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Carol Morais

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Dicas

Como se recuperar dos exageros do carnaval

Exagerou na comida e na bebida neste carnaval e está difícil? Nada melhor do que incorporar algumas dicas para ajudar o organismo a se recuperar e ganhar novamente a energia que você precisa para ao dia a dia. E estas dicas servem para o pós-carnaval e para as festas em geral… afinal, de vez em quando a gente exagera mais do que devia, né?!

– Invista no chá verde com cavalinha para estimular o metabolismo.
– Aposte nos sucos utilizando água de coco no lugar da água comum. Um exemplo: abacaxi + couve + hortelã + água de coco.
– Evite o açúcar e os produtos industrializados. Coma comida! Vegetais crus, folhas verde escuras, frutas frescas e castanhas.
– Tome muita água e água de coco para hidratar e limpar o organismo.
– Outro líquido precioso é o chá de hibisco: diurético e laxante, fica ótimo geladinho e com folhas de hortelã.
– Faça sauna, drenagem linfática e atividade física.

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Receitas

3 ideias de receitas para fazer com couve-flor

Ao contrário do que muita gente pensa, a couve-flor não é nada sem graça! Muito pelo contrário, é super versátil, tem uma textura interessante para ser usada de diferentes modos e em diferentes tipos de pratos e, gente, super pega sabor! Outro dia, falei aqui de uma massa de pizza feita com couve-flor, e depois vi um vídeo (do canal do muso Jamie Oliver) com ideia de três receitas bem bacanas usando couve-flor.

Ainda não testei as receitas e algumas coisas até faria de outro jeito, mas é legal para a gente se inspirar e ver que dá para fazer coisas bem diferentes com os mesmos ingredientes, tirando o máximo proveito dos nutrientes e sabor. Pois é, a couve-flor é uma alternativa super interessante para quem quer soluções sem glúten e para quem quer experimentar outros sabores.

steak de couve-flor

Steak de couve-flor

Ingrediente

  • ½ couve-flor
  • 2 colheres de sopa de azeite

Modo de preparo

Corte a couve-flor ao meio, e depois em fatias com cerca de 1,5 cm. Numa frigideira, coloque duas colheres de sopa de azeite e deixe aquecer no fogo alto.

Em seguida, coloque as fatias de couve-flor para grelhar. O fogo alto fará a couve-flor ficar caramelizada e deixará o sabor mais acentuado. Vire e deixe grelhar igualmente dos dois lados. Depois, leve ao forno numa temperatura média (170ºC) por 15 minutos.

Guarnição:

Para incrementar e dar mais sabor, prepare um acompanhamento especial. A sugestão do vídeo, é uma espécie de salada com cebola vermelha cortadinha e confitada, com alho,  salsa, alcaparras… Mas você pode usar a criatividade.

arroz de couve-flor

Arroz de couve-flor

Ingredientes

  • ½ couve-flor
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo

Separe o caule e as flores da couve. Para fazer o arroz, você vai usar apenas as “flores”. Corte-as em pedaços e depois passe no processador. Atenção para não processar demais, deixe ficar triturada no tamanho aproximado de grãos de arroz.

Adicione duas colheres de sopa de azeite e em seguida adicione a couve-flor triturada e refogue. Retire do fogo e deixe a panela tampada por cerca de 5 minutos.

Você pode fazer uma misturinha usando a criatividade. As sugestões do vídeo são: adicionar cominho, milho, romã, salsa, noz, amêndoas laminadas… Parece bom!

panqueca de couve-florPanqueca de couve-flor

  • 200g de couve flor triturada (como fez para o arroz)
  • 8 colheres de farinha de amêndoas ou farinha de aveia
  • 4 ovos
  • 4 colheres de sopa de leite de castanhas ou de coco
  • 1 pitada de sal

Modo de fazer

Bata tudo no liquidificador até ficar uma massa homogênea, depois vai para a frigideira, como uma panqueca comum.

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Dicas

Naturais online – Boas ideias surgem em casa

A ideia de abrir uma loja de produtos naturais nasceu numa tarde de 2007, e foi motivada pela vontade de ter uma alternativa diferente e mais saudável de alimentação. Sair de casa com a simples missão de comprar pão integral para o café da tarde em família e voltar com a missão frustrada, transformou um problema numa oportunidade. Afinal, assim como a nossa família, muitas outras também queriam ter mais opções para comprar alimentos naturais, integrais e orgânicos no dia a dia com  qualidade, variedade e preço justo.

Naturais Online surgiu como muitas boas ideias surgem: em casa e em família. A ideia tomou forma e durante 8 anos, meus sócios (que também são meus irmãos) e eu  trabalhamos em nossa loja física, mas neste meio tempo muitos de nossos clientes que eram de fora da cidade, Cascável, Paraná, pediam para que enviássemos produtos para eles onde eles moravam. Dessa outra necessidade, surgiu o nosso e-commerce em 2012, a Naturais Online. Esse modelo deu tão certo e trouxe tanta satisfação a todos que 2015 vendemos a loja física para atuarmos única e exclusivamente na loja online.

A nossa loja online tem uma grande variedade de produtos e alternativas para melhorar a sua alimentação no dia a dia, fazendo substituições saudáveis e saborosas com muitas qualidade de vida.

Os pedidos são diários, e enviamos para todos os estados do Brasil através de uma parceria com os correios. As marcas que trabalham em parceria conosco são de alta qualidade e idôneas. A nossa maior preocupação é atender bem os nossos clientes, e para isso disponibilizamos e-mail, código de rastreio, telefone fixo e whatsapp para que qualquer dúvida seja atendida o mais rapidamente possível.

Fica o convite para que todos conheçam nosso site de produtos naturais.

Um abraço carinhoso da Naturais Online

produtos naturais

*publieditorial

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Dicas, Projeto Verão Pra Vida Toda

Os aditivos e seus efeitos no organismo

Você está no supermercado, toda focada no #projetoveraopravidatoda e dá de cara com aqueles ingredientes indecifráveis nos rótulos. Mas, afinal, o que são aqueles nomes que aparecem nas embalagens e o que causam no seu organismo?

A alimentação convencional, infelizmente, foi se tornando artificializada. A comida que compramos diariamente nos supermercados, em geral, está repleta de corantes químicos, aromatizantes e outros ingredientes aos quais tem se atribuído a causa de grande número de enfermidades. Dificilmente, sabe-se identificar quais são estes aditivos e os seus efeitos no  nosso organismo. Para lhe ajudar nesta tarefa de tentar identificar o que vem na comida que você encontra no supermercado, apresentamos alguns dos aditivos alimentares mais comuns que aparecem nos rótulos das embalagens e os danos que frequentemente são a eles associados.

Só gostaria de ressaltar que o intuito não é, de modo algum, fazer terrorismo nutricional! O nosso objetivo é informar e ajudar as pessoas a saberem o que estão escolhendo comer. Levamos sempre em consideração a individualidade bioquímica de cada um, o estilo de vida, o histórico, etc… A gente sabe que há uma série de fatores que interferem no impacto de determinado alimento na saúde de alguém, a coisa não é assim preto no branco. Tem gente que pode passar a vida toda comendo doces e doces e nunca ter diabetes, por exemplo. Mas a questão não é “apenas” essa. A gente quer viver muita saúde, bem estar e alegria, não quer “só evitar doenças crônicas e agudas. A gente quer fazer o melhor por nós, pelo nosso corpo, pelas nossas famílias, e pelo planeta onde vivemos.

O que você vê nos rótulos das embalagens

Antioxidantes
– Ácido fosfórico (H.III): aumento da ocorrência de cálculos renais.
– Ácido nordihidroguairético (AIV): interferência nas enzimas do metabolismo das gorduras.
– Butil-hidroxianisol BHA (AV); Butil-Hidroxitolueno BHT (AVI): ação tóxica sobre o fígado, interfere na reprodução de cobaias de laboratório.
– Fosfolipídios (AVIII): acréscimo do colesterol sangüíneo.
– Gelato de propila ou de octila (AIX): reações alérgicas, interfere na reprodução de animais de laboratório.
– Etilenodiaminote tetracetato de cálcio e dissódico EDTA (AXII): descalcificação e redução da absorção de ferro.

Antiumectantes
– Ferrociante de sódio, cálcio ou potássio (AU.VI): intoxicação dos rins.

Corantes
– Todos (CI) (CII): reações alérgicas, alguns possuem ações tóxicas sobre o feto ou são teratogênicos, ou seja, podem fazer nascer crianças-monstros; anemia hemolítica; o caramelo, quando preparado de modo inadequado, pode conter substâncias capazes de causar convulsões.

Conservadores
– Ácido Benzóico (PI): alergias, distúrbios gastrintestinais.
– Esteres do ácido hidroxibenzóico (P 111): dermatite; redução de atividade motora.
– Dióxido de enxofre e derivados (PV): redução do nível de vitaminas B1 nos alimentos; aumenta a frequência de mutações genéticas em animais de laboratório.
– Antibióticos (oxitetraciclina, clorestetraciclina e outros) (PVI): desenvolvimento de raças de bactérias resistentes aos antibióticos; reação de hiper- sensibilidade.

Edulcorantes
– Sacarina (DI): causa câncer na bexiga de animais de laboratório.

Espessantes
– Em geral: irritação da mucosa intestinal; ação laxante.

Estabilizantes
– Polifosfatos (ET XV ET XI XVIII): elevação da ocorrência de cálculos renais; distúrbios gastrintestinais.

Acidulantes
– Ácido acético em geral: cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos.

Aromatizantes
– Em geral: alergia; retardam o crescimento e produzem câncer em animais de laboratório.

Umectantes
– Dioctil sulfossuccinato de sódio (U 111): distúrbios gastrintestinais circulação pulmonar.

Principais alimentos que contêm aditivos relacionados a reações adversas

Corantes
Refrescos, refrigerantes, iogurtes, leites aromatizados e fermentados, gelatinas, pós para pudim e similares, sorvetes, chocolates, bolachas recheadas, balas, chicletes e pó para sucos.

Sulfitos (PV)
Refrescos (prontos e em pó), refrigerantes, xaropes para refrigerantes e refrescos e embutidos.

Glutamato Monossódico
Temperos prontos, caldo de carne e galinha, patês, salgadinhos, bolachas aromatizadas, alimentos prontos resfriados.

Antioxidantes (Butil hidroxianisol – AV, Butil hidroxitolueno – AVI)
Manteigas, creme vegetal e margarinas, coco ralado, leite de coco, óleos e gorduras, produtos de cacau, produtos desidratados de batata.

*FONTE: Relatório Orion – PUBLICADO POR: Transformação – Janeiro de 1992 – Uma publicação mensal da Visão Mundial e da Missão Editora.
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Receitas

Sopa de lentilha coral

Testei uma receita daquele livro que eu amo “Comer é um sentimento” e foi adaptada e aprovada. Na verdade peguei só a idéia da sopa, porque muitos dos ingredientes eu não tinha em casa ou não seguiam os meus princípios alimentares.

Aproveitei para incluir a sopa na semana de Spa em Casa na casa de uma cliente, e também no treinamento de 1 dia, que realizei na casa outra cliente no Rio (se você quiser aprender a cozinhar comidinhas saudáveis, ou que eu treine sua funcionária é só marcar uma aula de culinária comigo pelo email: falecomanutricionista@gmail.com).

Agora a receitinha delícia da sopa:

Ingredientes:

1 xícara e meia de lentilha coral (você vai encontrar em empórios árabes)
200ml leite de coco
1 cebola
4 dentes de alho
1 moeda de gengibre ralado
Suco de 1 limão siciliano
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de chá de curry
Sal a gosto

Modo de fazer:

Refoga a cebola, o alho e o gengibre. Adiciona o leite de coco, a lentilha e o curry. Quando já estiver cozida corrige o sal. Pode servir liquidificada como um creme, que é chique (hehehe) e por fim o suco de limao. Ah dei uma refogadinha em uma couve que estava de bobeira na geladeira e servi com ela por cima. Vem ser feliz e saudável vem… hehehe

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Dicas

Fale com a Nutricionista e com um monte de gente bacana

Por mais ou menos 5 anos venho mantendo e alimentando o Fale com a Nutricionista.  O blog nasceu despretensioso para “armazenar” as receitas e dicas que eu não queria ficar imprimindo para os pacientes do consultório sempre, papel, impressão, essas coisas…
Meu trabalho/carreira foi tomando outros rumos e o site foi acompanhando… Hoje temos em média 200 mil acessos por mês de gente bacana e interessada em uma vida mais gostosa! 🙏😍

Junto com os leitores, as empresas também acabaram por conhecer o blog e começaram a nos procurar para anunciar. Estive resistente por um tempo por não ter a disponibilidade para acompanhar e selecionar de perto esses anunciantes. Mas dentre os projetos para 2016 decidi fazer do blog também um espaço para outras pessoas e empresas bacanas que sigam princípios parecidos com os meus possam crescer, trocar idéias junto com a gente e apresentar os seus produtos e serviços.

Nós falamos de nutrição, de comida de verdade, de reeducação alimentar, de estilo de vida saudável, de ser leve de corpo e alma, de receitas caseirinhas dos recantos do Brasil a culinária do mundo, de viajar além com o nosso paladar. Se você acha que a sua marca tem a ver com a gente, vamos conversar para eu te conhecer melhor!

A NaturaisOnline é o nosso primeiro anunciante, e está em todas as páginas do blog, ali no cantinho superior direito. A nossa experiência está sendo super positiva. É bom saber que ajudamos os nossos leitores a encontrar o que precisam para ter uma vida mais equilibrada, além de marcas em que podem confiar.

Quer anunciar no Fale com a nutricionista? Entra em contato através do email falecomanutricionista@gmail.com ou mensagem inbox na minha página no Facebook, e nós enviamos o nosso media kit e depois marcamos um café!

Beijos,
Carol

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Dicas

Por que você não deve contar calorias

Contar calorias é um equívoco que até hoje muitas pessoas cometem quando querem emagrecer. Basta pensar que uma porção de uvas tem a mesma quantidade de calorias que duas bolachas recheadas, que já dá para perceber que tem alguma coisa muita errada nessa equação.

Primeiramente, porque a quantidade de calorias que ingerimos não corresponde necessariamente a quantidade de calorias que vamos gastar. Depois, diferentes tipos de alimentos são metabolizados, absorvidos, e convertidos em gordura ou energia de formas diferentes, nutrem o corpo de formas diferentes, e aumentam ou diminuem os riscos de alguma doença também de modo diferente. Ao focarmos nas calorias, estamos ignorando toda essa complexidade.

Quando a contagem de calorias dos alimentos é o nosso parâmetro para escolher o que vamos comer, estamos ignorando uma série de aspectos bioquímicos muito mais importantes do que apenas a quantidade de calorias, e o pior: estamos comprando a ideia errada de que todas as calorias são iguais e que vão atuar de modo igual no organismo.

Além disso, não podemos nunca desconsiderar a nossa individualidade bioquímica. 2000 mil calorias não são nunca a mesma coisa na vida de duas pessoas diferentes, por mais parecidas que sejam as suas rotinas, peso e altura. Por isso, a dieta da sua amiga é da sua amiga.

Em vez de nos preocuparmos tanto com a quantidade das calorias que ingerimos, vamos focar com na qualidade do que comemos.

5 coisas que você pode fazer em vez de contar calorias

1. Escutar o seu corpo

Tá confuso?! Tente se reconectar com o seu corpo, ele fala, mas às vezes nós não conseguimos compreender bem a mensagem. Confundimos ansiedade com fome, sede com fome, tédio com fome, vontade de comer com fome…

2. Focar na comida

Quando for comer, preste atenção no que está comendo. Sente-se, respire, coma devagar, mastigue bem, saboreie, desfrute, sinta o cheiro, textura, olhe para a comida, observe as sensações do seu corpo durante e depois de comer.

3. Escolher comida de verdade

Em vez de escolher o que vai comer baseando-se na quantidade de calorias, pense nos nutrientes que a comida vai lhe oferecer. E não tenha dúvidas, a comida de verdade sai sempre na frente nesse quesito.

Veja dicas para reduzir o consumo de comida processada.

4. Beber água

Não há bebida nenhuma que faça pelo nosso corpo o que a água faz. Beber água e manter-se sempre hidratado é fundamental para ajudar o corpo a metabolizar adequadamente os alimentos, a eliminar toxinas, a manter o organismo funcionando bem, e ajuda a não confundir sede com fome.

5. Permitir-se sem culpa

Deu aquela vontade de comer não sei o quê? Coma sem culpa. Permita-se. Coma com consciência, coma com moderação, você pode escolher o que quer comer, como e quando. A partir do momento em que sabemos o que nos faz bem e o que não faz tão bem assim, podemos tomar decisões inteligentes e generosas, respeitando o nosso corpo e a nossa vontade.

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Dicas

5 dicas para reduzir o consumo de comida processada

Ao longo dos anos, vários fatores levaram as sociedades ocidentais industrializadas a se tornarem sedentárias. Claramente, isso repercutiu na nossa alimentação que hoje é, em boa parte, processada. Em menos de um século, os nossos hábitos mudaram, a nossa silhueta mudou, e a nossa saúde e equilíbrio alimentar também.

A alimentação industrial se desenvolveu graças ao marketing. A “comida” embalada” carrega status de praticidade, comodidade, e durante algum tempo esteve associada à capacidade financeira. Quem comprava não precisava fazer o trabalho braçal de plantar e colher a sua própria comida…

A alimentação e o estilo de vida das sociedades atuais está no cerne de um paradoxo: a nossa expectativa de vida aumentou, mas por outro lado há uma série de “novas” doenças” e muitas delas relacionadas com a alimentação. E há ainda uma indústria farmacêutica ávida por nos medicar… Mas olhando para o passado podemos mudar algumas coisas no futuro da nossa alimentação. E acreditem, não é assim tão complicado!

Dicas para evitar alimentos processados

1. Menos embalagens

Embalagem é casca! Esse é o lema. Quanto mais in natura e fresco for o alimento mais longe você estará da comida processada, por isso prefira sempre alimentos em sua forma bruta. Evite também embutidos industrializados, patês, e etc.

2. Não caia nas armadilhas do marketing

Oferta promocional, leve 3 pague 2, abre fácil, etc… Todas essas estratégias de venda nos fazem comprar e consumir mais comida processada. Tirar a casca de uma banana não demora assim tanto tempo mais do que abrir um iogurte, certo?!

3. O alimento “estrela”

Sabe aquele iogurte que vai fazer o seu intestino funcionar e que é uma estrela do horário nobre? É um alimento processado… Podemos encontrar fibras e tudo o mais que o seu intestino precisa para funcionar bem na comida de verdade. Busque alternativas aos alimentos processados.

4. Fuja dos “ingredientes” desconhecidos

Existe uma lista de aditivos autorizados que são desconhecidos para nós, apesar de autorizados. Os ingredientes precisam ter nomes que nos possamos reconhecer, como farinha, leite, ovos, etc… E não uma conjugação de letras, sequências de consoantes e números. Quanto menos ingredientes tiver um alimento, melhor.

5.  Troque o supermercado pela feira

Claro que há muitas coisas que precisamos comprar no supermercado. Mas comida de verdade, encontramos com mais facilidade na feira. Além de tudo, ainda incentivamos os agricultores e temos mais chances de comprar comida fresca.

Em resumo: vamos voltar a comer comida de verdade, com menos plástico e menos aditivos. Comida natural, orgânica e fresca.

Beijos,

Carol

*Esse artigo é uma livre tradução do original: 5 règles pour éviter les aliments transformés

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Projeto Verão Pra Vida Toda

E se eu meter o pé na jaca?

Muitas vezes, no caminho de adotar uma nova alimentação mais saudável,  surge um evento, uma festinha, uma saída, uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha um evento…

O primeiro ponto é: a saúde não deveria nos acompanhar o tempo todo? Saúde não seria uma questão de atitude e de estilo de vida, e não de ocasião?

Você está se alimentando bem no dia a dia, conseguiu se organizar e sua turma te chama para tomar um chopp. A angústia se aproxima, e você pensa,  “e agora vou e saio da dieta? Ou fico em casa infeliz pensando que está todo mundo lá se divertindo? Se eu for, vou comer o quê?” Só te digo uma coisa, vá! Conviver faz parte de uma vida mais saudável! Mas faça escolhas, você pode tudo, até sair para um bar e se alimentar bem.

E aí, qual a dica? Coisa meio chata aquela dica (apesar de que até funciona) de comer antes de sair de casa. Sempre fiquei com a sensação de que fica um programa meio pela metade, você já chega no “evento” “comido”. E mais, sempre acho que comer faz parte da experiência. Ou seja, ir a um lugar é se deixar levar por todos os sentidos, sons, cheiros e, sim, paladar. O cardápio está aí é para isso, para você poder escolher o que vai comer e beber! Por isso tudo aí, eu sempre observo nos cardápios dos bares e restaurantes quais opções são mais saudáveis para dar uma equilibrada na situação. Conhecendo os bares e restaurantes que têm mais opções mais diversificadas e também saudáveis, você pode sugerir aos seus amigos que não estão na mesma onda que você, e assim todo mundo fica feliz.

O que é preciso fazer, é passar os olhos pelo cardápio, e saber escolher. Evitar fritura, evitar açúcar, evitar carboidrato em excesso, etc. Ou seja, tudo aquilo que você faz no seu dia a dia, você pode tentar fazer no bar. Mas se não der tudo bem, de vez em quando e de quando em vez, não mata ninguém. O importante é ser honesta com você mesma. Se fez determinada escolha, encare, não se culpe e nem se arrependa dez minutos depois. Curta o momento em paz. Passar vontade e ficar infeliz e frustrada pode fazer mais mal do que meter o pé na jaca de vez em quando! Vamos nos permitir, com consciência e moderação (essa palavrinha vai estar com você no bar, na garrafa da cerveja).

Você sempre pode pedir também alguma mudança no prato, por exemplo, se a salada e o omelete levam queijo, você pode pedir para tirar… Pergunte se há arroz integral para substituir o arroz branco (hoje em dia já é mais comum haver), enfim, como você é uma pessoa informada e sabe o que lhe faz bem e faz bem à sua saúde, você saberá o que escolher.

O que fica realmente de dica é: não é porque você mudou os seus hábitos alimentares que vai deixar de ter uma vida social, a comida também é social! Mas você pode fazer as suas próprias escolhas de modo consciente e sem sofrer. Não é preciso entrar numa dieta “intox” só porque vai sair no fim de semana com os amigos! Escorregar é normal, não precisa se culpar ou se martirizar. Mas não passe a vida patinando e nem calçado com pantufas de jaca. É claro que você pode sair com os seus amigos que amam um espetinho e batatas fritas, e que adoram uma cerveja. Você só não precisa comer e beber o mesmo que eles e, principalmente, a mesma quantidade que eles.

O mood aqui é sempre #projetoveraopravidatoda!

Beijos,

Carol

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Projeto Verão Pra Vida Toda

Eu não quero a barriga dela

Outro dia, embarcando para São Paulo, passei pela banca de revistas do aeroporto para ver as novidades. O anúncio do verão está estampado em muitas das capas e, infelizmente, não há muita novidade… são as dietas da moda para secar não sei quantos quilos, dieta relâmpago, dicas de treinos para ter a barriga chapada, dicas para emagrecer e definir o corpo, receita para ter a barriga da atriz da novela, etc. Mais do mesmo.

Estamos naquela época do ano “especial”, e não, não é por causa das confraternizações de natal. Na verdade, ainda não encontrei um adjetivo adequado, mas é algo que passa pelo bizarro, visita o irracional e chega a ser quase cômico, se, desculpe o jargão, não fosse trágico.

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De uma hora para outra é ligado o “botão verão”, e com ele toda a loucura por um “corpo de praia” (que pra mim significa apenas ter um corpo e ir a praia…). Até quando a gente vai ficar nessa mesmice que não leva a lugar nenhum a não ser a muita frustração? Afinal não existe milagre capaz de principalmente fazer você ser quem não é, e ainda bem, nnão é?! Porque enquanto a gente perde tempo querendo ser uma outra pessoa, ter a beleza da outra, ter a barriga do outra, etc., estamos perdendo a oportunidade incrível de manifestar a nossa singularidade, que é onde habitam os nossos talentos e a nossa luz!

Quando me deparei com essa capa de revista: “quer a barriga dela?”, quase falei bem alto e forte, NÃO, óbvio que não! Não tenho certeza, mas pode até ser que eu tenha feito isso, seguido de uma gargalhada… Porque gente, vamos combinar, o que seria ter a “barriga dela”? Um transplante de barriga? Não, obrigada, estou bem feliz com a minha barriga, afinal cada corpo conta a sua história.

Não que eu não queira que a minha barriga fique melhor, mas o melhor que ela pode ser dentro das minhas possibilidades e da minha história… E dificilmente a “receita” (aposto que deve ter algo terminado em fit) da revista que me “vende” a barriga daquela garota vai servir pra mim, afinal, eu sou eu, ela é ela. Então por favor, parem, mas apenas parem, com essa palhaçada.

O verão pode e deve sim ser mais leve, mais gostoso, mais prazeroso. É preciso estar à vontade com quem somos para curtir o verão. Não é uma barriga chapada que vai fazer isso pela gente. E no fundo, nós sabemos disso! O tal projeto verão, que é quase sempre um combo de restrição alimentar feat. tortura física, deveria ser pensado a longo prazo, na verdade um #ProjetoVerãoPraVidaToda, pautado em se conhecer e viver melhor com mais saúde e alegria, independente do percentual de gordura!

Vamos respeitar a nossa história, o nosso corpo, a nossa individualidade, e alinhar as expectativas com as possibilidades ao invés de ficar olhando para fora  e desejando o que não está em nós e nem pode estar. Vamos olhar para dentro e encontrar as nossas potencialidades. A vamos ter a alimentação como nossa aliada para ter saúde e prazer, e não como vilã ou fonte de culpa, neurose e frustrações.

Beijos,

Carol

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Projeto Verão Pra Vida Toda

Perder peso e ganhar leveza

O que é, afinal, perder peso? Por que relacionamos sempre perder peso com emagrecimento? E se começássemos a associar perder peso com leveza, de corpo e alma. Nós sabemos bem quão importante é a relação entre emoção e alimentação. Quando nós sentimos “fome” não sabemos de quê, é porque o nosso vazio não é bem no estômago… Essa inquietação ou angústia que muitas vezes sentimos e que “aliviamos” com a comida, não é fome.

No nosso estado animal mais puro, conectados corpo e mente com a nossa natureza, deveríamos saber exatamente quando temos fome e deveríamos responder às necessidade do nosso corpo, dando-lhe os nutrientes que ele pede. No entanto, qualquer coisa aconteceu no meio do caminho que desaprendemos a compreender o nosso corpo. Ele fala, nós escutamos, mas frequentemente não nos entendemos. Já não sabemos mais se o que sentimos é mesmo fome ou vazio. Comemos e logo voltamos a nos sentir ocos, mesmo ainda sentindo o estômago pesado. O stress e a ansiedade tanto podem nos fazer comer compulsivamente, como podem nos fazer deixar de comer. São muitas as coisas que podem interferir na nossa fome, e não falo apenas da fome física, como também da fome de viver, de realizar.

Comemos (ou deixamos de comer), muitas vezes para encontrar algum tipo de satisfação que não conseguimos encontrar dentro de nós. Neste entremeio, a comida acaba se tornando um ponto de conflito. Ela se torna mocinha e vilã das nossas vidas. No livro “Você tem fome de quê?”, do Deepak Chopra, ele fala que há duas formas de perder peso: encarando um regime ou buscando um reequilíbrio com os sinais do corpo. Eu, assim como o Chopra, aposto no reequilíbrio. E o primeiro sinal que precisamos reaprender a decodificar em busca do reequilíbrio, é a fome. Quando temos corpo e mente reconectados, como diz Chopra, a fome é uma aliada e não uma inimiga.

Precisamos essencialmente buscar a satisfação com o que somos, com o lugar onde estamos na vida, e com a mensagem que passamos para o mundo. Sim, perder peso pode estar muito mais relacionado com satisfação do que com emagrecimento, porque comer ou não comer não resolve todas as nossas fomes. Precisamos nutrir a nossa existência. Como diz Chopra, precisamos nutrir:

  • O corpo com alimentos saudáveis
  • O coração com alegria, compaixão e amor
  • A mente com conhecimento
  • O espírito com serenidade e consciência pessoal

E sim, para perder peso é preciso preencher os nossos vazios. De que adianta perder 10 ou 15 quilos e continuar com o peso de um piano desafinado nas costas? Para perder peso, precisamos estar preenchidos! E não é através da comida ou de dietas que conseguimos isso.

Vamos perder peso nutrindo as nossas vidas?

Com amor,

Carol

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Dicas, Receitas

Comer devagar é desfrutar

Nessa vida corrida, a alimentação, nossa principal fonte de saúde (ou  de doença), acabou ficando em segundo plano e nem curtimos mais o momento da refeição. Pois vamos parar com isso agora e colocar ordem na mesa!

Existe uma grande diferença quando se vive por completo o momento da refeição, seja ele um lanchinho ou o almoço e o jantar, especialmente de satisfação fisiológica, e principalmente psicológica. A proposta é, des-FRUTAr, se inspirar!!!

Então, tenho algumas dicas bem bacanas para você se inspirar e trazer mais calma e sabor para o momento das refeições e dos lanchinhos. Vem comigo?!

Comece comendo com os olhos, quem não gosta de um prato bem montado, bonito e agradável de se ver? O nosso corpo recebe todas as mensagens, belas ou não.

Temos um sistema visual super eficiente que se comunica com cada célula do nosso corpo, ou seja: ofereça coisas belas… Existe uma grande diferença sensorial entre comer uma maçã e castanhas e um carpaccio de maçã com canela e castanhas trituradas! A maçã cortada em fatias bem finas polvilhada com canela e as castanhas trituradas, enche o prato e os olhos e “pede” que você se sente à mesa e coma com garfo e faca… Esse lanchinho acaba se tornando um ritual importante que exige que você pare e viva esse momento da alimentação. Mas nem sempre é preciso garfo e faca, claro! Tem coisa melhor do que morder a fruta acabada de tirar do pé? Isso sim é que é relaxante e um luxo. Mas não dá todo dia, né?!

Ahhh! Outra história… A mesma maçã, as mesmas castanhas, outra sensação… Experimenta!!! Bem diferente de comer uma maçã em pé na cozinha e mastigar as castanhas em 5 segundos (quem nunca? ehehe).

Outra coisa que poderíamos voltar a fazer é respirar, né?! Porque parece que tivemos um surto de memória e esquecemos que oxigênio é, tipo assim, VITAL, para toooodas as células do nosso corpo. Então, como a célula vai aproveitar os nutrientes se não mandarmos oxigênio pra elas? Hein, ser AERÓBIO?

Recomendo pelo menos 5 respirações profundas antes das refeições! Sente-se, respire, conte para o seu corpo que vem coisa boa por aí, e aí então viva esse momento delicioso e auspicioso que é a refeição!

Beijos,
Carol

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Dicas, Projeto Verão Pra Vida Toda

Dicas do Fred para marmitar

Nós já falamos aqui no blog sobre como marmitar é uma maneira legal de se alimentar bem, com sabor e economia no dia a dia. Não há nada como poder escolher o que queremos comer todo dia, preparar a nossa própria comida e termos certeza daquilo que estamos comendo.

Mas sim, é verdade que às vezes pode rolar aquela preguicinha de preparar a marmita todo dia… Para ajudar a gente a se inspirar com a marmita nossa de cada dia, convidei o Fred Leão do blog Cozinha do Fred, super marmiteiro, para dar uma dicas. Olha só que bacana o que ele diz sobre o preparo da marmita :)

Dicas para marmitar

por Fred Leão

Acho ótimo o lance de marmitas no trabalho por motivos de: economia e andar na linha na alimentação. Não que eu seja um exímio marmiteiro. Às vezes fico com um tanto de preguiça de preparar tudo, admito. Com o tempo e um tantão de dietas que já fiz – claro, nenhum destas da modinhas, porque, né, não sou tão trouxa, fui aprendendo sozinho como fazer o esquema da melhor maneira.

É importante pensar no que você precisa pra comer certinho. Basiquinho: ter carboidrato, proteína e salada. Com essa equação fica facinho. Baseado nas minhas marmitas, que são mais simplinhas, tenho umas dicas. Siliga.

Costumo cozinhar umas duas xícaras de arroz integral, pra ser um dos carboidratos da semana. A Carol me deu a dica mais daóra de cozimento uma vez. Não rola jamais refogar o integral como se faz com o arroz agulinha. Tem que refogar só o alho picado num tiquinho de azeite, juntar a água quente, o sal e, depois disso, colocar o arroz nessa água temperada e borbulhante. Pronto, você já tem carboidrato para umas quatro refeições e dura, de boa, uma semana na geladeira.

Como sou dos que sempre comem carne, esse é um item importante na minha marmita. Tento variar. Uma dica facinha é pegar umas três sobrecoxas de frango – meu corte preferido – temperar com três dentes de alho ralados, sal e páprica (pode ser a picante ou a defumada, maravilhosa). Daí, já aproveite o forno e asse umas três batatas. Corte ao meio e cada metade em três, no sentido do comprimento. Não descasque e tempere com sal, alho e alecrim. é só deixar até ficarem douradas.

Outra praticidade é a carne moída, beeem refogada com cebola e pimenta dedo de moça. É facinho de guardar e arrasa na marmita.Você pode ter um peixe à mão da geladeira para um dos dias da semana. A dica é um filé de tilápia, por exemplo. Só temperar com, alho, sal e raspas de limão e passar na frigideira antiaderente, um um pouquinho de azeite.

Outro lance bom é ter grãos cozidos e prontos para serem refogados e compor a marmita com eles. Feijão, grão de bico ou lentilha. Eles ficam prontinhos, na geladeira e é só refogar com alho e sal no azeite. Ah, no caso da lentilha, recomendo que se refogue só com muita cebola picadinha, que deve ficar no fogo até ficar beeem caramelizada, marronzinha mesmo.

Para não ficar só no arroz e batatas, uma saída é macarrão. Para ficar mais confortável de se comer na marmita, prefiro pene ou fusili. Se você deixar um molho de tomates prontinho e refogado na geladeira, ótimo. Fica mais fácil de montar depois.

Calma, não esqueci da salada. Como não gosto de comê-la misturada à comida quente, faço em uma vasilhinha separada. É importante variar. Minhas sugestões: alface, repolho, rúcula, tomate, cenoura e beterraba cruas e raladas vão arrasar. Ah, é bom ter um vidrinho pequeno (tipo aqueles que vem com alcaparras) para fazer o molho da salada.

Também dá para variar nos molhinhos. O batido limão, azeite e sal (três partes de azeite e uma de limão). Ou limão, azeite, mostarda e mel. Ou ainda shoyu, uma gema de ovo, limão e são. Tudo dá muito certo. Outra coisa ótima pra deixar a salada mais delicinha é usar folhas de tempero, como salsa, hortelã e coentro, como parte da salada. Elas ajudam na digestão, inclusive. Não tenha dó. Garre a mão nelas.

plage | jean Julien
Projeto Verão Pra Vida Toda

Não há magia, milagre ou simpatia

Querida amiga,

Uma colher de chia todo dia não vai resolver o problema. Eu sei que o verão está aí batendo à porta e você relutando para não abrir porque acha que não está em “forma”. Aliás, quem se preocupa oficialmente com a estação, se o sol já está a pino há muito tempo?!
Eu sei também que você busca algo que te faça perder os dois ou três (ou mais) quilinhos a mais que estão sobrando, rapidamente. Mas amiga, vou te falar com sinceridade… nessas coisas, acho que não existe milagre. Se a gente não mudar a alimentação de modo global, se não viver uma reeducação alimentar e tiver uma vida ativa, comer uma colher de chia não vai adiantar, né?! Nem comer um punhado de goji berry, nem beber suco verde todas as manhãs, nem comer batata azul da Macedônia de cabeça para baixo. Nem fazer tudo isso junto e misturado! E no fundo, você também sabe disso, né?!

O que estou tentando dizer é muito simples: sim, há uma série de alimentos com benefícios incríveis, mas só eles, isoladamente, não vão te deixar em “forma”. Por isso, não se frustre se a chia não der “o resultado que promete”.
Amiga, não posso te prometer milagres. Mas tenho um convite a fazer: vamos viver o verão pra vida toda? Vamos?! Não é magia, nem milagre… Mas também não é difícil. No começo a gente estranha, mas depois entranha. Vem?! Então pega na minha mão e vem comigo!

Beijos,
Carol

beef-jerky
Dicas

Sobre bacon, linguiça, câncer e terrorismo nutricional

Estive observando atentamente as repercussões da recente classificação das carnes processadas pela OMS como cancerígenas. No seu mais recente relatório, a OMS classifica as carnes vermelhas  processadas, em específico bacon e linguiça, como carcinogênicas, ou seja, são produtos alimentícios que têm relevante capacidade de provocar tumores. Elas estão agora no grupo 1, junto com o cigarro, álcool e amianto por causa da incidência de câncer colorretal proveniente do seu consumo, tendo em vista determinados parâmetros.

Esse alerta universal da OMS tem um ponto muito positivo, pois nos leva a buscar mais informações sobre aquilo que estamos comendo e pode nos ajudar a tornar a nossa alimentação mais equilibrada, moderando no consumo daquilo que pode, eventualmente, nos trazer algum mal à saúde. Pode também nos fazer buscar alternativas mais saudáveis para continuar comendo aquilo que a gente gosta, como por exemplo trocar o industrial pelo artesanal.

O perigo, e isso é alimentado pelo sensacionalismo midiático, é esse discurso do medo que a gente acaba internalizando, sem ao menos refletir sobre o assunto. A bola da vez é o bacon e a linguiça, mas amanhã será outra coisa… A gente fica com aquela ideia de que não pode nada, e de que tudo dá câncer. Vivemos tempos de terrorismo nutricional.

Não quero reduzir a importância desse tipo de pesquisa e informação divulgada pela OMS, muito pelo contrário! Mas é também fundamental saber que frequência com que se come esse tipo de alimento e a sua qualidade faz toda a diferença. O que o relatório da OMS diz é que uma pessoa que come diariamente 50g de carne processada, aumenta cerca de 18% o risco de sofrer de câncer colorretal. Além da regularidade, a proveniência faz toda a diferença nessa equação. Uma carne de sol feita artesanalmente, assim como outros preparos artesanais de carnes e de outros alimentos, não entram no mesmo saco que as carnes industrializadas, cheias de aditivos químicos. O nosso estilo de vida também conta muito e, claro, a nossa individualidade bioquímica!

É importante pensarmos sobre isso com clareza, sem pânico e sem ansiedade. E essa reflexão vale para a comida em geral. O bom é buscarmos o equilíbrio na alimentação e no estilo de vida, e comer comida de verdade é um bom começo para isso! Quanto menos processado for o alimento, mais fresco, mais natural, melhor!  É fácil. Take it easy, sem terrorismos, ok?!

Beijos,
Carol

tira a canga
Projeto Verão Pra Vida Toda

Tira a canga!

A celulite é algo quase inerente ao corpo feminino. E você pode pensar: poxa, faço tudo direitinho, tenho uma alimentação ótima, bebo bastante água, faço atividade física… por que essa diaba dessa celulite teima em se instalar aí, e não sai nem com exorcismo!

Mesmo uma mulher magra pode ter celulite… porque a celulite também depende de uma pré-disposição genética, de alterações hormonais, de um monte de coisas… Da mesma forma, você vai ver mulheres gordinhas sem celulite nenhuma. Celulite não está necessariamente relacionada a peso. Mas o excesso de peso pode sim favorecer o aumento da celulite, sobretudo se proveniente de uma alimentação baseada em muita comida processada, embutidos, gordura trans, muitos produtos alimentícios de origem animal, consumo regular de álcool, cigarro… Aí faz mesmo mal para tudo, não só pra celulite, né?! Então vamos parar com essa confusão toda para o corpo ficar mais felizinho?

Outros fatores externos, além da alimentação, influenciam no excesso de celulite, e o excesso é que realmente não é bacana, porque é sinal de que algo está mal. Principalmente quando aparecem manchas escuras, quando dói a pele, quando incha… Aí tem que ver direitinho, porque algo não tá legal. Tem que cuidar pelo seu bem, pela sua saúde, não porque vão olhar torto para você se usar shortinho curto!

No mais, querida, é normal e natural ter celulite, tá?! Calma! Tem muita bundinha perfeitinha com celulites debaixo da calça jeans push up. Não tem problema, tá?! É ok ter celulite. Acredita em mim. Veste o seu biquini, tira a bermuda ou a canga e vai se aliviar desse calor, que tá difícil!!!

Se cuida, se ama, trata bem do seu corpo e não se reprima por causa de uma celulite! Vai ser feliz, liberta o seu corpitcho, veste o biquini e corre pro mar, pra piscina, pra mangueira. Vamos ser as verdadeiras divas do verão sem canga e sem bermuda.

Beijos,

Carol

praia
Projeto Verão Pra Vida Toda

Manifesto #Verão Pra Vida Toda

Outono, Inverno, Primavera… Verão! Férias, sol, calor, praia, piscina… e biquíni. O verão é a estação do ano em que o corpo fica mais em evidência e, por isso, é também a época em que as pessoas mais se apressam para recuperar o tempo perdido e perder os quilos adquiridos nas outras estações.

Todos os anos é a mesma coisa! É (somente) nessa época que começamos a pensar no projeto verão. E para ter as medidas em dia, como manda o micro figurino do verão, tem gente que não mede esforços e até coloca a saúde em risco com dietas malucas do tipo “emagreça 20 quilos em duas semanas”, tomando um shake milagroso, ou encarando uma das milhares de dietas das celebridades.

Todo mundo querendo dar “tudo de si” para estar com o corpo da capa da revista dentro do biquíni, na praia e, de preferência, sem canga! E ai de quem não estiver com tudo em cima! Está condenada a viver uma estação escondida atrás da canga… Por isso, o verão acaba sendo também a temporada de “caça às bruxas”.Mas espera lá, até quando as pessoas vão pautar a saúde, o bem estar e a forma física nesse tal projeto verão?!

Foi pensando nisso, que criei o #ProjetoVerãopraVidatoda. A essência do projeto é ir justamente além do verão… Quero todo mundo lindo e delicioso o ano todo, mas principalmente e especialmente de bem consigo mesmo e com seu corpo, de uma forma saudável.

Entendo que cada um tem seu caminho, suas batalhas, suas dificuldades que vão além, e às vezes, até resultam nesse corpo que te carrega agora. E, por isso, mesmo a ideia do projeto é RESPEITAR-SE antes de tudo.

Queria chamar atenção para o fato de que esse verão vai passar. Hoje vivemos cada vez mais (ainda bem), e nosso objetivo PRA VIDA tem que ser muito maior que uma barriga sarada. Ele tem que dizer respeito à nossa existência inteira.

Não que você não possa ter uma barriga chapada ou não deva. Mas é preciso lembrar que isso não deve custar a sua saúde. É bom e essencial envelhecer com músculos, com um peso ideal para o seu perfil corporal, mas acima de tudo, viver e envelhecer saudavelmente.

A motivação para se cuidar, e estar em boa forma tem que ir além da estética e alcançar a razão de aproveitar realmente a sua existência. O corpo é um meio e não um fim! Ele é a nossa morada, onde nascemos, vivemos e morremos, do começo ao fim. E sim, todos queremos uma “morada” bonita, enfeitada, agradável.

Em vez de perguntar “quantas primaveras você tem (ou quer parecer ter), eu pergunto “por quantos verões você ainda quer passar e como?”

As pessoas que mais fazem a diferença nas nossas vidas, sejam íntimas ou mesmo os nossos ídolos, brilham especialmente não pela beleza, mas pelo talento. Outro dia mesmo almocei na casa da minha avó e fiquei pensando na minha tia bisavó (sim, eu sou rica na vida) que está lá com seus 94 anos, toda lúcida, e relativamente saudável. A primeira coisa que me veio à cabeça, é que quero chegar lá assim, com pernas fortes que continuem a me levar para onde a minha cabeça mandar.

Mas depois fui além, tentando enumerar todas as pessoas que fizeram a diferença na minha ainda breve existência e não consegui pensar numa só que tenha sido pelo fator “ela mudou a minha vida porque tem a bunda dura”, “ele mudou a minha vida porque tem o tríceps definido”, “admiro o fulano porque ele tem 8% de percentual de gordura”.

Ou seja, as pessoas não devem ser medidas pela balança, ou pelas calorias que ingerem, ou pela massa muscular, porque no final a gente admira de verdade quem nos inspira e nos encoraja por outros motivos. Menos percentual de gordura e mais coeficiente de inteligência, emoção e sucesso, por favor!

A medicina estética e a indústria alimentícia prometem oferecer mil facilidades e caminhos curtos para alcançar o corpo perfeito, mas tem tornado o mundo e as pessoas cada vez mais plásticas. O #projetoveraopravidatoda é um convite para voltar ao real, ao essencial, à simplicidade. Costumo brincar que os alimentos devem  ser como as pessoas, simples, naturais, integrais e verdadeiros.

Há sempre tanta cobrança para estar magra, estar em forma, ter cabelos perfeitos, unhas perfeitas, seios, bumbum, etc. O mundo nos provoca com tantos desejos de perfeição, mas nós temos tantas outras coisas mais importantes para fazer e ser na vida…

Por isso, a missão do #ProjetoVerãopraVidatoda é ajudar as pessoas a adotar uma vida saudável de verdade, sem neuroses, e cuidar da saúde e do corpo o ano todo, como se o verão durasse toda a vida, mas sem pressa louca do famigerado projeto verão. Para isso, é preciso uma reconciliação com o nosso corpo, com as nossas singularidades e com aquilo que é genuíno em nós e que, muitas vezes, é o que faz a diferença na nossa vida e na vida dos outros. É preciso começar a se sentir bem e bela de dentro para fora.

O que eu quero é estimular os bons hábitos de vida, mas para vida inteira. Para que a vida seja eterna, saudável e bela, enquanto dure.

Um beijo super nutritivo,
Carol Morais

Captura de ecrã 2014-11-11, às 09.51.06
Projeto Verão Pra Vida Toda

8 dicas para viver o Verão Pra Vida Toda

A angústia que a tal “barriga chapada” (e a tal da barriga negativa, eu hein!) gera em nós é nociva para a autoestima e para a saúde. Esse policiamento do corpo faz muitas pessoas acharem que vale a pena pagar qualquer preço para estar magra, até pagar com a saúde. Essa foi uma das primeiras coisas que eu disse nessa entrevista para a Revista A, da Ana Maria Braga. Mas a gente pooooooode ficar mais magrinha sim (a gente pode tudo!), e se sentir bem naquela roupa, no biquini, na vida… E, mais uma vez repetindo o que disse na conversa, desde que isso não custe sua saúde.

E na prática? Bons hábitos, a médio e longo prazo, deixam você mais leve de corpo e alma. Quem não quer? Totalmente #projetoveraopravidatoda! Somos os responsáveis por estimular os bons hábitos pra vida inteira, pra que ela seja todinha linda e deliciosa. Quem vamos?!

Como viver o verão pra vida toda

0. Ame-se. Item zero! Ame-se primeiro para depois ver se aquele “defeito” ali ou acolá não é uma simples implicância sua, criada por um padrão de beleza que não se encaixa no seu corpo e nem na sua vida. Que tal, também, se perguntar: emagrecer por quê? Pra quê? Pra quem? Antes de começar essa luta desesperada, super vale essa reflexão! Será que você realmente PRECISA emagrecer? E tanto?

1. Beba água. Esse é um hábito simples e que faz toda a diferença na saúde do seu corpo, que é composto principalmente por água e que depende dela para várias reações bioquímicas. Além disso, confundimos frequentemente a sensação de sede com a de fome, ou seja, muitas vezes você pode estar comendo por achar que está com fome, quando na verdade um copo d’água resolveria seu problema. Veja a quantidade ideal de água que você deve beber por dia

2. Mastigue. Mastigar é a garantia de que você vai aproveitar mais os sabores dos alimentos e auxiliar o seu estômago na digestão e quebra dos alimentos em nutrientes, afinal ele não tem dentes né? Além disso, você acaba comendo menos já que a sensação de saciedade demora a ser registrada, é uma comunicação meio “via telex” que ocorre entre o estômago e o cérebro, então quanto mais tempo você der entre uma garfada e outra, maiores as chances desse “recadinho” chegar.

3. Pratique atividade física. Mesmo que leve, ela estimula o seu organismo a funcionar adequadamente. Comece aos poucos, busque orientação, invista pelo menos 30 minutos diariamente em alguma atividade. Tenha uma vida ativa!

4. Inclua mais cores, proveniente de frutas e vegetais, no seu cardápio. O ideal são pelo menos cinco porções por dia. Além de fornecerem fibras, fundamentais para o bom funcionamento do trato gastrintestinal (e, logo, melhoram a absorção de nutrientes), garantem a produção de alguns neurotransmissores como a serotonina, responsável pela sensação de bem estar e pelo bom humor. Enfim, #comacomida.

5. Uma boa alimentação começa com o consumo de orgânicos. Infelizmente alguns agrotóxicos, que já foram proibidos em vários países do mundo – como Estados Unidos e China – são permitidos e utilizados em larga escala no Brasil.

6. Mantenha o horário regular de refeições. Uma regra que a maioria das pessoas acha que existe só para evitar de sentir fome na próxima refeição. É por isso, também, mas a principal razão dessa recomendação é o fato de que muitas das substâncias reguladoras necessária para o nosso corpo funcionar direitinho – como algumas vitaminas, minerais e compostos bioativos – são eliminados mais ou menos de três em três horas. Ou seja, é sempre bom manter o corpo cheio dos “combustíveis” celulares para que tudo continue funcionando sempre.

7. Evite o açúcar e adoçantes artificiais. Acostume seu paladar ao sabor natural dos alimentos.

8. Durma e acorde sempre no mesmo horário. A manutenção desse ciclo ajuda a regularizar seu organismo para que ele funcionei direitinho.

Quem não quer ficar linda, leve e solta a vida toda?

Young Girl(5-6) biting into cherry tomato
Dicas

Criança & Alimentação: o “desafio” de gostar de comida de verdade

Ensinar as crianças a gostar de comida de verdade, com muitas cores, texturas e sabores diferentes, é um dos maiores aprendizados que os pais podem transmitir aos seus filhotes. Ainda muito pequeninas, a partir dos dois aninhos, as crianças já começam a tomar consciência em relação ao que comem e começam também a perceber as suas preferências. E hoje, diante de tantas embalagens super coloridas e de um mundo super doce, gaseificado e sintético, com publicidade, mascotes, e produtos alimentícios que oferecem brindes e “diversão sem fim”, é um desafio fazer com que as crianças tomem gosto pela comida de verdade.

A competição pode parecer desleal, mas nessa idade os maiores influenciadores das crianças ainda são os pais. Com dedicação, calma e amor, fica fácil vencer essa batalha! E como comida e afeto é assunto frequente por aqui, resolvi trazer um conteúdo especial sobre alimentação infantil e o desafio que a comida às vezes se torna para os pais.

Convidei para essa conversa gostosa, duas pessoas que adoro e que são experts em fazer as crianças se encantarem com a comida: a Fabiana Figueiredo, a dona do Ateliê das Ideias e que dá aula de culinária para crianças; e a nutri Pat Smith, do site Mundo Ovo e que também dá aula de culinária no Ateliê das Ideias, mas para as mamães. Elas trazem para essa conversa algumas dicas e insights que podem ajudar a gente nessa missão de apresentar o maravilhoso mundo da comida de verdade para as crianças.

Como despertar nas crianças o gosto pela comida de verdade?

Pat Smith: Eu acho que a principal tarefa e não dar ouvidos ao que não for compatível com o que você quer oferecer ao eu filho. O seu filho não é um coitadinho porque não toma refrigerante ou achocolatado. Ofereça sempre comida fresca em casa e não tenha produtos que você não considera adequado para o consumo do seu filho na despensa. O que os olhos não veem, a barriga não pede. Meu filho nem sabe o que é biscoito recheado ou um achocolatado.

Fabiana Figueiredo: Esse é um desafio constante… Acredito que a grande questão nesse caso, é o lugar que a alimentação vem ocupando na vida das pessoas. Com o ritmo acelerado do dia a dia, o comer e especialmente o cozinhar viraram mais uma tarefa ou obrigacão, como escovar os dentes, tomar banho, fazer o deve. Penso que a melhor forma para se promover uma boa alimentação é através do conhecimento e da curiosidade.

Só podemos gostar do que conhecemos, portanto devemos incentivar os pais a levarem as crianças a feiras e hortifrutis, a mostrar as comidas para as crianças, apresentar mesmo (da mesma forma como se apresenta um brinquedo novo ou que se apresentam pessoas), falar sobre a forma, a textura, a cor, o gosto e sobre quantas coisas gostosas se pode fazer com aquele alimento. Outra dica legal também é envolver as crianças nas decisões sobre a alimentação da casa. Por exemplo perguntar à criança que legume ela quer comprar na feira para fazerem em casa (as crianças se comprometem com as suas escolhas e tende a ser mais fácil fazê-las experimentar o que elas mesmas escolheram).

Os hábitos familiares e os hábitos da própria criança influenciam muito esse momento. Se a criança foi acostumada a consumir produtos muito doces desde muito cedo a tendência é que ela rejeite alimentos menos doces e aí fica bem mais difícil convencê-la  que a comida de verdade (frutas, legumes, carnes e grãos) é saborosa e divertida.  As embalagens coloridas, os personagens são realmente muito tentadores mas se a crianca sabe que aquilo não é saudável e que é um produto que ela só pode consumir de vez em quando ela tende a respeitar isso (a não ser que os pais usem o alimento como moeda de troca e nesse caso o adulto é quem está dizendo que aquele é um produto que deve ser valorizado…).

O que pode e o que não pode na alimentação das crianças? Existe alimento proibido?

Fabiana Figueireido: Acredito que com moderação, depois de uma certa idade, as crianças podem consumir todos os alimentos. Quanto mais tarde ela for apresentada aos alimentos gordurosos e açucarados melhor, pois assim se cria um hábito e um paladar mais aberto as sabores das comidas de verdade e quando a criança é apresentada aos alimentos com essa característica ele mesma tende a estranhar o sabor. É muito importante que a casa onde a criança vive tenha hábitos saudáveis porque as crianças aprendem primeiro pelo exemplo. Não adianta a mãe querer convencer a criança a comer saladinha se ela mesma não come, se a criança não ve os pais comendo. Não existe mágica, é uma construção de hábitos.

Pat Smith: Existe uma listagem de alimentos que não devem ser oferecidos aos pequenos até os dois anos de idade. Alguns por motivo de saúde e o risco de desenvolver alergias, como oleaginosos e crustáceos e outros porque não oferecem nada de nutritivo aos pequenos e estariam desde muito cedo favorecendo o aparecimento de cáries e viciando do o paladar como os doces. Você pode encontrar a lista dos alimentos que não devem ser oferecidos nesse link aqui.

Como lidar com o “não quero” e “não gosto” das crianças na hora de comer?

Pat Smith: Até a criança que sempre comeu tudo quando bebê, vai passar pela fase do não querer comer alguma coisa. Pode ser a aversão aos verdes, a preguiça de mastigar a carne. Assim como nós, com o passar do tempo e o amadurecimento, elas já conseguem diferenciar o que gostam do que não gostam, desenvolveram preferências e aversões. Tenha paciência e ofereça sempre opções que forneçam nutrientes suficiente em cada refeição. Não quer brócolis, tente a couve, o espinafre…

Fabiana Figueiredo: Envolvendo as crianças em todo o processo que envolve a alimentacão. Chamando a criança para ajudar na cozinha (os muito pequenos podem ajudar a lavar os alimentos, os maiores já podem ajudar a mexer nas tigelas a quebrar ovos, a medida que eles crescem podem ir ganhando autonomia e fazendo mais coisas), colocando as crianças para comerem junto com os pais (comer é um ato social e as crianças muitas vezes comem sozinhas, por conta do horário, comem uma comida que elas não escolheram e muitas vezes o prato já chega prontos com uma ordem de comer tudo… Ora, se você não escolheu, não pode fazer o seu prato, e ainda tem que comer sozinha sendo pressionada para comer tudo, que prazer essa criança vai ter de comer?).

Outro ponto importante é entender que as crianças são pessoas que como os adultos tem variação no apetite e no paladar. Portanto, é normal que as crianças não comam exatamente a mesma quantidade de comida todos os dias, assim como é normal a recusa por algum alimento (hoje eu não quero cenoura!). É normal também que as crianças tenham algumas restrições e não gostem de alguns alimentos.

Minha dica é que o alimento deve ser oferecido a criança com todas as variedades de preparo e que o adulto nunca desista na primeira tentativa, mas que também preste atenção no que a criança realmente não gosta para não tentar forçar. Minha filha, que hoje tem 15 anos não comia inhame, comia na sopa quando era bebê, mas depois de uma certa idade passou a recusar. Eu respeitei mas sempre oferecia. Um dia aprendi a fazer chips de inhame, assado no forno. Ofereci e ela não deu muita bola até que me viu comendo e ouviu o barulhinho crocante. Imediatamente, ela pediu para provar e há muitos anos chips de inhame são um hit em casa! Mas se você oferecer um purê de inhame, ela detesta e recusa até hoje.

Qual o pior “erro” que os pais podem cometer no que diz respeito à alimentação dos filhos?

Fabiana Figueiredo: Acredito que existem dois erros que aparecem mais. O primeiro é a introdução precoce de alimentos industrializados e excessivamente processados. Para que dar refrigerante, balas, biscoitos e comida pronta para crianças pequenas? Dessa forma os pais estão oferecendo venenos que comprometem todo o desenvolvimento do paladar  e dos hábitos da criança. Outro erro muito comum, é o desespero diante das recusas das crianças. Por exemplo a criança hoje resolveu que não quer comer arroz e feijão, aí a mãe se desespera porque assim ele não vai ficar alimentado e as criancas enxergam esse desespero (mesmo que os pais não demostrem) e entendem rapidamente que a comida é uma via muito eficiente de manipulação. A criança recusa a comida, o adulto se desespera e começa a oferecer outras coisas para que a crianca não fique com fome, geralmente o que se oferece nesses casos é alguma coisa que o adulto tem certeza que a criança vai comer. Pronto! A criança entendeu e aprendeu que se ela recusar a comida vai ter uma guloseima e assim se estabelece um ciclo vicioso.

Pat Smith: As chantagens alimentares acho que são o pior erro. Usar a comida como moeda de troca, seja para a criança raspar o prato para ganhar um presente ou oferecer um doce caso cumpra uma tarefa. Desse jeito, se constrói precocemente uma relação nada saudável com a comida e o real papel dela em nossas vidas.

A partir de que idade a criança começa realmente a ter consciência daquilo que come? Falar com a criança que uma comida faz bem ou faz mal ajuda? Como fazer essa abordagem e a partir de que idade?

Pat Smith: Aos dois anos a criança começa a ter mais autonomia e a explorar de forma mais completa os alimentos. Acredito que conhecimento não ocupa espaço, portanto vale explicar sim que os alimentos fornecem energia para ela brincar, para crescer, ter dentes fortes, cabelos brilhosos e aos poucos dar à criança a noção do que ela precisa para ter saúde.

Fabiana Figueiredo: A partir dos 2 ou 3 anos a criança já começa a ter consciência dos saberes, cores e das suas preferências. O adulto deve sempre promover o contato com a comida de verdade sempre chamando a atenção para as coisas legais daquela comida. O caminho deve ser sempre o de valorizar o que é bom e saudável, mas não acho que devemos ficar martelando na cabeça das criancas que tem que comer isso porque é saudável e não comer aquilo porque não é saudável. A partir de uma certa idade (acredito que uns 7/8 anos), já podemos explicar o que aquela comida mega processada pode fazer no corpo dela,  e que por isso é uma comida para se comer só de vez em quando. Mas isso deve ser um hábito da família! Não adianta a casa toda se entupir de comida processada e tentar convencer a criança de comer comida de verdade.

Qual o principal problema da alimentação infantil hoje na sua opinião?

Pat Smith: A busca pela praticidade nos afastou da cozinha, das feiras livres. Abrimos caixas, pacotes, acreditamos na publicidade que invade nossas casas pela TV, internet e mídia impressa, acreditamos nas alegações de que tal produto é saudável sem buscar mais informações e aceitamos a damos guarida para que esses produtos morem em nossa casa.

Fabiana Figueiredo: O excesso de industrializados! Os pais trabalham muito, tem cada vez menos tempo para cozinhar, a industria oferece opções “fáceis” e disfarçadas de comida, as crianças se acostumam , viciam (isso mesmo comida processada é feita para viciar) o paladar e passam a recusar alimentos de verdade.  Os pais acham que ela vai morrer de fome e oferecem ainda mais coisas industrializadas porque assim pelo menos ela comeu…

folha de alface
Dicas, Projeto Verão Pra Vida Toda

Vamos nos permitir

Culpa. Quem nunca sentiu culpa por ter comido demais? E não, essa culpa não tem nada a ver com a nossa herança judaíco-cristã ou com o pecado capital da gula. E, infelizmente, nem sempre tem a ver com a sensação de estar forçando demais o corpo e a saúde. Essa culpa que a gente sente diante de uma comida que a gente gosta, e que não é uma “folha de alface”, vem do patrulhamento da magreza, do policiamento do corpo e do “politicamente saudável”. O nosso prazer de comer vai ficando cerceado pela culpa.

Diante de um bolo de chocolate, com aquela calda deliciosa caindo pelas bordas, somos todos culpados! Sim, nós nos rendemos, e como já fracassamos por ter comido o primeiro pedaço, por que não comer mais um, e mais um? E agora que o bolo de chocolate já foi, por que não atacar aquele sorvete que estava na clausura congelante do freezer? E agora que já está tudo perdido mesmo, por que não comer pizza no jantar? E como já é quinta-feira, por que não se entregar à insaciante loucura bipolar de comer tudo o que der vontade, intercalada com momentos de profundo sentimento de fracasso e culpa, até segunda-feira quando prometemos voltar ao auto-flagelo com a folha de alface e as abdominais?

“A “folha de alface” é a metáfora do castigo
e o caminho para a redenção depois que metemos o pé na jaca”

E assim é a relação que vamos vivendo com a comida. Tentação, entrega, negação, culpa, auto-flagelo, redenção. Parece que estamos sempre tentando nos redimir por ter comido o que não devíamos. Por ter caído em tentação, vem o castigo da “folha de alface”: Ah, agora é uma semana comendo só folha de alface!

Aí vem um efeito emocional terrível: aquilo que é saboroso, mas que às vezes precisa ser redescoberto pelo nosso paladar, ganha o estigma da “comida saudável”, “comida da dieta”, de “castigo”… e parece que fica chato e perde todo o sex appeal gustativo.

Quando estamos na mood “dieta”, a “folha de alface” é o demônio, é aquilo que nós odiamos e que nos afasta do que desejamos. Mas quando estamos com o pé mergulhado na jaca, a mesma “folha de alface” de repente se torna a nossa redenção. Tão maluco isso, não é?! Gente, é só comida! Não precisamos sofrer tanto! Podemos e devemos relaxar, sentir prazer com o ato de comer, quebrar tabus, deixar o maniqueísmo alimentar de lado. Precisamos nos reconciliar com a comida, com o nosso corpo.

Não há nada melhor do que sentir que estamos no controle da situação. Ter consciência do que comemos é a melhor forma de nos livrarmos da culpa. Saber que estamos comendo algo que está nutrindo corpo e alma é reconfortante e muito prazeroso.

Vamos deixar a culpa de lado? Vamos nos permitir? Vamos nos libertar? Vamos libertar a coitada da “folha de alface” desse estigma? Sem ansiedade, sem arrependimento. Você pode sim comer o seu desejado bolo de chocolate. Mas esse bolo de chocolate vai ter um sabor muito mais especial se você souber que ele foi feito da melhor forma que pode ser feito, com tudo de bom que o seu corpo merece.

Coma devagar, coma com prazer, coma com um sorriso no rosto, coma com leveza, coma com equilíbrio, coma de modo consciente, nutra o seu corpo e a sua alma com aquilo que come. Sentir isso é um prazer sem culpa. E tudo é uma questão de escolha.

Vamos nos permitir?!

Beijos,
Carol :*

PS.: Ah, e para você não passar vontade, toma aqui essa receita de… mousse de chocolate rsss. Mas a receita de bolo de chocolate fica prometida 😉