança, por exemplo, usa-se muito para acompanhar pato e outras carnes de caça, mas harmoniza muito bem com vegetais também.

Dicas para preparar arroz selvagem

– Lave e não refogue
– Use uma medida de arroz para três de água
– Coloque o arroz na água já fervendo
– Adicione um fio de azeite e tempere a gosto
– Deixe cozinhar por 30 minutos em fogo médio com a panela tampada. Adicione água e deixe cozinhar por mais tempo se o grão ainda estiver duro
– Fica muito interessante se misturar o arroz selvagem negro com o castanho, ou com outro tipo de arroz

Arroz preto

arroz-preto

O arroz preto é de origem chinesa e, ao contrário do que muitos pensam, ele já nasce dessa cor, não é tingido (como o macarrão linguine preto que é tingido com tinta de lula). O arroz preto se tornou bastante popular na Itália, e no Brasil já pode ser encontrado com alguma facilidade. O arroz preto tem um sabor amadeirado, um aroma de castanhas e textura fibrosa. Harmoniza muito bem com peixes, frutos do mar e vegetais, e não combina bem carne bovina, suína ou aves. Apesar de ser parecido, o arroz preto é diferente do arroz selvagem negro. O arroz preto tem o grão mais curto e mais arredondado.

Dicas para preparar arroz preto

– Não refogar
– Usar uma medida de arroz para três de água
– Adicionar um fio de azeite e tempero a gosto
– Tempo de cozimento é de cerca de 20 minutos, em fogo médio e panela tampada. Pode ser preciso um pouco mais de tempo. O ponto ideal é al dente

Arroz arbóreo

arroz-árboreo-cópia

O arroz arbóreo é o tipo de arroz mais utilizado no preparo de risottos e é uma variedade italiana de arroz. Os grãos do arroz arbóreo são curtos e gordinhos, e possuem uma textura cremosa e firme.

Dicas para preparar arroz arbóreo

– Lave e refogue o arroz arbóreo
– O arroz arbóreo libera bastante amido durante o cozimento, e o sue ponto ideal é al dente
– Para cada medida de arroz usar uma de água
– Como o arroz arbóreo é muito usado em risottos, a dica é usar o método do risotto. Ou seja, ir acrescentando uma medida do caldo por vez para cozinhar o arroz
– O tempo de cozimento é cerca de 30 minutos

Gostou? E ainda tem muito mais, mas fica para outro post 😉

Veja também:

abacate
Projeto Verão Pra Vida Toda

Abacate engorda? Desconstruindo mitos…

Durante muito tempo o abacate foi um vilão e para muitos ainda é. Muita gente, que ainda conta calorias, considera o abacate proibidão. Como eu sempre digo, não podemos pensar somente nas calorias dos alimentos, é preciso pensar em tudo de bom que um alimento tem a nos oferecer.

Benefícios do abacate

É verdade que o abacate tem alto teor de gordura. Mas o abacate é gordura boa, além de ser muito mais do que isso, pois o abacate tem propriedades super benéficas para o organismo. E é justamente por esta característica, que ele é considerado a “manteiga da mãe natureza”, e a mãe natureza sabe das coisas. A gente é que teima em não ouvir os conselhos dela…

Vamos relembrar que a boa gordura alimentar não engorda mais e nem prejudica mais a sua saúde do que açúcar, farinhas brancas e os alimentos industrializados. Já foi mais do que comprovado cientificamente que o nosso corpo precisa de gordura alimentar para funcionar bem, mas é preciso pensar muito bem no tipo de gordura que ingerimos. A nossa tendência, devido à comodidade, é usar gorduras processadas, e é aí que mora o perigo, não no abacate, nas castanhas, nozes, etc.

A verdade é que a gordura do abacate, diferente das gorduras processadas e hidrogenadas, é uma gordura natural, é gordura monoinsaturada, e esta gordura em vez de causar danos ao organismo e engordar, ajuda a equilibrar o colesterol ruim e a fazer o organismo funcionar melhor, além de ser rico em vitamina E, sais minerais esseciais, potássio, ser antioxidante e ter propriedades anti-inflamatórias.

Mas não é porque o abacate é gordura boa e outras coisas boas que você vai comer até se esbaldar. Para tudo é preciso moderação. Aliás, a natureza é tão sábia que deu ao abacate um super poder de saciar, o que vai lhe ajudar a ser moderado no seu consumo 😉

O consumo do abacate também ajuda o corpo a absorver e processar melhor os nutrientes de outros alimentos, melhorando também o metabolismo. Por isso, tire já o abacate da lista dos proibidos, dos malvados e dos vilões.

O abacate na cozinha

O abacate é super versátil. Ele pode ser usado como um tipo de manteiga natural no pão integral, etc. Aliás, o abacate substitui super bem a maionese, basta amassar e fazer tipo um purê temperado como quiser.

O abacate pode ser usado também em saladas, cortado em fatias finas ou cubos na salada, ou para fazer molhos, cremes, enfim, abuse da textura macia do abacate! E o abacate fica muito bem se temperado com um pouco de suco de limão, azeite, pimenta do reino, sala marinho ou páprica. Dá para fazer tanta coisa com abacate, explore o seu paladar!

Beijos,
Carol

matcha
Dicas

Matchá: o que é, e quais as suas propriedades e benefícios

Depois da água, as infusões (que nós, equivocadamente, chamamos de chás. Sim, porque chá mesmo é só o que é feito a partir da camellia sinensis) são provavelmente as bebidas mais populares no mundo. Em terras tupiniquins, o “chá” está muito relacionado com o uso medicinal, e quando falamos de um consumo mais social do chá, pensamos logo no famoso chá das 5 com a rainha… Mas a verdade é que em muitas culturas, orientais sobretudo, o chá é uma bebida social bastante comum, tomada a qualquer hora do dia. Mas nem por isso os seus atributos terapêuticos são ignorados!

De tradição milenar oriental, o chá pode ser feito a partir de uma variedade incontável de ervas, frutos, folhas, flores e raízes de plantas, e tem diferentes formas de preparo ao redor do mundo. Pelo que se sabe, o uso social do chá surgiu no Japão, na dinastia Tang, no séc. I d.C. Foi também no Japão, precisamente nas cerimônias do chá, que o matchá se popularizou, o nosso “ingrediente da vez”.

Para descobrir um pouco mais sobre o matchá, um tipo de chá verde pulverizado que traz uma série de benefícios para o organismo, vamos entrar no maravilhoso mundo dos chás. Vem comigo!

O que é o matchá

O matchá é derivado da mesma planta que o chá verde. Por isso, para chegarmos ao matchá, vamos falar primeiro do chá verde, que acabou virando uma das bebidas mais ingeridas nas dietas por causa das suas propriedades termogênicas e antioxidantes.

O que você (talvez) não sabe sobre o chá verde…
O chá verde, assim como o oolong e o chá preto, é derivado da camellia sinensis. uma estirpe vegetal de origem chinesa e que cresce principalmente em regiões tropicais e temperadas da Ásia, principalmente China, Índia, Sri Lanka, Japão e alguns países da África e América.

De acordo com o nível de oxidação da camellia sinensis, os chás são categorizados em três principais tipos: verde, oolong ou chá preto. Cada um dos níveis de oxidação dá um sabor diferente ao vegetal, além de tornar proeminente diferentes componentes bioativos, trazendo distintos benefícios terapêuticos para o organismo.

No preparo do chá verde, a camellia sinensis sofre o mais baixo nível de oxidação, inclusive originalmente, o chá verde é feito a partir das folhas frescas, retiradas diretamente do arbusto.

O chá verde tem um sabor muito característico, amargo, adstringente, com uma leve doçura e acidez. Há uma série de estudos científicos que comprovam as fortes propriedades antioxidantes do extrato de chá verde, e estudos que apontam para o caráter preventivo do chá verde contra a incidência de câncer.

Propriedades e benefícios do matchá

Muito bem, e onde entra o matchá nesta história toda? O matchá é derivado da mesma planta do chá verde, então tudo isso que a gente falou vale para o matchá… Mas então, qual a diferença? Para o preparo do matchá, a camellia sinensis é cultivada pelo menos 90% do tempo na sombra, enquanto para o chá verde comum, ela cresce a maior parte do tempo sob a luz solar. Isso faz com que alguns componentes da planta tenham um nível de concentração muito maior no matchá, como é o caso do EGCG, ou epigallocatechin-3-gallate, o fitoquímico antioxidante que pode trazer uma série de benefícios para a saúde do cérebro e do coração, impedindo a ação dos radicais livres que aceleram o envelhecimento, além de ter efeitos preventivos contra o câncer, contribuir para equilibrar os níveis do colesterol e para a perda de peso.

Além disso, o modo de preparo também vai interferir nos resultados. Enquanto o chá verde é preparado a partir da infusão do extrato da planta na água, o matchá é preparado adicionando água às folhas secas pulverizadas.

Conclusão: o matchá possui pelo menos 100 vezes mais EGCG, com isso a ação dos antioxidantes e os demais benefícios são mais concentrados do que no chá verde comum.

Como preparar o matchá

Use 1.5 gramas de matcha para 70ml de água mineral. Ferva a água, deixe a água numa temperatura média de 75º e adicione o matchá. O matchá precisa ser vigorosamente misturado. Tradicionalmente, usa-se uma espécie de “escovinha”, como essa da foto.

matcha1

 

Beijos colaborativos,

Carol Morais e Luiza de Amorim

Fontes:

S.P.J. Namal Senanayake*, Green tea extract: Chemistry, antioxidant properties and food applications – A review – JOURNAL OF FUNCTIONAL FOODS 5 (2013) 1529 – 1541

Ping Xu,*a Le Ying,a Gaojie Hongb and Yuefei Wang*a, (2016)  The effects of the aqueous extract and residue of Matcha on the antioxidant status and lipid and glucose levels in mice fed a high-fat diet – Food Funct, 7, 294.

colaborativo-cópia
Projeto Verão Pra Vida Toda

O Fale com a nutricionista agora é colaborativo

É uma vontade antiga fazer do Fale com a Nutricionista, blog que cuido e acarinho já há tanto tempo, um espaço colaborativo, onde possamos reunir esforços e conhecimentos, e compartilhar com uma rede mais vasta de pessoas informações e dicas úteis, credíveis, saborosas e nutritivas para o dia a dia.

Aqui não tem espaço para modismos, para terrorismo nutricional, para neuroses. Aqui é lugar de olhar para a tela, puxar o ar e deixar sair lentamente o stress, culpa e a pressão de tudo que está relacionado com a comida, com o ato de comer e com a tal da boa forma, mentalizando que as coisas podem ser descomplicadas, maravilhosas, gostosas e ainda podem fazer bem.

Aqui é lugar de generosidade, “de gente simples, elegante e sincera com habilidades para dizer mais sim do que não”, e que de um jeito delicado nos faz refletir. E se dessa reflexão vier uma mudança, que seja porque na nossa vida faz sentido.

E sabe quando falo: “pega na minha mão e vem comigo”? Pois é, fico muito feliz de dizer que agora tem mais gente para entrar nessa ciranda, que espero que cresça ainda mais, com gente que faz a diferença e que tem coisas boas para dizer.

Então, minha gente, o Fale com a Nutricionista é igual cozinha de vó: quanto mais cheia, mais gostosa fica! Quer saber quem está mexendo panela e batendo papo com a gente? Dá uma olhada aqui.

 

mel
Dicas

Tudo que você queria saber sobre mel

Tenho dois alimentos preferidos… mel e café. E eles me fascinam pelo mesmo motivo: a variedade de tipos e sabores, pois é um infinito de possibilidades em um mesmo alimento.

Minha paixão pelo mel começou quando fui pesquisar sobre a qualidade dos méis produzidos na Região da Estrada de Ferro em Goiás, e a partir daí minha mente e meu coração se abriram para o mundo das abelhas e produtos da colmeia.

Cada colmeia aberta era uma surpresa, porque a variação era enorme de cores, sabores e textura – em uma mesma região. Tinha até mel cristalizado no favo em Luziânia!

O mel que consumimos no dia a dia, encontrado nas feiras e supermercados é produzido por abelhas da espécie Apis mellifera, elas são chamadas de “europeias africanizadas”. O sabor do mel que elas produzem depende principalmente do tipo de flor em que esta abelha esteve.

Considerando a diversidade da nossa flora, isso faz com que este o mel seja um produto fascinante quando comparado aos méis produzidos mundo afora. Ele é rico em sabores, nutrientes e cores, pois cada tipo de florada produz um mel de cor diferente. E é no cerrado brasiliense que isso se torna mais evidente, este bioma diversificado produz um mel com características únicas no mundo e que já foi reconhecido internacionalmente (o mel o brasiliense é considerado o melhor do País, leia aqui).

O mel recebe vários “nomes”, já reparou? Laranjeira, cipó uva, silvestre… Estes nomes se referem as plantas em que as abelhas foram coletar o néctar. Quando é possível identificar a florada e existe uma flor predominante, o mel recebe o nome desta planta, como por exemplo: assa-peixe, cipó uva, angico, aroeira, etc… Mas quando não é possível identificar de qual flor as abelhas coletaram o néctar, ele é chamado de silvestre.

São sabores incríveis, mas infelizmente o consumo do mel no Brasil ainda é muito baixo, são menos de 100g por pessoa/ano e um dos motivos é que ainda associamos o mel como medicamento e muito pouco como alimento. Ainda precisamos descobrir o quanto ele é um ingrediente versátil na cozinha e que pode facilmente substituir o açúcar branco.

Como saber se o mel é verdadeiro

Outro motivo que faz o consumo do mel ainda ser reduzido por aqui, é que na hora de comprar sempre vem a dúvida: “Como sei que este mel é verdadeiro ou falso?” Não dá para ter 100% certeza só olhando! Mas tenho algumas dicas que podem ajudar:

1. O mel comprado diretamente do produtor tem mais chance de ser puro. Você os encontrará facilmente nas feiras livres da sua cidade. Comprar direto do produtor garante a procedência e reforça o comércio local.

2. Se comprar em supermercados ou mercearias, verifique o rótulo, pois ele deve ter um Selo de Inspeção. Procure na embalagem alguma destas siglas: S.I.F., S.I.E, S.I.M, pois elas significam que esse produto foi fiscalizado por um órgão do governo.

3. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o mel de verdade pode cristalizar. A cristalização é um processo natural em que o mel se transforma numa pasta granulada, macia e uniforme. Isso ocorre porque entre os componentes do mel, temos água e açúcares (glicose e frutose), que dependendo da umidade, temperatura e concentração de açúcares, as partículas de glicose que são menos solúveis, começam a formar pequenos cristais. A cristalização acontece por inteiro no mel e ao ser aquecido em banho maria (40°C) ele volta a ser líquido. No caso do mel falsificado o que ocorre é o endurecimento, ele fica como uma pedra de açúcar desigual com manchas brancas, pois foi “fabricado” com xarope de açúcar. O mel açucarado forma apenas uma faixa de açúcar no fundo da embalagem e esse processo não pode ser revertido (os cristais não se dissolvem na boca).

Viu que não é difícil? Só não esqueça que mel também é comida, e como tudo nessa vida, tem que dosar: nem muito, nem pouco, consuma só o suficiente.

Até!
Karla Ananias

talharim-de-cenoura
Receitas

Massa de talharim de cenoura

Matar a vontade de comer massa, sem comer massa… Como faz? Seguindo a linha do espaguete de abobrinha, segue abaixo a receita de um talharim de cenoura, matando a vontade de uma massinha à noite, comendo vegetais e mantendo a forma, tudo ao mesmo tempo agora.

Ingredientes para 2 pessoas:

4 cenouras lavadas
1 colher de sopa de azeite extra virgem ou óleo de coco
4 dentes de alho
Molho de tomate >>> caseiro a receita está aqui.

O segredinho está em fatiar a cenoura em forma de talharim. Eu utilizei um descascador de legumes, que nem na abóbora assada lembra?!

Após fatiar, é só cortar as fatias em formato de talharim com largura de aproximadamente 1 centímetro, colocar para cozinhar no vapor (só até amolecer), e depois refogar o alho no azeite, e então dar um “susto” no talharim. Pronto! Monte lindamente no prato, jogue o molho de tomate por cima e seja ser feliz!

mel no lugar do adoçante
Dicas

Por que não usar adoçante – e o que usar no lugar do adoçante artificial

O uso de adoçante é muito comum quando as pessoas pensam em “cortar açúcar” da dieta. Resolvi desenvolver o tema por aqui, esclarecendo porque recomendo não usar adoçantes artificiais e aproveito para sugerir algumas alternativas para uma doçura mais segura.

Porque não usar adoçante

Grosso modo, sou contra usar adoçante primeiro porque é ruim mesmo, modifica os sabores das preparações. Acho de verdade, um desrespeito com os alimentos. Imagine uma manga, maravilhosa, orgânica, na safra, ou seja, que oferece o máximo de sabor e suculência. Imaginou? Vamos supor que você resolva não comê-la ao natural (o que, diga-se de passagem, acho um desperdício), mas fazer um suco. E aí, pah, adiciona um adoçante desses horrorosos. Pronto: acabou com a manga. Se é para comer que seja de forma inteligente, que seja gostoso, que dê prazer.

Os outros motivos pelos quais eu não curto adoçantes (e logo não compartilho, rs) é porque diversas pesquisas já concluíram que esses produtos alimentícios têm efeitos nocivos sobre a saúde.

Em primeiro lugar, a quantidade que você usa provavelmente é maior do que a que usava algum tempo atrás. Ou seja, você está ingerindo cada vez mais aditivos sem perceber e isso já faz um mal danado. Substâncias que a gente não metaboliza, leia-se toxinas, vão inundando nosso corpo. Bom de jeito nenhum, né? (Nota mental: coma comida!)

Esses adoçantes estão relacionados sim a alguns tipos de câncer, doenças degenerativas, problemas renais, alterações no funcionamento da tireoide, Alzheimer e Parkinson e por aí vai. Tá bom ou quer mais?

E antes que comece a “perguntação” que já rolou lá no insta, os que utilizo são apenas os que citei. Não curto sucralose, pois ela possui cloro em sua composição o que pode alterar o funcionamento da tireoide. Xarope de agave também não é legal, apesar de ser “natural”. O seu método de extração é agressivo e pode ser tóxico. No caso do agave vale a lógica dos óleos, quanto mais simples a extração, melhor. Tenta aí plantar um cacto e tirar mel dele… Han? rsrsrs

O que usar no lugar do adoçante? 

O que fazer, então? Em primeiro lugar, sempre é melhor utilizar um pouquinho do bom adoçante apenas quando precisar e ir se acostumando com o mínimo até encontrar prazer no sabor natural dos alimentos. Em segundo, usar um dos cinco nessas ocasiões. Um pouco sobre cada um:

Mel
Uma lindeza produzida a partir do néctar recolhido das flores e processado pelas enzimas digestivas das abelhas. O mel adoça e contém proteínas, sais minerais e vitaminas, além de propriedades medicinais como a ação antibacteriana. Mel é um alimento terapeutico e por isso deve ser usado com parcimônia e sempre que possível ir rodiziando os tipos de floradas.

Rapadura e açúcar mascavo
Ela é o produto final da cana-de-açúcar após os processos de moagem, fervura do caldo, moldagem e secagem. Também tem alto valor nutritivo, com vitaminas, minerais e proteínas. Já o açúcar mascavo é extraído da cana-de-açúcar depois do processo de cozimento e antes de refinar. Confio mais na rapadura ralada, do que na qualidade, muitas vezes questionável, dos açúcares disponíveis no mercado.

Melado de cana
O líquido escuro é extraído da cana-de-açúcar e contém sais minerais como ferro, cálcio, potássio e fósforo, entre outros. Além de alimento, no interior ele é usado para auxiliar na melhora dos quadros de anemia e prisão de ventre.

Açúcar de coco
Produzido a partir da seiva dos botões das flores de coco. Experimentei recentemente e gostei muito.

Beijinhos,
Carol!

individualidade-bioquimica
Dicas

Individualidade bioquímica ou por que você não deve seguir a dieta da sua amiga

Você viu a sua amiga, muita disciplinada e determinada, seguir uma dieta para emagrecer durante algumas semanas. A sua amiga foi a uma consulta com uma nutricionista, que elaborou a dieta para ela e a orientou, tudo direitinho. E não é que a danadinha da sua amiga emagreceu aqueles 8kg que ela precisava/queria?! Você pensa: eba, essa dieta dela funciona! Vou fazer também! Aí você passa o whatsapp para amiga e pede para ela enviar a dieta por email. Quem nunca?

Desculpa te dizer, mas seguir a dieta da sua amiga pode não ser uma boa ideia. Não é bem assim que as coisas funcionam… Existe uma coisa que se chama individualidade bioquímica. Cada um de nós tem necessidades nutricionais específicas, que variam de acordo com fatores genéticos, com o estilo de vida e com a história de cada um. Isso que dizer que a forma como cada um de nós digere, assimila e metaboliza os alimentos é diferente.

Veja 10 dicas para ter uma alimentação mais saudável

Essa individualidade bioquímica é uma rede complexa de interações que controla a maneira como o seu corpo vai usar as vitaminas, minerais, gorduras, carboidratos, aminoácidos, calorias, etc para todas as funções do seu organismo. Quando a sua individualidade bioquimímica é respeitada, o seu corpo recebe as quantidades específicas de nutrientes que ele requer para funcionar bem. Por isso, quando você segue uma dieta que não é sua, você pode não estar nutrindo o seu corpo com o que ele precisa para ter uma boa saúde, disposição e energia para fazer tudo que você precisa e quer fazer, de acordo com o funcionamento do seu corpo e com a sua vida.

É por essas e outras que devemos esquecer a tal contagem de calorias também. Uma pessoa pode ter a mesma ingestão calórica que outra, mas os metabolismos são diferentes. Além disso, há alimentos e alimentos, e calorias e calorias. As calorias de uma banana não são recebidas pelo nosso corpo da mesma forma que as calorias de um pão francês com margarina. Isso tem a ver também com a quantidade de fitoquímicos que cada alimento possui, porque são eles que regulam o funcionamento das células. Tá vendo só quantos elementos tem nessa equação? A sua natureza, a natureza do alimento e como tudo isso vai se cruzar num determinado momento da sua vida. É muito redutor focar nas calorias!

Entenda melhor por que não devemos contar calorias

Se você seguir a dieta da sua amiga, pode até ser que você emagreça. Ou pode até ser que você engorde. Claro que se a dieta for muito restritiva, possivelmente você vai emagrecer. Mas será que vale realmente a pena colocar a sua saúde bem estar em risco para se encaixar em padrões que não foram criados para o seu biotipo? Por que devemos respeitar padrões de “beleza e boa forma” que não nos respeitam?

A gente sabe que fazer dieta atrás de dieta, uma mais maluca que a outra, não é uma medida sustentável e nem deixa ninguém feliz a médio e longo prazo. Além disso, gera muito stress, ansiedade e frustração viver em conflito com a comida e fazendo dieta. O melhor é passar por uma reeducação alimentar e viver em paz com o que você come e com o seu corpo.

Vamos abolir do nosso imaginário e do nosso vocabulário essa história de contar calorias e fazer Projeto Verão! O nosso corpo está com a gente o ano todo. Então se é para ser assim, vamos viver um projeto verão o ano todo, para a vida toda. E o nosso corpo fica firme, forte e saudável com a gente para viver tudo que a gente quer e precisa.

Referências:

Abordagem ortomolecular da obesidade
The Important Role of Biochemical Individuality

teste sabor
Dicas

Desafie o seu paladar

Vamos abrir a mente, a boca e o coração para novos sabores? Todo mundo tem as suas restrições… tipo: “não gosto de cebola”, “detesto pepino”, “quiabo nem pensar”, ah café é bem docinho, etc. Muitos vezes ficamos acomodados nesses mesmos gostos e sabores a vida toda e nem tentamos experimentar para descobrirmos se gostamos ou não, ficamos no preconceito, às vezes criado ainda na infância. Mas sabia que você pode mudar de gosto e de opinião?!

Então vamos lá a um pequeno desafio?! A ideia é experimentar sempre algo novo, quando o seu impulso natural disser não, você respira fundo e diz: sim, vou provar! Seja uma comida que você nunca comeu, um jeito diferente de preparar o mesmo prato, um ingrediente novo, uma troca, etc. Quer ver algumas ideias:

  • Experimente alguma coisa que você sempre disse não gostar, mas na verdade nunca experimentou direito, como pimentão, abóbora, jiló, quiabo, brócolis, couve, cominho, gergelim, etc. Mas faça isso de coração aberto e paladar receptivo!
  •  Cozinhe de um jeito diferente! Não use os ingredientes que costuma usar e nem os temperos. Nada de coentro, salsinha, ou cebolinha na comida. Explore o poder das hortaliças.
  •  Não adoce o seu café, chá, suco (aliás, porque não comer a fruta em vez de fazer suco dela?), etc. Sinta o real sabor das bebidas.
  • Coma, de olhos vendados, uma comida não preparada por você (mas por alguém que você confie! rss), e vá descrevendo detalhadamente todos os sabores e texturas, tentando adivinhar os ingredientes do prato.
  • Pense fora da caixa e mude o seu cardápio… imagine o que você pode comer de diferente (e saudável) desde o café da manhã.
  • Durante esses dias, o desafio maior é evitar ao máximo alimentos processados. Então é colocar a cabeça para funcionar e pensar: hummm o que eu vou comer no lugar da bisnaquinha ou da bolacha recheada?

Divirta-se!

Beijos,
Carol

chips de jilo
Receitas

Chips de jiló

Tenho a sorte (eu acho) de comer de tudo e achar bom (azar?). E quando quero exemplificar sempre digo: AMO JILÓ. E amo mesmo. Tanto que sempre que vou almoçar na casa da minha avó, minha tia faz farofa de jiló “em minha homenagem” (e o chips de jiló é uma homenagem a minha avó).

Talvez seja porque eu tenha aprendido a comer na fazenda, onde morei quase o meu primeiro ano de vida inteiro e sido criada no interior, até os 8 ou 9 anos. Me lembro bem do meu avô dizendo pra gente comer bastante abóbora, pois era bom pra engrossar as pernas. Nesse caso acho que exagerei no consumo… Hehehe. Mas valeu o estímulo: hoje amo e como feliz, eu e minhas pernas grossas.

O fato é que comida que me faz FELIZ DE VERDADE é COMIDA SIMPLES. Um exemplo é famoso prato feito, o PF = arroz, feijão, salada, uma “mistura” (jeito simples, que adoro, do povo chamar o acompanhamento: uma verdura cozida ou refogada, normalmente.) e uma proteína (jeito chato da gente chamar a comida pelo nutriente e não pelo verdadeiro nome dela), que pode ser um OVO frito.

Mas é isso! De quiabo a jurubeba eu encaro tudo e acho “bom demais da conta” – como se diz aqui em Goiás – especialmente os amargos. E olhem que coisa. Como os antigos diziam, a ciência vem comprovando: eles estimulam o fígado a produzir enzimas, entre outras funções. 😉

Fato é que tá na época de jiló, ou pelo menos ele anda dando as caras entre os orgânicos. E eu comprei, claro. Apesar de “amar de paixão”, nunca havia tido a audácia de preparar em casa. Achava que era comidinha só da casa da minha avó. Então fiz do meu jeito e virou chips. Sou a rainha louca dos chips. Porque é simples. Corta fininho, fio de azeite às vezes sim, às vezes não, sal e forno. Claro que a primeira fornada eu queimei. É  que a praticidade do forno me deixa fazer outras coisas, me faz esquecer que algo está rolando lá também… A segunda ficou MARAVILHOSA.

Abaixo a receita mais besta do mundo, sem quantidades mesmo, porque foi no olho e né? O que mais importante aqui é a ideia.

Como fazer chips de jiló

Ingredientes

  • Jiló
  • Azeite
  • Sal

Modo de preparo

Fatie o jiló finamente, coloque em uma forma antiaderente, adicione um fio de azeite, o sal e leve ao forno até ficar sequinho.

Beijo no fígado,

Carol!

manteiga ou margarina
Dicas

Manteiga ou margarina: o que é melhor?

Nada parece ser tão polêmico há tanto tempo como as gorduras – e a dúvida manteiga ou margarina está no meio dessa polêmica. Hoje, já sabemos que existem duas categorias delas: as que ajudam nosso corpo a funcionar melhor e, por isso, são indispensáveis, e aquelas que realmente não fazem bem.

Há tempos, tornou-se hábito adotar a margarina no lugar da manteiga porque acreditava-se que fazia menos mal por ser de origem vegetal. O que era ótimo ontem, pode não ser amanhã e há estamos acostumados com isso. Veja os casos do ovo, do abacate e do próprio coco: antigamente condenados, hoje queridíssimos da nossa saúde!

Lendo uma revista que herdei da minha avó, de outubro de 1956, vejo uma foto com um texto que narra a visita de nutricionistas à fábrica de margarina e como elas ficaram impressionadas com o valor nutricional do produto. Provavelmente, se eu vivesse naquela época é possível que eu tivesse pensado o mesmo, diante das pesquisas.

Com o tempo, a manteiga foi sendo deixada de lado, cedendo seu espaço na mesa do café da manhã para a margarina que, por sua vez, ganhou o rótulo de alimento saudável, deixando para a primeira o estigma de vilã. Mas seria mesmo ela assim tão melhor?

Qual a diferença entre manteiga e margarina?

Em resumo, a manteiga é de origem animal e feita da nata de leite batida. Ponto final. E a margarina? Bem, a margarina… Ela vai precisar de mais de uma linha para a explicação de como é produzida.

De origem vegetal, a margarina é resultado de um processo chamado hidrogenação. Nele, as moléculas de hidrogênio são incorporadas às de gordura de maneira artificial, em altas temperaturas. É o calor que transforma a gordura insaturada em parcialmente saturada. Também durante a hidrogenação, as moléculas de gordura viram gordura trans e saturadas.

Manteiga ou margarina? Manteiga!

Em especial, por causa das calorias (você ainda conta calorias?!), e das gorduras saturadas, a coitada da manteiga ficou ali esquecida, no canto, pois supostamente engordaria e provocaria doenças cardíacas. Mas hoje ela começa a reconquistar seu espaço.  Sabe-se, por exemplo, que o consumo de gordura trans (da margarina) é nocivo, tanto que hoje é obrigatório (mas tem como burlar) ser identificado no rótulo. – e ele está na maioria das margarinas! (para se ter ideia, a tal gordura é quase igual ao plástico!).

Já sobre a manteiga, descobriu-se que além do sabor, ela contém muito mais que se imaginava. Passeando no blog da Pat Feldman podemos ver em alguns posts que a manteiga contém ácido burítico (bom para a saúde metabólica e intestinal), vitamina A (antioxidante e facilitadora da digestão das proteínas) e ainda ajuda a prevenir a artrite e osteoporose, além de doenças na tiroide e outras. Ufa!

Só é preciso prestar atenção, porque como a maioria dos produtos industrializados, estão colocando aditivos que não são nada legais. Por isso, é sempre bom olhar os ingredientes. Além da manteiga, eu utilizo no meu dia a dia as seguintes fontes de gordura (boas): azeite extra virgem, óleo de coco e ghee (manteiga clarificada), além das frutas como abacate e coco, assim como as oleaginosas.

Mas como tudo na vida, vale o equilíbrio na hora de consumir, principalmente para quem segue algum tipo de dieta restritiva. O importante, acima de tudo, é pensar na origem do que se come. O seu projeto é verão pra vida toda, não é? Portanto, COMA COMIDA.

Beijinhos,
Carol!

diferença entre comida natural e orgânica
Dicas

Qual a diferença entre comida natural e comida orgânica?

Muita gente pensa que não há diferença entre comida natural e comida orgânica, mas há sim, e muita! Quando falamos em comida orgânica estamos falando de alimentos que são manufaturados e que, desde o cultivo, seguem uma série de parâmetros que definem o que pode ser considerado um alimento orgânico. A produção de alimentos orgânicos não utiliza agrotóxicos, transgênicos, pesticidas e fertilizantes sintéticos. Além de serem mais saudáveis para o nosso organismo, também ajudam a preservar os recursos naturais, e saúde de quem trabalha na agricultura.

Mas é muito comum vermos por aí, em feiras e supermercados, oferta de produtos ditos orgânicos, mas que infelizmente muitas vezes não são… E podemos estar pagando mais e levando gato por lebre. Sim, porque os produtos orgânicos, infelizmente, ainda são mais caros e acabam sendo um nicho de mercado.

Para ser devidamente comercializado como orgânico,  os produtos devem ser certificados por uma certificadora credenciada pelo Ministério da Agricultura, que garante as normas e práticas de produção.

Já a comida natural, diz respeito a alimentos em seu estado mais natural possível, não alterados quimicamente ou sintetizados, de origem vegetal ou animal, Ou seja, a comida natural é a comida não processada. Mas a comida natural não é necessariamente orgânica, e vice versa.

Por que escolher comida natural e orgânica?

Sabemos que a comida processada perde parte de seus nutrientes, propriedades e benefícios. Quando comemos comida natural e orgânica, estamos aproveitando tudo que o alimento tem de melhor, sem qualquer tipo de aditivo químico.

Sabemos que o Brasil é um dos países do mundo mais permissivos no que diz respeito ao uso de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Muitos dos agrotóxicos já banidos há anos em países da União Européia e Estados Unidos ainda são usados no Brasil.Por isso, optar pela comida natural, infelizmente, no nosso caso não é uma garantia de estar se alimentando de forma mais saudável. Temos ainda uma important luta para travar.

Como lavar frutas e outros vegetais

É muito importante lavar bem os alimentos, mesmo os orgânicos. Lavar bem com água normal, já ajuda a remover cerca de 70% a 80% de resíduos agrotóxicos da superfície das frutas e vegetais. No entanto, parte dos agrotóxicos pode ser absorvido pelos alimentos, permanecendo neles mesmo se lavados.

Usar uma colher de bicarbonato por litro de água é uma boa solução para lavar vegetais. Deixar de molho por alguns minutos também ajuda. Há também quem indique uma mistura de vinagre branco e água (900ml de água + 100ml de vinagre branco ) para deixar as frutas e verduras de molho por 15 minutos.

Escolher sempre alimentos da estação também é uma forma de evitar o excesso de agrotóxicos. Prefira também sempre alimentos com certificação de origem, que de alguma forma demonstram alum comprometimento por parte dos produtores.

Referências:

Manual Anvisa
Portal Orgânico
Difference between organic and natural food

Veja também:

mousse-de-cacau
Receitas

Mousse de cacau: receita vegana

Essa receita de Mousse de Cacau é curinga para várias ocasiões, seja para servir de sobremesa, seja para matar aquela vontade de doce e chocolate que aparece de repente. Uma amiga para quem havia indicado a receita antes de postar aqui disse que achou a “massa” muito espessa e a diluiu com duas colheres de sopa de leite de coco. Fica a dica! Outro amigo leu o post e contou que faz receita semelhante, usando tâmaras no lugar do mel e nozes em vez do coco. Adorei! E vamo que vamo, tudo-junto-e-colado inventando e reinventando as nossas receitas saborosas e nutritivas para comer sem culpa de ser feliz 😉

Receita de Mousse de cacau

Ingredientes
1/2 abacate
2 colheres (sobremesa) de cacau em pó
2 colheres (sobremesa) de coco ralado (conferir se não tem conservantes e aditivos, hein?)
1 colher (sopa) de mel de abelhas

Modo de fazer
Liquidificar ou bater com o mixer e levar a geladeira.

Beijos,
Carol

dieta-sem-gluten
Dicas

Dieta sem glúten: para quem é?

Quando eu falo em dieta sem glúten, muitas pessoas questionam: “Mas se eu não tenho doença celíaca, intolerância, alergia, hipersensibilidade, whatever, ao glúten, por que cortá-lo do meu cardápio?”.

Como as minhas receitas são livres de glúten,  eu achei que era hora de escrever um post falando um pouco sobre este assunto controverso, até mesmo entre os profissionais da área. Mas vamos começar pelo começo…

O que é glúten?

O glúten é uma proteína que encontramos em cereais como o trigo,  centeio, cevada e aveia. Ou seja, está presente em muitas das coisas que comemos no dia a dia… no pão, na pizza, em bolachas, no macarrão, e por aí vai! Ele é o responsável por “dar a liga” nas massas.

O glúten presente nos diferentes cereais possui certos componentes alergênicos, como a gliadina encontrada no trigo, que estão relacionados à ocorrência de certos males, até mesmo para quem não tem doença celíaca. Para quem não sabe, a doença celíaca é uma intolerância ao glúten que causa um processo inflamatório intestinal crônico, podendo levar à atrofia do intestino delgado, prejudicando a absorção de diversos nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Quando falamos em glúten, falamos muito da gliadina, porque é o composto alergênico presente no trigo, um dos cereais que está na base da nossa alimentação. Mas outros cereais como o centeio e a cevada, possuem compostos quimicamente similares à gliadina que também são alergênicos, como a hordeína e a secalina.

Por isso, é tão importante sabermos exatamente o que vai nos produtos alimentícios industrializados que compramos! Para quem é celíaco ou alérgico, a falta de informação na embalagem pode ser muito grave! #poenorotulo.

Todos os cereais possuem glúten?

Não! O arroz (integral, de preferência) não possui glúten, e nem o milho, por exemplo. Além disso, há formas saudáveis e saborosas de substituir os alimentos com glúten. A farinha de coco pode ser usada no lugar da farinha de trigo, por exemplo. Você também pode introduzir mais batata, mandioca, oleaginosas, como as amêndoas, nozes, e castanhas, quinoa e mais sementes na sua dieta. E mesmo o milho, que é rico em proteínas (couscous! huuummmm).

O glúten engorda?

Outra confusão. Muitas pessoas associam a dieta livre de glúten ao emagrecimento, acreditando que o emagrecimento é causado simplesmente pela retirada do carboidrato, que possui glúten. Mas a questão não é bem esta. É claro que a gente sabe que carboidrato em excesso engorda, mas por outros motivos, que não estão relacionados ao glúten! A relação entre o consumo de glúten e a obesidade tem a ver com a questão inflamatória da proteína.

Mas se eu não tenho doença celíca, por que devo seguir uma dieta sem glúten?

Já foi observado em vários estudos, a relação entre doenças inflamatórias intestinais,  enxaqueca, bronquite, sinusite, asma, entre outras, e o consumo de glúten. Quando o consumo de glúten é reduzido observa-se, em muitos casos, que no geral há uma minimização significativa destes males.

O glúten, quando consumido em excesso, pode virar um espécie de cola no intestino, fazendo com que os nutrientes essenciais para o corpo não sejam bem absorvidos, e isto pode causar uma série de males, como obesidade, dores nas articulações, dores de cabeça, entre outras.

As pessoas que têm uma dieta muito marcada pela presença de produtos alimentícios industrializados, com massas em geral, podem sofrer a redução da produção de serotonina, um neurotransmissor que regula o humor, a disposição, o sono, o apetite, e pode até levar a uma depressão.

Mas isto não significa que o glúten é um veneno, e que todo mundo deve cortar o glúten para sempre da vida! Cada caso é um caso, cada organismo é diferente e tem predisposições genéticas diferentes. É preciso entender que cada um possui uma individualidade bioquímica… Tem gente que NÃO PODE MESMO COM O GLÚTEN. Mas para outros é uma questão de opção. Há quem simplesmente decida viver livre de glúten, há quem prefira comer moderamente, e há quem ignore completamente a existência do glúten… E leva a vida numa boa!

O mais importante é você saber o que pode lhe causar mal. Por exemplo, se você perceber que depois de uma noitada de massas, no dia seguinte bate aquela enxaqueca, talvez seja hora de rever a sua relação com o glúten, para tratar a causa e não os sintomas. Mas para isso, você precisará de orientação nutricional.

A necessidade de retirar completamente o glúten da dieta só existe para quem tem intolerância ou alergia. Mas vale a pena repensar a sua dieta se quiser levar uma vida mais saudável. Geralmente, os produtos alimentícios industrializados que contêm glúten são pobres em nutrientes e outros compostos de qualidade para o bom funcionamento do organismo.

Por isso, a resposta é sempre a moderação. Não precisa dizer adeus ao pão, à pizza, à macarronada, aos bolos, e etc. Mas sempre que possível, tente fazer trocas saudáveis na alimentação. Substitua algumas vezes na semana o pão por tapioca, o bolo da sobremesa por uma fruta, o macarrão comum, por macarrão integral sem glúten, o trigo por farinha de coco… Para tudo tem solução nesta vida, basta ter informação 😉

E se decidir, por vontade própria, seguir uma dieta sem glúten, não faça isto sem orientação profissional! Fale com um nutricionista, ele vai saber lhe orientar como fazer isto da maneira mais segura.

Beijos,
Carol

Referências: Dieta sem glúten: há riscos? A new approach to the isolation and characterization of wheat flour allergens.

Outros artigos:
World J Gastroenterol 2010 June 14; 16(22): 2780-2787
J Gastrointestin Liver Dis.2011 Sep; 20(3):241-5