All Posts By

Carol Morais

maçã podre
Dicas

Tem comida virando lixo

Quando me formei a maior certeza que eu tinha era que eu não iria atender em consultório. Essa clareza nasceu do meu senso de organização que se “encontrou” na qualidade, assim, fui buscar meu caminho.

Aprendi que quando encontro um problema, só tenho três opções: resolver na hora (ação imediata), ou descobrir o motivo do problema e resolver (ação corretiva) ou não deixar o problema acontecer (ação preventiva). E como isso funciona muito bem, acabei usando na minha vida, pois como diria minha avó: “não adianta chorar o leite derramado”! E leite é comida, e comida não dá pra desperdiçar.

Uma das “bandeiras” que carrego é a que não devemos desperdiçar comida. Precisamos agir preventivamente e não deixar comida boa ir para o lixo. Me inquieta saber que nós jogamos tanta coisa fora, enquanto muitos não têm o que comer. No mundo 870 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar e todos os dias, uma de cada 8 pessoas vai dormir com fome.

Ao mesmo tempo que somos o País da fartura, somos o País do desperdício.

Reduzir o desperdício pode mudar isso, porque o problema da fome não é a falta do alimento. É a falta de gestão pública e privada. Com base nos dados do IBGE, o instituto Akatu fez umas contas: uma família brasileira gasta em média R$ 478 por mês pra comprar comida. Se não tivesse o desperdício de 20% na nossa casa, R$90,00 seriam economizados mensalmente. Cada um pode fazer a sua parte para uma conta mais justa.

Imagine que hoje 30% de tudo o que é produzido vai para o lixo. Há perdas no campo, no transporte, no armazenamento e dentro da nossa cozinha. Esse número fica camuflado nos nossos hábitos de consumo… apertar as frutas, quebrar a pontinha da vagem e do quiabo, escolher só os perfeitos e grandes, jogar talos e folhas fora.

O desperdício em nossas casas é muito grande, mas supermercados, feiras, restaurantes também não ficam de fora. Precisamos adotar um modelo de consumo consciente, mas enquanto o mundo não muda, podemos fazer a nossa parte:

Dois passos para não desperdiçar comida:

Saber escolher

– Tamanho não é documento! Frutas e verduras maiores não significam que estão melhores. Existe um padrão de beleza no mercado (o preço depende disso, a qualidade não!)

– Não amasse, não aperte, não quebre os alimentos. Tudo o que você estragar irá para o lixo, pois os outros também buscam frutos perfeitos.

– Alimentos feios e tortinhos, nasceram livres! São nutritivos e saborosos também

Não deixar estragar

– Compre somente o necessário. Não deixe a comida estragar dentro da sua geladeira.
Faça listas, monte um cardápio semanal. Experimente fazer em casa o planejamento que faz na sua vida profissional

– Resista às promoções. Se sabe que não vai consumir 1kg de fruta, não compre só porque esta barato

– Doe os alimentos que não serão consumidos!

– Utilize os alimentos integralmente, não descarte as cascas e talos.

Quer fazer mais?

Quer conhecer gente que luta contra o desperdício de alimentos?

Acesse aqui e participe!

Até +
Karla

 

karla ananias

Autor: Karla Ananias é nutricionista e colaboradora do Fale com a Nutricionista. É apaixonada pela área de qualidade. Atua como consultora no Programa ALI (SEBRAE/CNPq) e em outras empresas organizando processos e aumentando a produtividade. Sonha e trabalha pra ver as empresas mais engajadas com a qualidade. É fã do movimento Slow Food, ama abelhas e comida de verdade.

 

tipos-de-arroz
Dicas, Receitas

Tipos de arroz e como preparar

O arroz é um ingrediente que está diariamente no prato dos brasileiros, geralmente acompanhado do seu fiel escudeiro, o feijão. Mas infelizmente, acabamos por nos restringir ao arroz agulhinha branco, o tipo de arroz mais popular no Brasil. E quando variamos, no geral, escolhemos o arroz integral ou fazemos um risotto.

É uma pena, porque há uma diversidade grande de tipos de arroz que podem tornar as nossas refeições muito mais interessantes, nutritivas e saborosas. O arroz não precisa ser encarado quase como uma “ração” para acompanhar aquilo que realmente importa. O arroz pode sim entrar no prato como protagonista. E para você deixar o arroz brilhar na cozinha, é bom conhecer diferentes tipos de arroz e como prepará-los. Vamos nessa?

Um pouco sobre o arroz…

O arroz, em suas variedades, é um ingrediente presente na cultura gastronômica de mais da metade do mundo, do oriente ao ocidente. Com uma presença muito marcante na mesa dos asiáticos, diferentes variedades de arroz já são cultivadas no Japão há mais de 7 mil anos, mas estudos indicam que o arroz foi cultivado pela primeira vez no território chinês. Aliás, a China é o país onde mais se produz e se consome arroz no mundo. Já o Brasil aparece em 9º lugar no ranking dos países que mais consomem arroz. E a gente sabe bem disso, porque prato sem arroz é como passar em branco a hora do almoço ou jantar.

O arroz é rico em carboidrato, mas não só. Dependendo da sua variedade e de como foi processado pode ser também rico em proteínas, vitaminas e minerais essenciais ao bom funcionamento do organismo, além de ser rico em fibras. O problema é que o tipo de arroz que mais consumimos, o arroz branco, é o mais pobre de todos, porque está no seu estado mais processado. Depois de ser polido, praticamente só sobra amido. Por isso, indico sempre o arroz integral.

Muito bem, mas para começar a variar o nosso cardápio com diferentes tipos de arroz, vamos ver quais são os mais conhecidos e fáceis de achar no Brasil e conferir algumas dicas de preparo. Não inclui na lista o arroz branco, porque já estamos todos amarelos de conhecer, né?!

Tipos de arroz mais comuns

Arroz integral

arroz-integral

O arroz integral já é nosso bom e velho conhecido. Como a gente já falou por aqui, o arroz integral não é propriamente uma variedade de arroz e sim uma forma de utilização dos grãos. O arroz integral não é polido. Como tem mais fibras, tem mais textura ao mastigar, diferente do arroz branco que vira uma massa na boca.

Dicas para preparar integral:

– Colocar de molho por pelo menos 3h
– Não refogar
– Usar duas medidas de água para uma de arroz
– Cozinhar por 20 minutos em fogo médio com a panela tampada. Se achar preciso, adicione um pouco mais de água e cozinhe um pouco mais. O ponto é al dente.

Arroz basmati

arroz-basmati

O arroz basmati é proveniente da Índia, tem um grão longo, delicado e perfumado, e tanto pode ser branco como um pouco castanho. Também pode ser encontrado na sua versão integral. O arroz basmati é muito usado para fazer o kheer, um tipo de arroz-doce à moda indiana. É bem fácil de confundir com o arroz de jasmim porque os dois são parecido e bastante aromáticos. O arroz basmati harmoniza muito bem em preparos com curry, legumes, e strognoff.

Dicas para preparar arroz basmati:

– Não é preciso refogar e nem usar óleo, mas se quiser pode usar um fiozinho de azeite
– Use duas medidas de água para uma de arroz
– Coloque o arroz junto com a água e leve ao fogo
– Deixe o fogo mais alto e quando a água começar a ferver abaixe o fogo e tampe
– Deixe cozinhar por 10 minutos em fogo baixo e depois de apagar do forno deixe descansar no vapor com a panela tampada por pelo menos mais 5 minutos antes de servir
– Tempere a gosto. Experimente colocar um pau de canela ou uma moeda de gengibre no arroz e se surpreenda com o sabor.

Arroz selvagem

Top view of Wild Rice In Wooden Spoon ** Note: Shallow depth of field

O arroz selvagem possui um grão longo que pode ser bem negro ou mais castanho, tem um sabor levemente adocicado e textura marcante. É típico do norte dos Estados Unidos, mas também está muito presente em algumas regiões da China e na Nova Zelândia. O arroz selvagem é muito rico em fibras, e combina muito bem com sabores mais fortes. Na frança, por exemplo, usa-se muito para acompanhar pato e outras carnes de caça, mas harmoniza muito bem com vegetais também.

Dicas para preparar arroz selvagem

– Lave e não refogue
– Use uma medida de arroz para três de água
– Coloque o arroz na água já fervendo
– Adicione um fio de azeite e tempere a gosto
– Deixe cozinhar por 30 minutos em fogo médio com a panela tampada. Adicione água e deixe cozinhar por mais tempo se o grão ainda estiver duro
– Fica muito interessante se misturar o arroz selvagem negro com o castanho, ou com outro tipo de arroz

Arroz preto

arroz-preto

O arroz preto é de origem chinesa e, ao contrário do que muitos pensam, ele já nasce dessa cor, não é tingido (como o macarrão linguine preto que é tingido com tinta de lula). O arroz preto se tornou bastante popular na Itália, e no Brasil já pode ser encontrado com alguma facilidade. O arroz preto tem um sabor amadeirado, um aroma de castanhas e textura fibrosa. Harmoniza muito bem com peixes, frutos do mar e vegetais, e não combina bem carne bovina, suína ou aves. Apesar de ser parecido, o arroz preto é diferente do arroz selvagem negro. O arroz preto tem o grão mais curto e mais arredondado.

Dicas para preparar arroz preto

– Não refogar
– Usar uma medida de arroz para três de água
– Adicionar um fio de azeite e tempero a gosto
– Tempo de cozimento é de cerca de 20 minutos, em fogo médio e panela tampada. Pode ser preciso um pouco mais de tempo. O ponto ideal é al dente

Arroz arbóreo

arroz-árboreo-cópia

O arroz arbóreo é o tipo de arroz mais utilizado no preparo de risottos e é uma variedade italiana de arroz. Os grãos do arroz arbóreo são curtos e gordinhos, e possuem uma textura cremosa e firme.

Dicas para preparar arroz arbóreo

– Lave e refogue o arroz arbóreo
– O arroz arbóreo libera bastante amido durante o cozimento, e o sue ponto ideal é al dente
– Para cada medida de arroz usar uma de água
– Como o arroz arbóreo é muito usado em risottos, a dica é usar o método do risotto. Ou seja, ir acrescentando uma medida do caldo por vez para cozinhar o arroz
– O tempo de cozimento é cerca de 30 minutos

Gostou? E ainda tem muito mais, mas fica para outro post 😉

Veja também:

abacate
Projeto Verão Pra Vida Toda

Abacate engorda? Desconstruindo mitos…

Durante muito tempo o abacate foi um vilão e para muitos ainda é. Muita gente, que ainda conta calorias, considera o abacate proibidão. Como eu sempre digo, não podemos pensar somente nas calorias dos alimentos, é preciso pensar em tudo de bom que um alimento tem a nos oferecer.

Benefícios do abacate

É verdade que o abacate tem alto teor de gordura. Mas o abacate é gordura boa, além de ser muito mais do que isso, pois o abacate tem propriedades super benéficas para o organismo. E é justamente por esta característica, que ele é considerado a “manteiga da mãe natureza”, e a mãe natureza sabe das coisas. A gente é que teima em não ouvir os conselhos dela…

Vamos relembrar que a boa gordura alimentar não engorda mais e nem prejudica mais a sua saúde do que açúcar, farinhas brancas e os alimentos industrializados. Já foi mais do que comprovado cientificamente que o nosso corpo precisa de gordura alimentar para funcionar bem, mas é preciso pensar muito bem no tipo de gordura que ingerimos. A nossa tendência, devido à comodidade, é usar gorduras processadas, e é aí que mora o perigo, não no abacate, nas castanhas, nozes, etc.

A verdade é que a gordura do abacate, diferente das gorduras processadas e hidrogenadas, é uma gordura natural, é gordura monoinsaturada, e esta gordura em vez de causar danos ao organismo e engordar, ajuda a equilibrar o colesterol ruim e a fazer o organismo funcionar melhor, além de ser rico em vitamina E, sais minerais esseciais, potássio, ser antioxidante e ter propriedades anti-inflamatórias.

Mas não é porque o abacate é gordura boa e outras coisas boas que você vai comer até se esbaldar. Para tudo é preciso moderação. Aliás, a natureza é tão sábia que deu ao abacate um super poder de saciar, o que vai lhe ajudar a ser moderado no seu consumo 😉

O consumo do abacate também ajuda o corpo a absorver e processar melhor os nutrientes de outros alimentos, melhorando também o metabolismo. Por isso, tire já o abacate da lista dos proibidos, dos malvados e dos vilões.

O abacate na cozinha

O abacate é super versátil. Ele pode ser usado como um tipo de manteiga natural no pão integral, etc. Aliás, o abacate substitui super bem a maionese, basta amassar e fazer tipo um purê temperado como quiser.

O abacate pode ser usado também em saladas, cortado em fatias finas ou cubos na salada, ou para fazer molhos, cremes, enfim, abuse da textura macia do abacate! E o abacate fica muito bem se temperado com um pouco de suco de limão, azeite, pimenta do reino, sala marinho ou páprica. Dá para fazer tanta coisa com abacate, explore o seu paladar!

Beijos,
Carol

matcha
Dicas

Matchá: o que é, e quais as suas propriedades e benefícios

Depois da água, as infusões (que nós, equivocadamente, chamamos de chás. Sim, porque chá mesmo é só o que é feito a partir da camellia sinensis) são provavelmente as bebidas mais populares no mundo. Em terras tupiniquins, o “chá” está muito relacionado com o uso medicinal, e quando falamos de um consumo mais social do chá, pensamos logo no famoso chá das 5 com a rainha… Mas a verdade é que em muitas culturas, orientais sobretudo, o chá é uma bebida social bastante comum, tomada a qualquer hora do dia. Mas nem por isso os seus atributos terapêuticos são ignorados!

De tradição milenar oriental, o chá pode ser feito a partir de uma variedade incontável de ervas, frutos, folhas, flores e raízes de plantas, e tem diferentes formas de preparo ao redor do mundo. Pelo que se sabe, o uso social do chá surgiu no Japão, na dinastia Tang, no séc. I d.C. Foi também no Japão, precisamente nas cerimônias do chá, que o matchá se popularizou, o nosso “ingrediente da vez”.

Para descobrir um pouco mais sobre o matchá, um tipo de chá verde pulverizado que traz uma série de benefícios para o organismo, vamos entrar no maravilhoso mundo dos chás. Vem comigo!

O que é o matchá

O matchá é derivado da mesma planta que o chá verde. Por isso, para chegarmos ao matchá, vamos falar primeiro do chá verde, que acabou virando uma das bebidas mais ingeridas nas dietas por causa das suas propriedades termogênicas e antioxidantes.

O que você (talvez) não sabe sobre o chá verde…
O chá verde, assim como o oolong e o chá preto, é derivado da camellia sinensis. uma estirpe vegetal de origem chinesa e que cresce principalmente em regiões tropicais e temperadas da Ásia, principalmente China, Índia, Sri Lanka, Japão e alguns países da África e América.

De acordo com o nível de oxidação da camellia sinensis, os chás são categorizados em três principais tipos: verde, oolong ou chá preto. Cada um dos níveis de oxidação dá um sabor diferente ao vegetal, além de tornar proeminente diferentes componentes bioativos, trazendo distintos benefícios terapêuticos para o organismo.

No preparo do chá verde, a camellia sinensis sofre o mais baixo nível de oxidação, inclusive originalmente, o chá verde é feito a partir das folhas frescas, retiradas diretamente do arbusto.

O chá verde tem um sabor muito característico, amargo, adstringente, com uma leve doçura e acidez. Há uma série de estudos científicos que comprovam as fortes propriedades antioxidantes do extrato de chá verde, e estudos que apontam para o caráter preventivo do chá verde contra a incidência de câncer.

Propriedades e benefícios do matchá

Muito bem, e onde entra o matchá nesta história toda? O matchá é derivado da mesma planta do chá verde, então tudo isso que a gente falou vale para o matchá… Mas então, qual a diferença? Para o preparo do matchá, a camellia sinensis é cultivada pelo menos 90% do tempo na sombra, enquanto para o chá verde comum, ela cresce a maior parte do tempo sob a luz solar. Isso faz com que alguns componentes da planta tenham um nível de concentração muito maior no matchá, como é o caso do EGCG, ou epigallocatechin-3-gallate, o fitoquímico antioxidante que pode trazer uma série de benefícios para a saúde do cérebro e do coração, impedindo a ação dos radicais livres que aceleram o envelhecimento, além de ter efeitos preventivos contra o câncer, contribuir para equilibrar os níveis do colesterol e para a perda de peso.

Além disso, o modo de preparo também vai interferir nos resultados. Enquanto o chá verde é preparado a partir da infusão do extrato da planta na água, o matchá é preparado adicionando água às folhas secas pulverizadas.

Conclusão: o matchá possui pelo menos 100 vezes mais EGCG, com isso a ação dos antioxidantes e os demais benefícios são mais concentrados do que no chá verde comum.

Como preparar o matchá

Use 1.5 gramas de matcha para 70ml de água mineral. Ferva a água, deixe a água numa temperatura média de 75º e adicione o matchá. O matchá precisa ser vigorosamente misturado. Tradicionalmente, usa-se uma espécie de “escovinha”, como essa da foto.

matcha1

 

Beijos colaborativos,

Carol Morais e Luiza de Amorim

Fontes:

S.P.J. Namal Senanayake*, Green tea extract: Chemistry, antioxidant properties and food applications – A review – JOURNAL OF FUNCTIONAL FOODS 5 (2013) 1529 – 1541

Ping Xu,*a Le Ying,a Gaojie Hongb and Yuefei Wang*a, (2016)  The effects of the aqueous extract and residue of Matcha on the antioxidant status and lipid and glucose levels in mice fed a high-fat diet – Food Funct, 7, 294.

colaborativo-cópia
Projeto Verão Pra Vida Toda

O Fale com a nutricionista agora é colaborativo

É uma vontade antiga fazer do Fale com a Nutricionista, blog que cuido e acarinho já há tanto tempo, um espaço colaborativo, onde possamos reunir esforços e conhecimentos, e compartilhar com uma rede mais vasta de pessoas informações e dicas úteis, credíveis, saborosas e nutritivas para o dia a dia.

Aqui não tem espaço para modismos, para terrorismo nutricional, para neuroses. Aqui é lugar de olhar para a tela, puxar o ar e deixar sair lentamente o stress, culpa e a pressão de tudo que está relacionado com a comida, com o ato de comer e com a tal da boa forma, mentalizando que as coisas podem ser descomplicadas, maravilhosas, gostosas e ainda podem fazer bem.

Aqui é lugar de generosidade, “de gente simples, elegante e sincera com habilidades para dizer mais sim do que não”, e que de um jeito delicado nos faz refletir. E se dessa reflexão vier uma mudança, que seja porque na nossa vida faz sentido.

E sabe quando falo: “pega na minha mão e vem comigo”? Pois é, fico muito feliz de dizer que agora tem mais gente para entrar nessa ciranda, que espero que cresça ainda mais, com gente que faz a diferença e que tem coisas boas para dizer.

Então, minha gente, o Fale com a Nutricionista é igual cozinha de vó: quanto mais cheia, mais gostosa fica! Quer saber quem está mexendo panela e batendo papo com a gente? Dá uma olhada aqui.

 

mel
Dicas

Tudo que você queria saber sobre mel

Tenho dois alimentos preferidos… mel e café. E eles me fascinam pelo mesmo motivo: a variedade de tipos e sabores, pois é um infinito de possibilidades em um mesmo alimento.

Minha paixão pelo mel começou quando fui pesquisar sobre a qualidade dos méis produzidos na Região da Estrada de Ferro em Goiás, e a partir daí minha mente e meu coração se abriram para o mundo das abelhas e produtos da colmeia.

Cada colmeia aberta era uma surpresa, porque a variação era enorme de cores, sabores e textura – em uma mesma região. Tinha até mel cristalizado no favo em Luziânia!

O mel que consumimos no dia a dia, encontrado nas feiras e supermercados é produzido por abelhas da espécie Apis mellifera, elas são chamadas de “europeias africanizadas”. O sabor do mel que elas produzem depende principalmente do tipo de flor em que esta abelha esteve.

Considerando a diversidade da nossa flora, isso faz com que este o mel seja um produto fascinante quando comparado aos méis produzidos mundo afora. Ele é rico em sabores, nutrientes e cores, pois cada tipo de florada produz um mel de cor diferente. E é no cerrado brasiliense que isso se torna mais evidente, este bioma diversificado produz um mel com características únicas no mundo e que já foi reconhecido internacionalmente (o mel o brasiliense é considerado o melhor do País, leia aqui).

O mel recebe vários “nomes”, já reparou? Laranjeira, cipó uva, silvestre… Estes nomes se referem as plantas em que as abelhas foram coletar o néctar. Quando é possível identificar a florada e existe uma flor predominante, o mel recebe o nome desta planta, como por exemplo: assa-peixe, cipó uva, angico, aroeira, etc… Mas quando não é possível identificar de qual flor as abelhas coletaram o néctar, ele é chamado de silvestre.

São sabores incríveis, mas infelizmente o consumo do mel no Brasil ainda é muito baixo, são menos de 100g por pessoa/ano e um dos motivos é que ainda associamos o mel como medicamento e muito pouco como alimento. Ainda precisamos descobrir o quanto ele é um ingrediente versátil na cozinha e que pode facilmente substituir o açúcar branco.

Como saber se o mel é verdadeiro

Outro motivo que faz o consumo do mel ainda ser reduzido por aqui, é que na hora de comprar sempre vem a dúvida: “Como sei que este mel é verdadeiro ou falso?” Não dá para ter 100% certeza só olhando! Mas tenho algumas dicas que podem ajudar:

1. O mel comprado diretamente do produtor tem mais chance de ser puro. Você os encontrará facilmente nas feiras livres da sua cidade. Comprar direto do produtor garante a procedência e reforça o comércio local.

2. Se comprar em supermercados ou mercearias, verifique o rótulo, pois ele deve ter um Selo de Inspeção. Procure na embalagem alguma destas siglas: S.I.F., S.I.E, S.I.M, pois elas significam que esse produto foi fiscalizado por um órgão do governo.

3. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o mel de verdade pode cristalizar. A cristalização é um processo natural em que o mel se transforma numa pasta granulada, macia e uniforme. Isso ocorre porque entre os componentes do mel, temos água e açúcares (glicose e frutose), que dependendo da umidade, temperatura e concentração de açúcares, as partículas de glicose que são menos solúveis, começam a formar pequenos cristais. A cristalização acontece por inteiro no mel e ao ser aquecido em banho maria (40°C) ele volta a ser líquido. No caso do mel falsificado o que ocorre é o endurecimento, ele fica como uma pedra de açúcar desigual com manchas brancas, pois foi “fabricado” com xarope de açúcar. O mel açucarado forma apenas uma faixa de açúcar no fundo da embalagem e esse processo não pode ser revertido (os cristais não se dissolvem na boca).

Viu que não é difícil? Só não esqueça que mel também é comida, e como tudo nessa vida, tem que dosar: nem muito, nem pouco, consuma só o suficiente.

Até!
Karla Ananias

talharim-de-cenoura
Receitas

Massa de talharim de cenoura

Matar a vontade de comer massa, sem comer massa… Como faz? Seguindo a linha do espaguete de abobrinha, segue abaixo a receita de um talharim de cenoura, matando a vontade de uma massinha à noite, comendo vegetais e mantendo a forma, tudo ao mesmo tempo agora.

Ingredientes para 2 pessoas:
4 cenouras lavadas
1 colher de sopa de azeite extra virgem ou óleo de coco
4 dentes de alho

Molho de tomate caseiro (fiz a receita do molho basílico do livrinho de molhos da Dedo de Moça):

O segredinho está em fatiar a cenoura em forma de talharim. Eu utilizei um descascador de legumes, que nem na abóbora assada lembra?!

Após fatiar, é só cortar as fatias em formato de talharim com largura de aproximadamente 1 centímetro, colocar para cozinhar no vapor (só até amolecer), e depois refogar o alho no azeite, e então dar um “susto” no talharim. Pronto! Monte lindamente no prato, jogue o molho de tomate por cima e seja ser feliz!

mel no lugar do adoçante
Dicas

Por que não usar adoçante – e o que usar no lugar do adoçante artificial

O uso de adoçante é muito comum quando as pessoas pensam em “cortar açúcar” da dieta. Resolvi desenvolver o tema por aqui, esclarecendo porque recomendo não usar adoçantes artificiais e aproveito para sugerir algumas alternativas para uma doçura mais segura.

Porque não usar adoçante

Grosso modo, sou contra usar adoçante primeiro porque é ruim mesmo, modifica os sabores das preparações. Acho de verdade, um desrespeito com os alimentos. Imagine uma manga, maravilhosa, orgânica, na safra, ou seja, que oferece o máximo de sabor e suculência. Imaginou? Vamos supor que você resolva não comê-la ao natural (o que, diga-se de passagem, acho um desperdício), mas fazer um suco. E aí, pah, adiciona um adoçante desses horrorosos. Pronto: acabou com a manga. Se é para comer que seja de forma inteligente, que seja gostoso, que dê prazer.

Os outros motivos pelos quais eu não curto adoçantes (e logo não compartilho, rs) é porque diversas pesquisas já concluíram que esses produtos alimentícios têm efeitos nocivos sobre a saúde.

Em primeiro lugar, a quantidade que você usa provavelmente é maior do que a que usava algum tempo atrás. Ou seja, você está ingerindo cada vez mais aditivos sem perceber e isso já faz um mal danado. Substâncias que a gente não metaboliza, leia-se toxinas, vão inundando nosso corpo. Bom de jeito nenhum, né? (Nota mental: coma comida!)

Esses adoçantes estão relacionados sim a alguns tipos de câncer, doenças degenerativas, problemas renais, alterações no funcionamento da tireoide, Alzheimer e Parkinson e por aí vai. Tá bom ou quer mais?

E antes que comece a “perguntação” que já rolou lá no insta, os que utilizo são apenas os que citei. Não curto sucralose, pois ela possui cloro em sua composição o que pode alterar o funcionamento da tireoide. Xarope de agave também não é legal, apesar de ser “natural”. O seu método de extração é agressivo e pode ser tóxico. No caso do agave vale a lógica dos óleos, quanto mais simples a extração, melhor. Tenta aí plantar um cacto e tirar mel dele… Han? rsrsrs

O que usar no lugar do adoçante? 

O que fazer, então? Em primeiro lugar, sempre é melhor utilizar um pouquinho do bom adoçante apenas quando precisar e ir se acostumando com o mínimo até encontrar prazer no sabor natural dos alimentos. Em segundo, usar um dos cinco nessas ocasiões. Um pouco sobre cada um:

Mel
Uma lindeza produzida a partir do néctar recolhido das flores e processado pelas enzimas digestivas das abelhas. O mel adoça e contém proteínas, sais minerais e vitaminas, além de propriedades medicinais como a ação antibacteriana. Mel é um alimento terapeutico e por isso deve ser usado com parcimônia e sempre que possível ir rodiziando os tipos de floradas.

Rapadura e açúcar mascavo
Ela é o produto final da cana-de-açúcar após os processos de moagem, fervura do caldo, moldagem e secagem. Também tem alto valor nutritivo, com vitaminas, minerais e proteínas. Já o açúcar mascavo é extraído da cana-de-açúcar depois do processo de cozimento e antes de refinar. Confio mais na rapadura ralada, do que na qualidade, muitas vezes questionável, dos açúcares disponíveis no mercado.

Melado de cana
O líquido escuro é extraído da cana-de-açúcar e contém sais minerais como ferro, cálcio, potássio e fósforo, entre outros. Além de alimento, no interior ele é usado para auxiliar na melhora dos quadros de anemia e prisão de ventre.

Açúcar de coco
Produzido a partir da seiva dos botões das flores de coco. Experimentei recentemente e gostei muito.

Beijinhos,
Carol!

individualidade-bioquimica
Dicas

Individualidade bioquímica ou por que você não deve seguir a dieta da sua amiga

Você viu a sua amiga, muita disciplinada e determinada, seguir uma dieta para emagrecer durante algumas semanas. A sua amiga foi a uma consulta com uma nutricionista, que elaborou a dieta para ela e a orientou, tudo direitinho. E não é que a danadinha da sua amiga emagreceu aqueles 8kg que ela precisava/queria?! Você pensa: eba, essa dieta dela funciona! Vou fazer também! Aí você passa o whatsapp para amiga e pede para ela enviar a dieta por email. Quem nunca?

Desculpa te dizer, mas seguir a dieta da sua amiga pode não ser uma boa ideia. Não é bem assim que as coisas funcionam… Existe uma coisa que se chama individualidade bioquímica. Cada um de nós tem necessidades nutricionais específicas, que variam de acordo com fatores genéticos, com o estilo de vida e com a história de cada um. Isso que dizer que a forma como cada um de nós digere, assimila e metaboliza os alimentos é diferente.

Veja 10 dicas para ter uma alimentação mais saudável

Essa individualidade bioquímica é uma rede complexa de interações que controla a maneira como o seu corpo vai usar as vitaminas, minerais, gorduras, carboidratos, aminoácidos, calorias, etc para todas as funções do seu organismo. Quando a sua individualidade bioquimímica é respeitada, o seu corpo recebe as quantidades específicas de nutrientes que ele requer para funcionar bem. Por isso, quando você segue uma dieta que não é sua, você pode não estar nutrindo o seu corpo com o que ele precisa para ter uma boa saúde, disposição e energia para fazer tudo que você precisa e quer fazer, de acordo com o funcionamento do seu corpo e com a sua vida.

É por essas e outras que devemos esquecer a tal contagem de calorias também. Uma pessoa pode ter a mesma ingestão calórica que outra, mas os metabolismos são diferentes. Além disso, há alimentos e alimentos, e calorias e calorias. As calorias de uma banana não são recebidas pelo nosso corpo da mesma forma que as calorias de um pão francês com margarina. Isso tem a ver também com a quantidade de fitoquímicos que cada alimento possui, porque são eles que regulam o funcionamento das células. Tá vendo só quantos elementos tem nessa equação? A sua natureza, a natureza do alimento e como tudo isso vai se cruzar num determinado momento da sua vida. É muito redutor focar nas calorias!

Entenda melhor por que não devemos contar calorias

Se você seguir a dieta da sua amiga, pode até ser que você emagreça. Ou pode até ser que você engorde. Claro que se a dieta for muito restritiva, possivelmente você vai emagrecer. Mas será que vale realmente a pena colocar a sua saúde bem estar em risco para se encaixar em padrões que não foram criados para o seu biotipo? Por que devemos respeitar padrões de “beleza e boa forma” que não nos respeitam?

A gente sabe que fazer dieta atrás de dieta, uma mais maluca que a outra, não é uma medida sustentável e nem deixa ninguém feliz a médio e longo prazo. Além disso, gera muito stress, ansiedade e frustração viver em conflito com a comida e fazendo dieta. O melhor é passar por uma reeducação alimentar e viver em paz com o que você come e com o seu corpo.

Vamos abolir do nosso imaginário e do nosso vocabulário essa história de contar calorias e fazer Projeto Verão! O nosso corpo está com a gente o ano todo. Então se é para ser assim, vamos viver um projeto verão o ano todo, para a vida toda. E o nosso corpo fica firme, forte e saudável com a gente para viver tudo que a gente quer e precisa.

Referências:

Abordagem ortomolecular da obesidade
The Important Role of Biochemical Individuality

teste sabor
Dicas

Desafie o seu paladar

Vamos abrir a mente, a boca e o coração para novos sabores? Todo mundo tem as suas restrições… tipo: “não gosto de cebola”, “detesto pepino”, “quiabo nem pensar”, ah café é bem docinho, etc. Muitos vezes ficamos acomodados nesses mesmos gostos e sabores a vida toda e nem tentamos experimentar para descobrirmos se gostamos ou não, ficamos no preconceito, às vezes criado ainda na infância. Mas sabia que você pode mudar de gosto e de opinião?!

Então vamos lá a um pequeno desafio?! A ideia é experimentar sempre algo novo, quando o seu impulso natural disser não, você respira fundo e diz: sim, vou provar! Seja uma comida que você nunca comeu, um jeito diferente de preparar o mesmo prato, um ingrediente novo, uma troca, etc. Quer ver algumas ideias:

  • Experimente alguma coisa que você sempre disse não gostar, mas na verdade nunca experimentou direito, como pimentão, abóbora, jiló, quiabo, brócolis, couve, cominho, gergelim, etc. Mas faça isso de coração aberto e paladar receptivo!
  •  Cozinhe de um jeito diferente! Não use os ingredientes que costuma usar e nem os temperos. Nada de coentro, salsinha, ou cebolinha na comida. Explore o poder das hortaliças.
  •  Não adoce o seu café, chá, suco (aliás, porque não comer a fruta em vez de fazer suco dela?), etc. Sinta o real sabor das bebidas.
  • Coma, de olhos vendados, uma comida não preparada por você (mas por alguém que você confie! rss), e vá descrevendo detalhadamente todos os sabores e texturas, tentando adivinhar os ingredientes do prato.
  • Pense fora da caixa e mude o seu cardápio… imagine o que você pode comer de diferente (e saudável) desde o café da manhã.
  • Durante esses dias, o desafio maior é evitar ao máximo alimentos processados. Então é colocar a cabeça para funcionar e pensar: hummm o que eu vou comer no lugar da bisnaquinha ou da bolacha recheada?

Divirta-se!

Beijos,
Carol

chips de jilo
Receitas

Chips de jiló

Tenho a sorte (eu acho) de comer de tudo e achar bom (azar?). E quando quero exemplificar sempre digo: AMO JILÓ. E amo mesmo. Tanto que sempre que vou almoçar na casa da minha avó, minha tia faz farofa de jiló “em minha homenagem” (e o chips de jiló é uma homenagem a minha avó).

Talvez seja porque eu tenha aprendido a comer na fazenda, onde morei quase o meu primeiro ano de vida inteiro e sido criada no interior, até os 8 ou 9 anos. Me lembro bem do meu avô dizendo pra gente comer bastante abóbora, pois era bom pra engrossar as pernas. Nesse caso acho que exagerei no consumo… Hehehe. Mas valeu o estímulo: hoje amo e como feliz, eu e minhas pernas grossas.

O fato é que comida que me faz FELIZ DE VERDADE é COMIDA SIMPLES. Um exemplo é famoso prato feito, o PF = arroz, feijão, salada, uma “mistura” (jeito simples, que adoro, do povo chamar o acompanhamento: uma verdura cozida ou refogada, normalmente.) e uma proteína (jeito chato da gente chamar a comida pelo nutriente e não pelo verdadeiro nome dela), que pode ser um OVO frito.

Mas é isso! De quiabo a jurubeba eu encaro tudo e acho “bom demais da conta” – como se diz aqui em Goiás – especialmente os amargos. E olhem que coisa. Como os antigos diziam, a ciência vem comprovando: eles estimulam o fígado a produzir enzimas, entre outras funções. 😉

Fato é que tá na época de jiló, ou pelo menos ele anda dando as caras entre os orgânicos. E eu comprei, claro. Apesar de “amar de paixão”, nunca havia tido a audácia de preparar em casa. Achava que era comidinha só da casa da minha avó. Então fiz do meu jeito e virou chips. Sou a rainha louca dos chips. Porque é simples. Corta fininho, fio de azeite às vezes sim, às vezes não, sal e forno. Claro que a primeira fornada eu queimei. É  que a praticidade do forno me deixa fazer outras coisas, me faz esquecer que algo está rolando lá também… A segunda ficou MARAVILHOSA.

Abaixo a receita mais besta do mundo, sem quantidades mesmo, porque foi no olho e né? O que mais importante aqui é a ideia.

Como fazer chips de jiló

Ingredientes

  • Jiló
  • Azeite
  • Sal

Modo de preparo

Fatie o jiló finamente, coloque em uma forma antiaderente, adicione um fio de azeite, o sal e leve ao forno até ficar sequinho.

Beijo no fígado,

Carol!

manteiga ou margarina
Dicas

Manteiga ou margarina: o que é melhor?

Nada parece ser tão polêmico há tanto tempo como as gorduras – e a dúvida manteiga ou margarina está no meio dessa polêmica. Hoje, já sabemos que existem duas categorias delas: as que ajudam nosso corpo a funcionar melhor e, por isso, são indispensáveis, e aquelas que realmente não fazem bem.

Há tempos, tornou-se hábito adotar a margarina no lugar da manteiga porque acreditava-se que fazia menos mal por ser de origem vegetal. O que era ótimo ontem, pode não ser amanhã e há estamos acostumados com isso. Veja os casos do ovo, do abacate e do próprio coco: antigamente condenados, hoje queridíssimos da nossa saúde!

Lendo uma revista que herdei da minha avó, de outubro de 1956, vejo uma foto com um texto que narra a visita de nutricionistas à fábrica de margarina e como elas ficaram impressionadas com o valor nutricional do produto. Provavelmente, se eu vivesse naquela época é possível que eu tivesse pensado o mesmo, diante das pesquisas.

Com o tempo, a manteiga foi sendo deixada de lado, cedendo seu espaço na mesa do café da manhã para a margarina que, por sua vez, ganhou o rótulo de alimento saudável, deixando para a primeira o estigma de vilã. Mas seria mesmo ela assim tão melhor?

Qual a diferença entre manteiga e margarina?

Em resumo, a manteiga é de origem animal e feita da nata de leite batida. Ponto final. E a margarina? Bem, a margarina… Ela vai precisar de mais de uma linha para a explicação de como é produzida.

De origem vegetal, a margarina é resultado de um processo chamado hidrogenação. Nele, as moléculas de hidrogênio são incorporadas às de gordura de maneira artificial, em altas temperaturas. É o calor que transforma a gordura insaturada em parcialmente saturada. Também durante a hidrogenação, as moléculas de gordura viram gordura trans e saturadas.

Manteiga ou margarina? Manteiga!

Em especial, por causa das calorias (você ainda conta calorias?!), e das gorduras saturadas, a coitada da manteiga ficou ali esquecida, no canto, pois supostamente engordaria e provocaria doenças cardíacas. Mas hoje ela começa a reconquistar seu espaço.  Sabe-se, por exemplo, que o consumo de gordura trans (da margarina) é nocivo, tanto que hoje é obrigatório (mas tem como burlar) ser identificado no rótulo. – e ele está na maioria das margarinas! (para se ter ideia, a tal gordura é quase igual ao plástico!).

Já sobre a manteiga, descobriu-se que além do sabor, ela contém muito mais que se imaginava. Passeando no blog da Pat Feldman podemos ver em alguns posts que a manteiga contém ácido burítico (bom para a saúde metabólica e intestinal), vitamina A (antioxidante e facilitadora da digestão das proteínas) e ainda ajuda a prevenir a artrite e osteoporose, além de doenças na tiroide e outras. Ufa!

Só é preciso prestar atenção, porque como a maioria dos produtos industrializados, estão colocando aditivos que não são nada legais. Por isso, é sempre bom olhar os ingredientes. Além da manteiga, eu utilizo no meu dia a dia as seguintes fontes de gordura (boas): azeite extra virgem, óleo de coco e ghee (manteiga clarificada), além das frutas como abacate e coco, assim como as oleaginosas.

Mas como tudo na vida, vale o equilíbrio na hora de consumir, principalmente para quem segue algum tipo de dieta restritiva. O importante, acima de tudo, é pensar na origem do que se come. O seu projeto é verão pra vida toda, não é? Portanto, COMA COMIDA.

Beijinhos,
Carol!

diferença entre comida natural e orgânica
Dicas

Qual a diferença entre comida natural e comida orgânica?

Muita gente pensa que não há diferença entre comida natural e comida orgânica, mas há sim, e muita! Quando falamos em comida orgânica estamos falando de alimentos que são manufaturados e que, desde o cultivo, seguem uma série de parâmetros que definem o que pode ser considerado um alimento orgânico. A produção de alimentos orgânicos não utiliza agrotóxicos, transgênicos, pesticidas e fertilizantes sintéticos. Além de serem mais saudáveis para o nosso organismo, também ajudam a preservar os recursos naturais, e saúde de quem trabalha na agricultura.

Mas é muito comum vermos por aí, em feiras e supermercados, oferta de produtos ditos orgânicos, mas que infelizmente muitas vezes não são… E podemos estar pagando mais e levando gato por lebre. Sim, porque os produtos orgânicos, infelizmente, ainda são mais caros e acabam sendo um nicho de mercado.

Para ser devidamente comercializado como orgânico,  os produtos devem ser certificados por uma certificadora credenciada pelo Ministério da Agricultura, que garante as normas e práticas de produção.

Já a comida natural, diz respeito a alimentos em seu estado mais natural possível, não alterados quimicamente ou sintetizados, de origem vegetal ou animal, Ou seja, a comida natural é a comida não processada. Mas a comida natural não é necessariamente orgânica, e vice versa.

Por que escolher comida natural e orgânica?

Sabemos que a comida processada perde parte de seus nutrientes, propriedades e benefícios. Quando comemos comida natural e orgânica, estamos aproveitando tudo que o alimento tem de melhor, sem qualquer tipo de aditivo químico.

Sabemos que o Brasil é um dos países do mundo mais permissivos no que diz respeito ao uso de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Muitos dos agrotóxicos já banidos há anos em países da União Européia e Estados Unidos ainda são usados no Brasil.Por isso, optar pela comida natural, infelizmente, no nosso caso não é uma garantia de estar se alimentando de forma mais saudável. Temos ainda uma important luta para travar.

Como lavar frutas e outros vegetais

É muito importante lavar bem os alimentos, mesmo os orgânicos. Lavar bem com água normal, já ajuda a remover cerca de 70% a 80% de resíduos agrotóxicos da superfície das frutas e vegetais. No entanto, parte dos agrotóxicos pode ser absorvido pelos alimentos, permanecendo neles mesmo se lavados.

Usar uma colher de bicarbonato por litro de água é uma boa solução para lavar vegetais. Deixar de molho por alguns minutos também ajuda. Há também quem indique uma mistura de vinagre branco e água (900ml de água + 100ml de vinagre branco ) para deixar as frutas e verduras de molho por 15 minutos.

Escolher sempre alimentos da estação também é uma forma de evitar o excesso de agrotóxicos. Prefira também sempre alimentos com certificação de origem, que de alguma forma demonstram alum comprometimento por parte dos produtores.

Referências:

Manual Anvisa
Portal Orgânico
Difference between organic and natural food

Veja também:

mousse-de-cacau
Receitas

Mousse de cacau: receita vegana

Essa receita de Mousse de Cacau é curinga para várias ocasiões, seja para servir de sobremesa, seja para matar aquela vontade de doce e chocolate que aparece de repente. Uma amiga para quem havia indicado a receita antes de postar aqui disse que achou a “massa” muito espessa e a diluiu com duas colheres de sopa de leite de coco. Fica a dica! Outro amigo leu o post e contou que faz receita semelhante, usando tâmaras no lugar do mel e nozes em vez do coco. Adorei! E vamo que vamo, tudo-junto-e-colado inventando e reinventando as nossas receitas saborosas e nutritivas para comer sem culpa de ser feliz 😉

Receita de Mousse de cacau

Ingredientes
1/2 abacate
2 colheres (sobremesa) de cacau em pó
2 colheres (sobremesa) de coco ralado (conferir se não tem conservantes e aditivos, hein?)
1 colher (sopa) de mel de abelhas

Modo de fazer
Liquidificar ou bater com o mixer e levar a geladeira.

Beijos,
Carol

dieta-sem-gluten
Dicas

Dieta sem glúten: para quem é?

Quando eu falo em dieta sem glúten, muitas pessoas questionam: “Mas se eu não tenho doença celíaca, intolerância, alergia, hipersensibilidade, whatever, ao glúten, por que cortá-lo do meu cardápio?”.

Como as minhas receitas são livres de glúten,  eu achei que era hora de escrever um post falando um pouco sobre este assunto controverso, até mesmo entre os profissionais da área. Mas vamos começar pelo começo…

O que é glúten?

O glúten é uma proteína que encontramos em cereais como o trigo,  centeio, cevada e aveia. Ou seja, está presente em muitas das coisas que comemos no dia a dia… no pão, na pizza, em bolachas, no macarrão, e por aí vai! Ele é o responsável por “dar a liga” nas massas.

O glúten presente nos diferentes cereais possui certos componentes alergênicos, como a gliadina encontrada no trigo, que estão relacionados à ocorrência de certos males, até mesmo para quem não tem doença celíaca. Para quem não sabe, a doença celíaca é uma intolerância ao glúten que causa um processo inflamatório intestinal crônico, podendo levar à atrofia do intestino delgado, prejudicando a absorção de diversos nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Quando falamos em glúten, falamos muito da gliadina, porque é o composto alergênico presente no trigo, um dos cereais que está na base da nossa alimentação. Mas outros cereais como o centeio e a cevada, possuem compostos quimicamente similares à gliadina que também são alergênicos, como a hordeína e a secalina.

Por isso, é tão importante sabermos exatamente o que vai nos produtos alimentícios industrializados que compramos! Para quem é celíaco ou alérgico, a falta de informação na embalagem pode ser muito grave! #poenorotulo.

Todos os cereais possuem glúten?

Não! O arroz (integral, de preferência) não possui glúten, e nem o milho, por exemplo. Além disso, há formas saudáveis e saborosas de substituir os alimentos com glúten. A farinha de coco pode ser usada no lugar da farinha de trigo, por exemplo. Você também pode introduzir mais batata, mandioca, oleaginosas, como as amêndoas, nozes, e castanhas, quinoa e mais sementes na sua dieta. E mesmo o milho, que é rico em proteínas (couscous! huuummmm).

O glúten engorda?

Outra confusão. Muitas pessoas associam a dieta livre de glúten ao emagrecimento, acreditando que o emagrecimento é causado simplesmente pela retirada do carboidrato, que possui glúten. Mas a questão não é bem esta. É claro que a gente sabe que carboidrato em excesso engorda, mas por outros motivos, que não estão relacionados ao glúten! A relação entre o consumo de glúten e a obesidade tem a ver com a questão inflamatória da proteína.

Mas se eu não tenho doença celíca, por que devo seguir uma dieta sem glúten?

Já foi observado em vários estudos, a relação entre doenças inflamatórias intestinais,  enxaqueca, bronquite, sinusite, asma, entre outras, e o consumo de glúten. Quando o consumo de glúten é reduzido observa-se, em muitos casos, que no geral há uma minimização significativa destes males.

O glúten, quando consumido em excesso, pode virar um espécie de cola no intestino, fazendo com que os nutrientes essenciais para o corpo não sejam bem absorvidos, e isto pode causar uma série de males, como obesidade, dores nas articulações, dores de cabeça, entre outras.

As pessoas que têm uma dieta muito marcada pela presença de produtos alimentícios industrializados, com massas em geral, podem sofrer a redução da produção de serotonina, um neurotransmissor que regula o humor, a disposição, o sono, o apetite, e pode até levar a uma depressão.

Mas isto não significa que o glúten é um veneno, e que todo mundo deve cortar o glúten para sempre da vida! Cada caso é um caso, cada organismo é diferente e tem predisposições genéticas diferentes. É preciso entender que cada um possui uma individualidade bioquímica… Tem gente que NÃO PODE MESMO COM O GLÚTEN. Mas para outros é uma questão de opção. Há quem simplesmente decida viver livre de glúten, há quem prefira comer moderamente, e há quem ignore completamente a existência do glúten… E leva a vida numa boa!

O mais importante é você saber o que pode lhe causar mal. Por exemplo, se você perceber que depois de uma noitada de massas, no dia seguinte bate aquela enxaqueca, talvez seja hora de rever a sua relação com o glúten, para tratar a causa e não os sintomas. Mas para isso, você precisará de orientação nutricional.

A necessidade de retirar completamente o glúten da dieta só existe para quem tem intolerância ou alergia. Mas vale a pena repensar a sua dieta se quiser levar uma vida mais saudável. Geralmente, os produtos alimentícios industrializados que contêm glúten são pobres em nutrientes e outros compostos de qualidade para o bom funcionamento do organismo.

Por isso, a resposta é sempre a moderação. Não precisa dizer adeus ao pão, à pizza, à macarronada, aos bolos, e etc. Mas sempre que possível, tente fazer trocas saudáveis na alimentação. Substitua algumas vezes na semana o pão por tapioca, o bolo da sobremesa por uma fruta, o macarrão comum, por macarrão integral sem glúten, o trigo por farinha de coco… Para tudo tem solução nesta vida, basta ter informação 😉

E se decidir, por vontade própria, seguir uma dieta sem glúten, não faça isto sem orientação profissional! Fale com um nutricionista, ele vai saber lhe orientar como fazer isto da maneira mais segura.

Beijos,
Carol

Referências: Dieta sem glúten: há riscos? A new approach to the isolation and characterization of wheat flour allergens.

Outros artigos:
World J Gastroenterol 2010 June 14; 16(22): 2780-2787
J Gastrointestin Liver Dis.2011 Sep; 20(3):241-5
Captura de ecrã 2016-03-17, às 07.46.00
Dicas

Allure: pães e doces funcionais

A Allure nasceu através de uma necessidade pessoal em encontrar alimentos que se adequassem a determinadas restrições alimentares, mas que acima de tudo fossem saborosos e nutritivos.

Começamos a estudar sobre alimentação natural e sobre gastronomia funcional, o poder dos alimentos e a energia de cada um. Testamos inúmeras receitas, baseadas em diversos cursos e consultorias. Foi então que começamos a vender o que produziamos. O amor pela comida foi aumentando e tudo foi tomando uma proporção maior. Resolvemos então, montar uma empresa onde pudéssemos levar saúde e sabor para as pessoas e hoje essa é a nossa missão!

Hoje fabricamos produtos artesanais, livres de glúten, lácteos, açúcar branco e aditivos. Mas, muito além de só retirar o glúten e os lácteos, preocupamos com a biodisponibilidade dos alimentos. Por que de nada adianta retirar esses insumos e fazer um bolo cheio de farinhas brancas, com calorias vazias. Por que, farinha é farinha, mesmo sendo sem glúten, ela não tem benefícios sozinha para a saúde. Pensando sempre nisso, buscamos fabricar produtos com nutrientes que irão fazer bem ao organismo. Utilizamos ao máximo alimentos vivos, orgânicos e fazemos tudo no dia da entrega. Carregamos essa filosofia no nosso próprio slogan “Feito no dia para o seu dia a dia”.

Estamos sempre em busca de qualidade e sempre atentando as novidades. E acima de tudo, oferecemos uma alimentação genuína, honesta, saudável e saborosa!! Nosso intuito não é só atender à necessidade da retirada dos alimentos alergênicos, embora atendemos celíacos e pessoas alérgicas a proteína do leite, mas queremos levar uma alimentação saudável, um novo estilo de vidas a todos!

Hoje damos o primeiro passo da nossa nova jornada, apostando em uma nova identidade, condizente com o nosso segmento. Apresentamos a nova marca da Allure – Pães e Doces Funcionais. O visual é novo, mas a qualidade é a mesma de sempre! O nosso site ainda está em desenvolvimento, mas você pode acompanhar o nosso instagram e conhecer um pouco do nosso trabalho.

Captura de ecrã 2016-03-17, às 07.46.42

Pão de ló de nozes recheado com abacaxi e doce de leite de castanhas com cobertura de creme de coco

*Publieditorial
Domingo de chuva, café na cama... Livro, música e preguiça... Esse livro "A arte de comer" faz parte da coleção "Mindfulness essentials", do monge zen budista Thich Nhat Hanh, que ilumina a prática da meditação no sentido de estado de ---atenção plena--- São várias reflexões de como podemos aproveitar os momentos meditando sobre eles, estou achando de uma lindeza sem fim! A coleção tb tem "A arte de amar" e a "A arte de sentar". Parece fácil, mas é difícil, não impossível, estar inteiro em um momento! 
#DicaDeLivroCarolMorais 
Snap: carolmoraisnut
Receitas

Receita de torta sem glúten e nem lácteos: banana, maçã e castanhas

Essa receita é uma delícia e perfeita para matar a vontade de comer doce com toda a leveza e sem espaço para qualquer tipo de culpa! É uma receita de torta sem glúten e sem lácteos, com muito sabor e nutrientes.

Torta de banana, maçã e castanhas

Ingredientes:
1 banana nanica madura fatiada em fatias bem fininhas
2 maçãs raladas com casca
1 colher de sopa de uva passa branca
2 colheres de sopa de castanhas trituradas variadas (usei a do Pará, caju, macadâmia, amêndoa e nozes)
Canela a gosto (pode abusar)
1 colher de chá de mel

Modo de fazer:
1. Forre o refratário com as fatias de banana e polvilhe canela.
2. Misture a uva passa na maçã ralada e adicione canela.
3. Coloque essa misture sobre a banana apertando para compactar e leve ao forno até ficar dourado.
4. Tire do forno, adicione a farofinha de castanhas com 1 fio de mel por cima e volte ao forno, tomando cuidado para não queimar.
Pode servir quente ou gelada. Eu amo canela e por isso coloco muuuita que também ajuda a adoçar.

Essa receita rende duas porções. Pode ser uma sobremesa ou mesmo um lanchinho para adoçar a sua tarde.

Beijinhos,
Carol

20120426-223423.jpg

20120426-223434.jpg

caldo-caseiro
Receitas

Como fazer caldo caseiro

Muitas vezes me pego pensando nos ingredientes que fazem a real diferença na vida, para melhor ou pior, do ponto de vista nutricional (claro) e, também, do sabor. Não são raras as vezes que estamos muito atentos aos itens principais das receitas e esquecemos aqueles que fazem parte de todas preparações. Um bom exemplo são os caldos.

Quase todo mundo acha que só existem as versões em tabletes (argh!). Só que os de verdade são feitos a partir de vegetais, carcaças, carnes e ervas, entre outros itens. Um bom caldo CASEIRO faz toda a diferença no resultado final de um bom prato e ainda na saúde, pois é super nutritivo!

Nossa proposta é reduzir aos poucos até conseguir abandonar de vez os caldos industrializados que, além de darem um gosto super artificial aos pratos, destroem o sabor dos ingredientes orgânicos que você escolheu com tanto amor – e ainda fazem um mal danado pra sua saúde! Por todas as razões e emoções não vejo um só motivo pra continuar enfiando essas gororobas na panela.

Mas e aí, o que usar no lugar? Vamos voltar ao conceito mais maravilhoso da vida: o da simplicidade e usar caldos caseiros, ou mesmo apenas ervas (mesmo que secas) e sal (flor de sal) para sentir o verdadeiro sabor dos alimentos.

E, se é esse o assunto, eu não poderia deixar de usar uma receita da musa dos caldos caseiros, Pat Feldman. Pat entrou na minha vida pela internet mesmo. Comecei a ler o blog dela e pensar: “Gente que pessoa de bom senso alimentar, estudiosa e que compartilha da filosofia de comer comida de verdade”.

Ficou com água na boca? Abaixo vai a receitinha que você pode fazer um tantão, congelar e ir usando no que quiser.

Caldo de legumes caseiro da Pat Feldman

Ingredientes

  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem
  • 2 alhos-porós (somente as partes branca e verde-claro) lavados e picados
  • 4 cebolas (médias) picadas
  • 6 cenouras (grandes) descascadas e picadas
  • 3 talos de salsão picados
  • 1 maço (pequeno) de salsinha
  • 2 colheres (chá) de manjerona desidratada
  • 1/2 colher (chá) de tomilho desidratado
  • 1 folhas de louro
  • 6 litros de água filtrada

Modo de preparo

Numa panela grande, aqueça o azeite em fogo médio, adicione os legumes e refogue até começarem a dourar;
 Adicione as ervas e a água fria. Leve à fervura, baixe o fogo e cozinhe por uma hora com a panela parcialmente tampada;
Coe o caldo com uma peneira fina. Deixe esfriar e guarde em potes, que podem ser utilizados imediatamente ou congelados.

Com os legumes que restaram na peneira faça uma sopa para o seu bebê e toda a família:

Bata todos os ingredientes no liqüidificador, diluindo com um pouco de água ou caldo, até atingir a consistência desejada;
Tempere a gosto, aqueça à temperatura desejada e sirva.

A sopa pode ser congelada também, antes de ser temperada.

o que comer
Dicas

Vai comer o quê?

 Tenho escutado, não por acaso, a perguntinha, “mas e aí eu vou comer o que?”. Observando a angústia, e até desespero dos “perguntadores” comecei a ficar intrigada.

Não é estranho que estejamos tão confusos e angustiados para realizar um de nossos princípios básicos de sobrevivência? Quando foi que saber o que (quando, quanto e porque) comer passou a ser tão difícil e angustiante? Tenho alguns palpites…

A cada dia surge um novo alimento da moda e na mesma velocidade e regularidade um novo vilão. A ciência avança e a indústria alimentícia também. A Indústria tenta utilizar as descobertas da ciência para vender mais, e a ciência estuda os efeitos dos produtos alimentícios. Já não sabemos quem veio antes, ou quem se utiliza de quem.

De repente, começamos a separar os alimentos entre os que fazem bem para a saúde e os que fazem bem para a alma ou para o estômago. Eu não sei bem ao certo quando foi que isso começou a acontecer, sei que acho triste.

Não deveriam estar entremeados, ali juntinhos, o prazer de se cuidar e ter saúde com o prazer de comer?  Não seria por essa razão que alimentar-se é um ato social, de prazer, exatamente para que pudéssemos sobreviver, sem fazer disso um sacrifício ou uma redenção?

Confesso que começa a me incomodar essa neurose coletiva em busca do alimento pra cabelo, pra unha, pra barriga chapada. E olha que o alimento é a minha principal ferramenta de trabalho e a cada dia me encanto mais com o poder e a capacidade deles na saúde de todos nós. Fica parecendo que o estilo de vida só pode oscilar entre dois extremos, seja “health” ou seja “trash”. Não dá para encontrar um caminho (do meio) no qual ambos coexistam na medida da nossa necessidade e possibilidade?

Entre cursos, estudos, atendimento em consultório, convivência e observação da relação causal entre alimentos, nutrientes e saúde, cada vez mais, baseio a minha conduta no seguinte conselho: COMA COMIDA.

Surpreendentemente (ou não), a própria ciência vem demonstrando o quanto o efeito do alimento é mais eficaz (e menos arriscado) que o do nutriente isolado.

É a lógica da natureza, em um alimento existem tantos compostos que interagem entre si, em completa sinergia e que melhoram o aproveitamento dos nutrientes, que o uso de suplementos fica restrito ao seu local de origem, complementar aquilo que não conseguimos através da alimentação. Não é lindo?

Preferir alimentos aos produtos alimentícios já é uma mudança significativa na qualidade de vida.  Não se surpreenda se ao começar a observar sua alimentação, perceber que no seu dia a dia consome mais produtos do que alimentos, você não é o único. O mundo veio caminhando nessa direção e diante dos resultados nada favoráveis, como o alto índice de doenças crônicas como (obesidade, diabetes e hipertensão), começa a questionar o modelo do “fast”, do industrializado, do artificial e a trilhar um novo caminho, em direção ao funcional, ao orgânico e ao natural.

Acredito na observação e na consciência como passos importantes em direção ao equilíbrio e autoconhecimento, também no que diz respeito à alimentação.

Costumo dizer que embalagem de alimento deve ser casca, seu corpo e o meio ambiente agradecem. Partindo dessa ideia podemos começar a pensar em princípios de uma alimentação saudável e sim, prazerosa. Bom apetite e boa saúde!

Beijinhos,
Carol

cafe com açucar
Dicas

Como você adoça o seu café?

Quantos cafés você toma por dia? Como você adoça o seu café? Vamos fazer umas continhas rápidas? Imagine que você toma três cafés por dia e usa três colheres (de café, que são pequenininhas) para adoçar. Cada colher de café coloca na sua xícara cerca de 2g de açúcar, o que dá pelo menos 6g de açúcar por café (já as saquetas de açúcar que costumam servir nos cafés e restaurantes costumam ter entre 6g a 8g de açúcar cada uma). Multiplicando pelos cafés que toma por dia, você estaria consumindo cerca de 18g de açúcar por dia só no cafézinho.

Agora, fazendo mais uma continha e multplicando pelos dias do mês, dá 540g de açúcar. Ou seja, quase meio quilo só no café. E não, não estamos falando de calorias! Não se trata de contar as calorias do café, se trata de pensar numa alternativa mais saudável.

A gente sabe que o açúcar branco refinado é viciante e causa uma sensação imediata de bem estar, mas é muito prejudicial à saúde. Acontece que já habituamos o nosso paladar ao doce do açúcar. Muitas vezes, em vez e adoçar  suavemente, apenas para realçar o sabor, acabamos por adoçar tanto que já não conseguimos sentir o real sabor daquilo que estamos bebendo ou comendo.

Então o que fazer? Tomar café sem açúcar?! Não é preciso, claro que não… Mas você pode trocar o açúcar branco refinado por outras alternativas mais saudáveis. Você pode usar mel, açúcar mascavo, açúcar de coco, stevia, rapadura… e experimenta mexer com um pauzinho de canela. Ah, e lembra que o adoçante não é uma boa alternativa, ok?!

Beijos,
Carol